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quarta-feira, 19 de abril de 2017

ABRIN 2017




Esse ano não pude comparecer à ABRIN que acontece todos os anos em São Paulo e é maior feira de brinquedos da América Latina, mas aproveitando que o amigo Warny Marçano ia passar por lá pedi para ele fazer uma matéria dando as impressões dele sobre o evento, então umas palavrinhas do amigo sobre a ABRIN 2017.

Cheguei na ABRIN por volta de 10h da manhã e ao me cadastrar e entrar pela primeira vez no espaço destinado aos estandes, me senti como se estivesse numa mini Bienal do Livro, em relação à organização. Porém, com um espaço e público bem menor. É importante ressaltar que como o evento é voltado para fechamento de negócios, acaba ficando mais vazio do que merecia ficar. 

Apesar dos 80 anos, sem muitas novidades significativas. 

Logo nos primeiros momentos, me deparei com o estande da Estrela. A empresa comemora 80 anos e preparou para o evento uma exposição de seus jogos e brinquedos clássicos. O estande era um dos maiores da feira e a exposição ainda ocupava uma parte externa. Um Pega Varetas de 1959 e o clássico Batata Quente são exemplos do que estava exposto. Dos lançamentos, destaque para o Masterchef Brasil, jogo licenciado do programa homônimo da Bandeirantes, e o Escape Room : The Game, uma interessante adaptação das salas de enigma que viraram febre nos Estados Unidos e que começaram a fazer sucesso também aqui no Brasil. 

O princípio é o mesmo: os jogadores precisam abrir um dispositivo através de senhas que ele precisa decifrar ao longo de um determinado tempo. Cada partida terá um cenário diferente e segundo o representante da Estrela, caso o jogo faça sucesso, eles já têm um projeto para trazer mais cenários.

Escape Room - The Game : Será uma boa aposta? 

Chegando no estande da GROW, nota-se claramente como eles se distanciam da Estrela no público alvo, apostando em jogos mais infanto-juvenis e adultos. Para variar, vem por aí uma nova versão do clássico WAR, agora com a temática sobre Vikings.  Com a nova temática, vem novas regras, mais estratégicas e com duração mais enxuta, para 2 a 4 jogadores. Parece promissor. 

No setor de jogos de tabuleiro modernos, além dos já lançados Catan - O Jogo, Ave Ceasar, Puerto Rico e Istanbul, o representante da GROW e da Ludus também apresentava as novidades: Broom Service, do novo queridinho da galera Alexandre Pfister, que é uma espécie de edição revisada e expandida do Witch’s Brew; The Castles of Burgundy, do grande Stefan Feld e um dos jogos mais bem posicionados no BGG e San Juan, versão de cartas do clássico Puerto Rico, que inspirou mecânicas para jogos como Race For the Galaxy

Broom Service e San Juan vem aí pela GROW.

Parece que a GROW não está nesse nicho para perder, pegando sempre os jogos mais bem premiados e vendidos do mundo.

O estande que mais me surpreendeu pela grandiosidade foi a da Hasbro. A empresa investiu muito e recebia os clientes com telões de Led mostrando imagens do novo filme dos Transformers e até números de dança! No quesito jogos, nenhuma novidade. Apenas os jogos de sempre, como Monopoly, Game of Life e RISK.

 WAR Vikings : Mais um para a franquia.

Copag e Toyster também marcaram presença no evento, porém com estandes muito voltados para fechar negócios. Na COPAG, o que dominavam eras as mesas com seus representantes de venda e não exposições de jogos nas vitrines. A popular Pais e Filhos também estava com estande no local, apostando em seus jogos qualidade discutível de componentes, porém com preços de produção bastante acessíveis.

O último estande visitado foi a da Galápagos. A empresa, única no evento totalmente especializada em jogos de tabuleiro modernos, destoava bastante das demais, mas o importante é que se fez presente com um imponente estande. Nas vitrines, jogos famosos do catálogo da editora, como Game of Thrones e Krosmaster Arena, numa clara tentativa de chamar a atenção de possíveis parceiros pela beleza dos componentes de seus jogos. Lá pude encontrar os amigos da Lends Club, lá do Sul, e o amigo Luiz Cláudio, da Orgutal lá de Brasília. 

Galápagos Jogos marcando presença na ABRIN com um estande bacana.

No final, o saldo foi extremamente positivo e a impressão que fica era que poderíamos ter uma ABRIN maior ainda do que ela é hoje, com empresas de todos os nichos de jogos participando e voltada também para o público em geral, permanecendo obviamente com seu potencial de fechamento de negócios, que é o ponto focal atual do evento. 

Essa matéria foi escrita pelo amigo Warny Marçano.

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