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quinta-feira, 30 de julho de 2015

Resenha : Magic, The Gathering – Arena of the Planeswalkers


Heroscape é um dos maiores jogos de miniaturas colecionáveis de todos os tempos, talvez o maior. Tranquilamente, mais de 50 produtos diferentes foram feitos sobre o jogo antes dele sair de linha. Agora, o "motor" do jogo voltou no Arena of Planeswalkers, um jogo bem acessível (30 dólares) com algumas miniaturas pré-pintadas, alguns pedaços de cenário, vários dados e um tabuleiro levemente modular.

Arena of Planeswalkers é o "skirmish 101" ou seja, combate de miniaturas para iniciantes. As regras são super simples: Anda, ataca, bate, defende, alcance para bater e aquela linha de visão basicona de linha reta a partir da cabeça do bicho.

O Planeswalker pintado e seus asseclas.

Para a galera acostumada com Heroscape, a grande diferença fica por conta do deck de cartas. Você começa com algumas na mão, pode usar até 3 por rodada, compra 1 por turno e muitas ficam escondidas podendo usar em momentos circunstanciais "quando é atacado, quando alguém morre, quando causa dano... etc". Isso dá um efeito surpresa não muito comum em jogos de miniaturas e que casa bem com o Magic: The Gathering.
Para a galera familiarizada com card games, há feitiços, encantamentos e as instantâneas foram substituídas por cartas circunstanciais (idênticas às armadilhas do Hearthstone). Não há pilha e nem mágicas instantâneas. 

Tabuleiro customizável, bem no estilo Heroscape.

Arena of Planeswalkers é MUITO simples. O jogo é, obviamente, centrado nos Planeswalkers (algo como um comandante, uma unidade MUITO melhor do que as demais). Há um potencial enorme de novos feitiços, novas miniaturas e esquadrões mais inspirados. Por enquanto, recomendável para a galera querendo uma opção simples para a molecada ou um jogo de miniaturas super leve. Para os fãs de Magic, todas as ilustrações e cartas seguem nomes e ilustração do jogo mas não espere um "magic de miniaturas".

O embate épico do Jace contra a Liliana da minha primeira partida acabou com o Jace sendo emboscado por um grupo de Reavers após muitos counterspells terem sido usados. Não é um jogo que eu compraria agora mas ficarei de olho, caso venda bem e role expansões, será um forte candidato a desbancar o World of Warcraft MIniaturas, meu favorito no genêro. Pelo menos por enquanto.

Essa resenha foi escrita pelo amigo Fel Barros.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Dissecando : Sentinelas do Multiverso


Os amigos da Gigante Jogos finalmente chegaram ao mercado e estão trazendo logo para abrir os trabalhos um card-game de primeira qualidade, o Sentinelas do Multiverso.

Figurando entre os 50 melhores jogos no ranking de tema, o Sentinelas é ambientado no mundo dos heróis de história em quadrinhos e tem muito desse "feeling" nas partidas jogadas.

Baron Blade em uma tentativa de dominar o mundo!

Na caixa básica temos 10 heróis para escolhermos, 4 vilões e 4 cenários, em mais de 500 cartas, todas com os textos descritivos e ainda os divertidos textinhos estilo "gibi" que estão sendo cuidadosamente traduzidos e revisados pela equipe da Gigante.

A partida se desenvolve com a rodada do vilão, onde ele abre uma carta de cenário e depois uma do próprio deck, que afeta toda a rodada. Depois os jogadores revezam cooperando na tentativa de derrotar o super-vilão e salvarem o dia.

A Visionary (um professor X de maiô) ajudando a salvar a Terra.

O jogo é bem temático e com níveis de dificuldades que fazem com que cada experiência seja única, algumas mais fáceis e outras irritantes mas divertidas.

O Sentinelas do Multiverso é uma excelente aposta da Gigante Jogos nessa época em que todo mundo está cada vez mais ligado nos heróis dos quadrinhos.

terça-feira, 21 de julho de 2015

Resenha : Top Mage


Primeira aposta nacional do pessoal da Pensamento Coletivo, o Top Mage é um card game divertido onde os jogadores estão numa disputa entre Magos para saber qual é o mais rápido na composição de duas receitas.

No início do jogo, cada jogador recebe duas receitas (uma fácil e uma mais complicada) que utilizam itens e elementos para sua confecção, depois a cada rodada você compra uma carta da pilha ou uma das disponíveis (caso haja alguma) e realiza quantas ações puder.

Nova versão com arte caprichada.

Nas ações você pode usar feitiços para conseguir algum "combo" que te seja bom para no final conseguir fazer uma das receitas.

Essa foi minha segunda partida, e agora o jogo tem tiles de feitiços, alguns comuns a todos e outros para cada jogador, que deram uma dinâmica legal ao jogo.

Top Mage é um joguinho leve, divertido e com uma duração de meia-hora em média, e chega em breve ao mercado, então fiquem de olho!

Primeiro protótipo sendo jogado em eventos do Rio.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Anime Friends SP : Saiba como foi o primeiro fim-de-semana.

Estande da Conclave cheio de mesinhas para jogar.

Neste fim-de-semana tem mais Anime Friends em São Paulo, e nós do blog não podemos estar presencialmente no evento, mas "mandamos" o amigo Fel Barros como correspondente para nos dar as suas impressões sobre o que rolou e para você já ficar antenado.

No primeiro final de semana e foi muito legal ver a movimentação dos stands das editoras, muita coisa boa acontecendo e muitas novidades sendo apresentadas, fiquem com os meus comentários sobre o que eu vi :

Fel Barros (F!) jogando com a galera de SP.

Galápagos Jogos :  O estande estava mostrando Krosmaster, X-Wing, Smash Up e Zombicide. Pegaram um espaço bem bacana de 'área de boardgames' para a galera conhecer os títulos.

Conclave : Com um stand com o dobro do tamanho do ano passado bem centralizada, foi um dos destaques por estar sempre cheia. Vi mesas de Dominion, Camel Up e Survive rolando.

 Conclave apresentando seu sucesso, o Dominion!

Devir :  Como sempre com uma área bem grande em exposição. Além dos jogos de sempre, vi Dino Race, um jogo infantil bem leve e muito bem produzido e o Alquimistas também. Destaque para o Cafundó, da galera da Tamanduá Jogos que não parou durante todo o tempo que estive lá.  

Funbox : Menores que o ano passado mas ainda com mesinhas para jogar e um stand lindão. Cheguei lá com o pessoal jogando Yomi e Ascension. Bullfrogs e Neuroshima à venda, além dos famosos jogos de 20 reais. Sai de lá com a certeza que vou comprar Quartz e Yomi na pré-venda que está aberta. 

Os amigos da Gigantes Jogos estreando nos eventos!

Gigante Jogos : No seu primeiro evento aberto, estava apresentando o Sentinelas do Multiverso, já em português para a galera, o Jungle Ascent (ainda em inglês) e anunciando duas grandes novidades: Study in Emerald e Trajan.  

Grow : Bem perto da Galápagos mas com um stand menor os destaques eram as mesas de Rummikub e Tesouro Inca. Comprei um Hell por 15 reais, ótima aquisição.


Estande da Funbox Jogos sempre cheio.

Redbox : Para mim, a grande surpresa do evento (junto com os anúncios da Gigante) foi o anúncio do Red Dragon Inn saindo no Brasil! Com certeza um dos jogos que eu mais ri e me diverti nos meus primeiros anos de hobby, foi um tiro certeiro por agradar, também, ao público de RPG. Compra certa no fim do ano!

Fica então o convite para quem estiver em São Paulo aproveitar o último fim-de-semana do Anime Friends para aparecer nos estandes e conhecer o que está chegando no mercado.

Essa matéria foi escrita pelo amigo Fel Barros.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Resenha : Vienna


Vienna é um dice-placement novo que usa um caminho a ser seguido e onde você a cada casa escolhida, realiza uma ação que ao final da rodada lhe renderá uns pontinhos.

Basicamente você tem cinco dados, rola todos eles e escolhe uma das casas disponíveis para alocar um ou dois deles para resolver a ação, e assim se repete até a rodada voltar à você.

Uma vez você que você tem que alocar novos dados, só pode andar para frente no caminho, o que é um limitador e te deixa com decisões interessantes.

Tabuleiro lindo assinado pelo grande Michael Menzel.

Quando todos os dados estão no tabuleiro começa a validação de cada área e na ordem, então você precisa estar bem programado para ganhar aquela moeda lá no início que vai te garantir a compra daquela carta lá no final.

Você pode até estar pensando que com a rolagem de dados, o lance de só andar pra frente, deixa o jogo muito dependente de sorte ou "scriptado", aí que está o grande barato do Vienna, ele tem algumas ações que você pode fazer (geralmente usando moedas) que reduzem bastante o fator sorte e deixam o jogo mais estratégico.

Lançado esse ano na Europa sem muito alarde, o Vienna surpreende pela sua simplicidade nas regras e complexidade na forma de como conseguir os pontos e travar a vida dos amiguinhos.

terça-feira, 14 de julho de 2015

Resenha : Russian Railroads


Jogamos outro dia o Russian Railroads, que apesar do nome remeter aos jogos de trem "pick and delivery" na verdade é um worker-placement muito bacana e ótimo para quem gosta de maximizar pontos.

No jogo estamos competindo para construir a maior e melhor ferrovia, para isso usamos nossos trabalhadores para avançar nossos trilhos, construir indústrias e contratar engenheiros.

Visão geral da mesa durante a partida.

O turno funciona da seguinte maneira : o jogador escolhe um dos (muitos) lugares disponíveis para realizar ações com seu(s) trabalhador(es) e aquela ação é executada imediatamente. Todos repetem o processo até que todos passem, então pontuamos a rodada.

Um das coisas bacanas do Russian Railroads é justamente acompanhar essa progressão de pontos, pois nas primeiras rodadas você começa ganhando 5/10 pontos e no final do jogo você já está beirando os 200 pontos por rodada!

O tabuleiro que traz formas distintas de pontuação
para os jogadores.

Outra coisa que eu achei muito boa no jogo foi a questão dos níveis de trilhos. Você tem cinco tipos diferentes e que dão mais pontos conforme vão entrando no jogo, mas para o melhor conseguir pontuar bem, você tem que andar com os que pontuam menos, e isso exige um planejamento sinistro.

Enfim, o Russian Railroads é um grande euro, cheio de decisões a serem tomadas, com muitas escolhas de como pontuar melhor e que apesar disso tudo, ainda é jogado num tempo bastante aceitável.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Resenha : Mondo


Sou fã de jogos tipo puzzle, o Factory Fun foi meu Top 10 por algum tempo e a muito tempo que eu não achava um outro bacana e embora já estivesse de olho no Mondo ainda não tinha tido oportunidade de jogá-lo.

Pois bem, ontem rolou uma partida com dois jogadores e o jogo é bem legal, nele cada jogador tem seu tabuleiro individual com dois tipos de borda, ou só com água ou com os quatro tipos de terreno que aparecem no jogo (deserto, água, floresta e planície).

Terminei meu Mondo e fiquei esperando o pequeno terminar o dele.

São três rodadas onde temos que pegar as peças disponíveis para tentar montar o melhor padrão de terrenos sem falhas e com mais animais (que são coisas que dão pontos), tentando evitar os vulcões e os espaços em branco.

Mas o jogo é muito dinâmico, pois temos um timer que regula o tempo de cada rodada e como a pilha de tiles é pra todos os jogadores e quanto mais rápido você conseguir terminar seu "mundo", melhor o bônus que você pega.

Os tiles disponíveis para todos.

Gostei muito do Mondo, o Michael Schacht (Zooloretto) fez outro jogo que não é brilhante, mas é bem gostoso e funciona bem com jogadores mais "cascudos" e para jogar com a família.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Dissecando : Castellan


Essa semana recebi uma penca de jogos novos e comecei a "árdua" tarefa de abrir, ler as regras e jogar com o Castellan, um abstrato que lembra o famoso Liga Pontos da época de escola.

Os componentes do jogo pro si só já são um bônus, as pecinhas são lindas, encaixam perfeitamente e se você precisar mover suas torres durante as partidas elas ficam bem firmes e você consegue fazer isso sem problemas.

Componentes caprichados do Castellan.

Regras super simples : na sua jogada você usa quantas cartas quiser da mão (você começa com quatro), as cartas te indicam a quantidade de peças que você vai usar (torres e muros) e quando você está feliz com a sua jogada, compra uma carta de volta.

Toda vez que você fecha um espaço, coloca uma torre de guarda da sua cor para no final da partida pontuar, e a partida termina quando o primeiro jogador não tiver mais cartas para usar, aí o adversário tem mais uma rodada e começa a pontuação.

Cada jogador tentando colocar mais torres cinza no seu espaço.

Os jogadores contam cada torre cinza nos quadrantes da sua cor e quem tiver mais pontos ganha.

Eu achei o Castellan muito gostoso de jogar, que dura no máximo meia-horinha e foi uma surpresa bastante agradável, fica a dica.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Noitada de protótipos com os amigos

Ontem foi dia de voltar a aparecer na reunião semanal da Stronda. Para quem não leu meu post sobre o grupo, é uma galera aqui do Rio que se reúne regularmente para desenvolver jogos e um ajuda ao outro a finalizar os projetos.

É um esquema que tem dado resultados, de lá já saíram o Ovo do Camaleão (vencedor do concurso Ludópolis em Portugal), o Palmares (finalista do concurso de Bolonha na Itália) e Rock'n'Roll Manager (futuro lançamento da Conclave Editora).

Mesão de Ziriguidum com quatro jogadores.

Eu cheguei com os trabalhos já começados, parece que rolou um Camaleão com algumas alterações sugeridas pelos editores portugueses, mas consegui jogar os dois astros da noite : Ziriguidum e Serra Pelada.

Ziriguidum (do Leandro Pires) : O jogo tá praticamente arrumado, arestas para acertar, mas ele tá rodando bunitinho, falta dar uma graça e colocar uns ajustes de grana e no mercado, mas tematicamente tá bacana e o rondel/mancala tá funcionando legal.

O rondel de ações do Ziriguidum bem funcional.

Serra Pelada  (do Rodrigo Rego) : Esse ainda tem um caminho maior a percorrer, mas ele tem um puta potencial... Gostei MUITO do lance de jogar as pecinhas e de como isso influencia no jogo... Mas tem que ajustar.

Enfim, gostei de ter voltado a uma Stronda, espero que eu consiga aparecer mais (até pera pilhar de dar continuidade nos meus projetos paradões).

Serra Pelada com mecânica legal, só falta ajustar.