segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Um Castelo de protótipos

9 anos de bons serviços prestados ao hobby, valeu Castelo.

No último sábado rolou a edição de 9 anos do Castelo das Peças aqui no Rio de Janeiro, e como eu estou no processo de finalização do Die die DIE, fui com o intuito de testar algumas coisinhas dele, mas acabei jogando quatro novos protótipos que estavam rolando lá, e se tivesse mais tempo ainda tinham outros protótipos para testar!!

Mas como foi um dia muito gostoso, onde deu pra trocar ideias com os autores e acho que todo tipo de divulgação é legal para alavancar os nossos projetos, resolvi escrever essa postagem para falar um "cadinho" de cada um dos jogos que eu tive a oportunidade de conhecer.

Deck Adventures
Leonardo Ayres / Fernanda Zamith

Carinhas que te fazem andar pelo tabuleiro.

Esse é um "maze crawler" onde os jogadores precisam juntar tesouros para no final ser o mais rico da galera. Ele utiliza a mecânica de deck building de uma forma que eu ainda não tinha visto, você usa as cartas para movimentar seu(s) personagem(s) pelo labirinto, isto é, você começa com uma quantidade limitada de movimentos, mas pode ir comprando cartas para melhorar a forma com que seu jogo se desenvolve.

 Eu curti muito, o jogo tem muita sacanagem com os amiguinhos (todo final de turno entra um obstáculo no jogo) e bastante interação sem prejudicar (muito) a jogabilidade.

A partida durou uns 50 minutos (fora o bate-papo) e comporta até 4 jogadores.

Triax
Swami Guimarães

O Triax dos elementos e as marcações de cada jogador.

Triax é um jogo onde o tema escolhido foram que os jogadores são controladores das três forças básicas do universo (criação, destruição e proteção) e manipulamos o grande Triax que mantém essas três cores em harmonia para tentarmos tirar o melhor proveito dos elementos disponíveis.

O "flavor" é esse, mas na verdade é um jogo abstrato de hand-management que está bem adianto em questão de funcionamento em que temos que tirar o melhor de cada rodada tentando preparar seu jogo para no final das 7 rodadas (que eu sugeri que fossem 5) você tenha a melhor pontuação.

A partida durou uns 30/40 minutos (fora o bate-papo) e comporta até 4 jogadores.

Magalhães Bastos
Iata Costa

Controverso, mas ainda tem salvação, Magalhães Bastos.

Entre os mais de 700 jogos que eu tive a oportunidade de jogar, esse com certeza tem o tema mais controverso de todos, esqueçam os escravos do Puerto Rico ou criar a bomba H em Manhattan Project, estamos falando aqui em dar uns pegas na mulerada e ainda sair atropelando ou enchendo de porrada a concorrência. Isso é Magalhães Bastos.

Como o próprio Iata faz questão de frisar, esse contexto todo faz parte da história da vida dele e do bairro de "magalhanzeeee", mas tirando a polêmica tem jogo? Até tem.

Ele é um jogo de seleção de ações, gerenciamento de mão, mas que ainda precisa de muitos ajustes em equilíbrio, o jogo que deveria ter 12 rodadas acabou em 2 por conta de um combo de cartinhas que veio na mão de um dos jogadores, então não deu muito pra analisar tempo de jogo, mas dos quatro que eu joguei é o que precisa de mais mexidas, tanto em tema (coloca Máfia aí que o jogo deixa de ser polêmico) e de ajustes em regras, cartas e condições de vitória.

Heka
Wagner dos Santos 

Mais um joguinho divertido do Wagner, ele tá bom nesses fillers.

Pra finalizar, joguei o Heka do Wagner (que é autor do Orcorrida que já falei por aqui), e se passa no Egito antigo, onde somos sacerdotes tentando agradar aos fieis utilizando o que os deuses nos dão de melhor, mas sempre tomando cuidado com o caos que vem junto.

Tirando o flavor, nós temos uma matriz 3x3 de dados, com faces diferentes que precisam atender a demanda das três cartas que estão a nossa disposição, para isso podemos manipular esses dadinhos pelo menos duas vezes na nossa rodada ou mudando a face ou deslizando as colunas.

Outro que está praticamente pronto, é muito gostosinho de jogar, cabe também até 4 jogadores e dura no máximo uns 40 minutos.

E foi isso, o mais bacana foi ver que o povo está perdendo o medo de mostrar as paradas, e que o povo tá na pilha de jogar os projetos dos amiguinhos, dando o feedback necessário para que os jogos fiquem cada vez mais legais e atraiam de vez o interesse das editoras nacionais, e quem sabe as lá de fora também.

3 comentários:

Foca Costa disse...

Cacá você sabe muito ! Sem querer desmerecer aos demais medalhões que jogaram meu jogo, mas você em apenas 3 rodadas disse coisas muito pertinentes e precisas sobre o Magalhães Bastos !
Enquanto a adaptar o tema de máfia ao jogo, apesar de ser uma excelente ideia, pois há realmente máfia nos subúrbios, como máfia do botijão de gás, do gato-net e etc ... Eu confesso q estou encontrando dificuldade nisso, e como o tema atual do jogo é uma homenagem e eu não estou preocupado com polêmica, haja vista não farei financiamento coletivo, deverei mantê-lo como está. Entretanto as modificações nas pontuações que cada mulher gera ao ser conquistada e também modificações em algumas cartas estarão sendo feitas !
Um forte abraço Grande Mestre Cacá, nos encontramos nos eventos por aí !

Carlos "Cacá" disse...

Maneiro Iata, legal que você achou as sugestões pertinentes, nos vemos nos eventos... Abraços...

João Gabriel disse...

Obrigado pelo resumo dos protótipos!
Tive o prazer de testar alguns protótipos da Casa do Goblin também, ótimos jogos! =)