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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Rock'n'Roll Manager


Ontem rolou uma partida do Rock'n'Roll Manager do amigo Leandro Pires e que deve sair ainda esse ano pela Conclave Editora. O jogo está praticamente pronto e tive a chance de ver como está ficando a arte final dele.

Primeiro falando um pouco da arte, o jogo está caprichado, as paródias estão muito boas (embora parecidas demais com os originais, o que pode vir a ser um problema) e a parte gráfica teve muito cuidado com a iconografia e com o casamento tema/mecânica.

Um dos muitos componentes legais do jogo, o dinheiro em forma de palheta.

As regras são basicamente as mesmas desde a última vez que eu tinha jogado ele em 2013, no jogo somos empresários de bandas de rock e estamos contratando membros para elas, lançando os discos e fazendo shows.

A mecânica principal do Rock'n'Roll Manager é worker-placement, temos 3 "devil fist" que vão sendo colocados no tabuleiro para realizar as ações. As ações são basicamente, comprar instrumentos, ensaiar, lançar discos, fazer marketing e se apresentar nos shows.

Rock'n'roll e cervejinha, claro que sim!!

A cada três rodadas temos uma apresentação em dois festivais, isso tudo vai rendendo grana para nós, empresários, e no final do jogo a banda mais lucrativa é a grande vencedora.

O jogo é um euro médio, muito redondinho e cujo tema foi muito bem apresentado dentro do jogo, ali não tem nada "colado com cuspe", tudo faz sentido dentro da proposta e você acaba a partida com um gostinho de "quero mais".

O lance agora é aguardar a data de lançamento pela Conclave, pois tenho certeza que o Rock'n'Roll Manager vai ser um jogo que vai agradar bastante.

Jogando com o autor, Leandro Pires.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Medina


Medina é um jogo abstrato muito bonito lançado inicialmente em 2001 e que ganhou uma segunda edição em 2014 com regras atualizadas e do qual falaremos um pouco agora.

Em Medina os jogadores reconstroem juntos a cidade, para isso todos recebem exatamente a mesma quantidade de peças no início do jogo e durante suas rodadas vão colocando de duas em duas no tabuleiro para criar novos prédios ou crescer os já existentes.

As peças iniciais de cada jogador, e o terreno para construírmos.

O grande lance é que cada vez que o prédio aumenta, ele fica mais apetitoso, e em algum momento do seu turno o jogador pode colocar um telhado e fechar o crescimento daquele prédio.

O lance é que existem quatro cores diferentes de prédios, e cada jogador pode ter apenas UMA de cada. Então escolher o melhor prédio ou depois tentar não crescer o prédio que pode ser de outro jogador é o que torna o Medina um jogo tão interessante.

No final tudo são pontos, então quem terminar o jogo com a melhor pontuação é o melhor construtor. O jogo é bastante estratégico, visualmente lindo e para quem curte abstratos um prato cheio.

Jogo em andamento com alguns prédios já com donos.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Mine, Mine, Mine! (antigo Serra Pelada)

Falando um pouco mais sobre jogos que esperamos ver no mercado esse ano, jogamos a versão final (enquanto regras pelo menos) do divertido Mine, Mine, Mine! do amigo Rodrigo Rego (autor do Palmares).

No jogo somos mineradores tentando a sorte nos terrenos para conseguir gemas e cumprir os contratos disponíveis no mercado, tendo que lidar com ladrões e capangas contratados durante o percurso.

A caixa/tabuleiro, onde são extraídas as gemas.

Possivelmente você já ouviu uma descrição parecida para algum jogo, mas com certeza você nunca viu a mecânica de "worker shakerment".

Tá bom, eu inventei essa terminologia, mas basicamente, no jogo temos uma caixa dividida em quatro territórios onde serão feitas as extrações das gemas, e para colocar os trabalhadores lá, usamos uma peneira! Sim, um board com furos onde a caixa é sacudida e as peças vão caindo nos terrenos.

É bem do tipo "ver pra entender", e acredito que não demore muito para termos um gameplay em vídeo, mas por enquanto acreditem em mim, a ideia é muito original e funciona perfeitamente no jogo.

Os contratos a serem cumpridos durante o jogo.

O mais legal do Mine, Mine, Mine! é que foi um jogo que eu acompanhei praticamente todo o processo de criação e a versão que jogamos agora está funcionando perfeitamente, e dá o maior orgulho de ter participado dessa empreitada junto com o amigo Rodrigo.

Atualmente o jogo não tem nenhum publisher de olho, mas está participando de alguns concursos e acredito, que assim como o Palmares, vá ser um grande sucesso lá fora.

Os poderes que podem ser usados durante o turno dos jogadores.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Space Cantina

Ontem tiver a oportunidade de jogar a versão mais recente de um dos próximos lançamentos da Ace Studios, trata-se do Space Cantina e é o segundo título a ser lançado do amigo Warny Marçano (autor do Sapotagem).

Pra começar vale dizer que a arte do jogo já está bem desenvolvida e está linda demais. Os personagens satirizando ícones da cultura geek estão praticamente todos lá e é sempre bem legal ir identificando eles durante a partida.

Visão geral do Space Cantina.

No jogo somos donos de lanchonetes espaciais e fazemos o máximo possível para melhor atender a demanda dos aliens, androides e robôs que aparecem e estão sempre com fome.

A mecânica básica do jogo é seleção de cartas e alocação de dados. No início de cada rodada temos uma rolagem de 9 dados a abertura de cartas de garçons e clientes e os jogadores vão se revezando na escolha do que mais precisam.

Na escolha das cartas, os garçons são usados para adquirirmos os ingredientes para os pratos, os clientes são os famintos que precisam ser atendidos, e os dados servem para dar o "trigger" nas cartas previamente selecionadas.

Gourmet Elétrico, minha lanchonete.

Temos um tabuleiro individual para colocarmos isso tudo, e um tabuleiro central onde contamos as rodadas, o avanço na trilha de satisfação de cada um dos três tipos de clientes, e o nosso avanço monetário (que ao final do jogo é quem decide o vencedor).

O jogo tem todos os elementos que eu gosto, e remete aos bons designs do mestre Stefan Feld, mas ainda tem coisas a serem ajustadas (as que mais me incomodaram foram questões com os clientes).

Algumas das diversas cartas de garçons do jogo.

O bom dessas jogatinas de experimentação é que o designer ouve o que pode ser mexido e melhorado e analisa o que realmente vale à pena ser modificado no jogo antes dele ir para o mercado e a insatisfação acabar sendo irreversível.

O Space Cantina tem tudo para ser um jogaço, está indo por um bom caminho e acredito que ainda esse ano tenhamos uma grata surpresa com o produto final dele.

Space Cantina em modo "lights off",
mesmo assim prestigiando o amigo Warny
.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Croq


Quando começaram a pintar os primeiros dispositivos com touch-screen eu lembro de pensar que rapidinho iria sair uma versão do Crokinole para eles. Muito tempo depois do esperado, finalmente achei o Croq, uma versão desse divertido jogo de destreza para iOS e Android.

Não vou falar muito sobre o jogo porque já teve resenha dele aqui no blog, vou me ater basicamente em como foi passado o jogo físico para os aparelhos eletrônicos.

Visualmente o Croq ficou bem parecido com uma mesa do jogo, tem inclusive várias versões que você pode usar nas partidas.


O AI do jogo vai ficando bem desafiadora conforme vai subindo de categoria, as regras estão perfeitas em relação ao jogo oficial e você pode jogar tanto de forma offline como contra outros jogadores remotos.

No final a adaptação feita pelo Croq está bastante bacana, com um tamanho bom para se manter até nos celulares e diverte que curte o jogo e não consegue ficar levando o tabuleiro pra lá e pra cá.