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sexta-feira, 9 de junho de 2017

In the Year of the Dragon


Da série de jogos que eu tenho a séculos e nunca falei, essa semana vou contar para vocês um pouco sobre o In the Year of the Dragon que esse ano completa 10 anos (com uma edição bacanuda que inclui as mini-expansões Great Wall e Super Events).

Fazendo parte da coleção Big Boxes da Alea, ele é o 12º título e o terceiro da longeva parceria entre o selo e o autor Stefan Feld, que tem nesse título o seu jogo mais cruel entre todos os seus lançamentos.

No jogo somos governantes chineses que durante os doze meses do Ano do Dragão precisam lutar contra todas as intempéries como doenças, seca, ataques mongóis e ainda precisa guardar um dinheirinho para fazer festas para homenagear o Imperador. Dureza!!

Visão geral de todo o sofrimento.

As regras básicas dele são até bem simples, observando a trilha da população os jogadores se revezam na escolha de uma das sete opções de ação, que variam entre produção de comida, fabricação de fogos, melhorias bélicas, arrecadação de grana entre outros.

Como tudo no jogo é feito pra você sofrer, até na hora da escolha das ações, caso você precise de uma que algum outro jogador já escolheu, você vai precisar pagar por ela.

Depois cada jogador escolhe uma pessoa para colocar nos seus palácios, essas pessoas vão ajudar nas ações posteriores (agricultores te garantem uma produção maior de arroz por exemplo), e você precisa sempre ter espaço para essa nova galera, caso contrário, precisa despedir alguém. Vida ruim.

E no final do turno, tem as desgraças, e aí que o jogo é cruel demais.

Cartinhas das pessoas que ajudam ao jogo ser menos sofrido. Foto BGG.

Os jogadores precisam se programar bem para ter o que cada situação pede, e mesmo que tenha, as vezes ter menos que os outros jogadores faz com que você perca pessoas, e isso é muito ruim, pois no final dos 12 meses (turnos), a pontuação final pega muito das pessoas ainda sobreviventes a todas as desgraças do jogo.

In the Year of the Dragon é na minha opinião o jogo do Feld mais difícil de se dominar, você pode até fazer tudo certinho e sofrer pouco, mas com certeza vai perder, você só vai conseguir começar a ganhar as partidas quando souber dosar desgraças com alegrias, e isso é difícil demais.

Então se você curte um jogo desafiador, esse não pode faltar na sua prateleira, caso contrário, melhor nem sentar na mesa pra depois não ficar deitado no chão chamando pela sua mãe.

Em cada mês algo diferente pra te detonar (um close na expansão Great Wall).

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