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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Resenha : Concept

Como você tentaria indicar "Dollynho" ou "Lima Duarte" usando apenas ícones pré-definidos em um tabuleiro? Pois é, essa é a ideia principal do Concept.

Um dos finalistas do Spiel des Jahres de 2014 e lançado recentemente pela Galápagos, no Concept a cada rodada um jogador tenta, usando apenas os ícones do tabuleiro, fazer com que os outros jogadores reconheçam o que foi escolhido em uma carta, que vem com 9 opções das mais fáceis até as mais sinistras.

Tabuleiro com os ícones usados no jogo.

Desde a capa, até os componentes, tudo é muito minimalista e com arte bacana. Com muitas opções de ícones no tabuleiro, dificilmente você não encontra uma forma de expressar o que você quer, seja diretamente ou dando voltas até alguém acertar.

Eu achei o jogo uma versão euro do Imagem & Ação, e com a mesa certa rende boas partidas e é uma opção bastante interessante para quem está começando, ou para descontrair numa jogatina mais light.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Tabuleiro Virtual : Star Realms

Ontem saíram os prêmios do Golden Geek Awards, prêmio dado pelo Board Game Geek para os jogos de tabuleiro e jogos digitais baseados nos tabuleiros, e o Star Realms foi o jogo com mais prêmios, desbancando o grande Galaxy Trucker nas plataformas digitais, tive que ver o porque.

O Star Realms é um deck building lançado ano passado com temática espacial que funciona basicamente da mesma forma, você tem seu deck, vai colocando novas cartas, embaralha com as antigas e vai renovando seu baralho.

As diferenças bacanas do jogo são as estações (cartas que ficam na mesa até serem destruídas), as cartas tem um funcionamento diferente do que eu estou acostumado a ver, achei bacana, mas não sei se o jogo merece esse "hype" todo.

Quanto a versão digital, apesar de muito bem feitinha e ter um tutorial em etapas bem explicado, na minha opinião ele fica bem abaixo da experiência do Galaxy Trucker, de qualquer forma, vale o download do app para os amigos tirarem as próprias conclusões.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Resenha : Pathfinder


Baseado num RPG de bastante sucesso, o card-game do Pathfinder saiu ano passado pela Devir e eu aluguei no Clube RedBox para ver como funciona.

O jogo tem um manual grande e muito detalhado, o que pra mim acabou deixando a forma de explicar mais confusa, achar alguma referência rápida na regra foi bastante complicado.

Caixa básica com quase 500 cartas!

Basicamente, escolhemos uma aventura, que pode ser em forma de cenário ou campanha, preparamos o nosso "time" de heróis, fazemos todo o setup para a partida e partimos para a porrada.

Cada cenário tem um vilão e locais que precisamos vasculhar atrás desse inimigo. Na nossa rodada antes de mais nada, avançamos a pilha de bênçãos (que funcionam como um contador de rodadas), podemos vasculhar um local (e enfrentar as consequências, como ter que lutar com seres menores), mudar de local e encerramos o nosso turno.

Setup pronto para o cenário introdutório.

Basicamente é um jogo de gato-e-rato atrás do vilão do cenário, que assim que for derrotado determina o final daquela aventura com a vitória dos heróis que perdem caso o deck de bênçãos acabe ou os personagens morram.

Achei o Pathfinder um jogo bacana, mas meio repetitivo, mas apesar disso ele é menos "burocrático" do que o Lord of the Rings LCG (que apesar de melhor tem muito mais regrinhas com basicamente a mesma "vibe").

Quer conhecer o jogo sem ter que gastar uma grana preta nele? A melhor opção é alugar no Clube RedBox, ver se você vai curtir e aí partir para o abraço!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Resenha : Império em 8 Minutos


Lançado pela Devir Brasil no ano passado, o Império em 8 Minutos é um jogo de controle de área muito bem sacadinho jogável em no máximo meia-hora.

As regras são super simples, você tem um mapa com uma região inicial, na sua rodada você compra uma das seis cartas disponíveis, realiza a ação descrita nela e guarda a carta para um set-collection que vai acontecer no final do jogo.

Mapinha do jogo e as cartas de ação/coleção disponíveis.

E é isso, as ações são super simples (colocar ou remover unidades, mover ou criar cidade) e jogo é fluido e funcionando bem com de 2 a 5 jogadores sem perder a graça.

Gostei do Império em 8 Minutos, uma opção bastante interessante para início de jogatina ou aquela partidinha despretensiosa na hora do almoço.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Folias lúdicas

Folia das Peças com amigos, tudo de bom nesse quesito.

Carnaval acabou, agora aturar esses dias caídos entre a quarta-feira de cinzas e o ano novo (hehehehe). Falando sério agora, durante o Carnaval tive a oportunidade de jogar bastante e vou fazer um apanhado rapidinho pra durante os próximos dias resenhar bastante.

El Grande - The Great Inquisitor & Colonies : Até hoje o El Grande ainda é o meu TOP 1, jogaço, por isso sempre fico com medo de usar algumas das expansões, mas a The Great Inquisitor & Colonies deixa o jogo muito mais estratégico e merece ser jogada muitas vezes. Nota 10 pra ela!

América e o navio são duas das novidades dessa expansão do El Grande.

Terra Mystica - Fire & Ice : Outra expansão bem bacana jogada foi a do Terra Mystica, basicamente novo mapa e novas raças. Ordem de turno variável, mapa com vários rios e as raças bizarras que enchem o mapa de gelo e lava. Outra adição bacana a um jogão.

A galera que participou da joga lá de casa também abusou das expansões, vi rolando Dungeon Lords edição boladona de aniversário e barquinhos do Bruges.

Os draconianos do Terra Mystica espalhando lava por onde passam.

Além desses, joguei três novidades que vão valer resenhas individuais : Concept, Império em 8 Minutos e Pathfinder.

Já adianto que achei esses três jogos legais e que fizeram que o bloco das peças desse ano tivesse sido 10... NOTA 10!

Mesão de Dungeon Lords Happy Anmiversary.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Resenha : The Capitals


Ontem lá em casa finalmente consegui jogar o The Capitals que eu peguei ano passado com o pessoal da Board Game em Casa e ainda não tinha conseguido montar uma mesinha.

O jogo, apesar do autor brasileiro, só teve lançamento lá na Europa, com uma produção bem caprichada da Mercury Games, mas ele bem poderia ser lançado por aqui.

Tabuleiro central com todas as trilhas a serem acompanhadas.

No jogo as nossas cidades competem para serem as maiores e terem no final mais prestígio que as outras concorrentes.

O jogo se desenvolve em 12 rodadas, tendo 3 rodadas de pontuação. Em cada rodada os jogadores pagam pela posição à jogar, depois compram prédios, realizam ações e a uma nova rodada se inicia.

Os grandes baratos do The Capitals são as trilhas (Cultura, Progresso, Serviços Públicos, Empregos e População) que vão aumentando ou diminuindo conforme as construções e os "turistas" que são "carreeples" seus que podem ser usados por outros jogadores na hora da ativação dos prédios (baseado no nível de Cultura).

Os meus prédios sendo ativados pelos cubos e pelos "turistas".

Outra coisa bacana é a forma com que os prédios vão sendo arrumados na cidade, o que requer uma visualização do todo muito detalhada e podem formar "combinhos" bastante interessantes.

As mecânicas, apesar de serem bem detalhadas, são tranquilas de explicar e uma vez que você começa a jogar, a partida de The Capitals flui super bem e o jogo acaba sendo uma experiência bastante legal para quem curte um euro elaborado (mas que não te deixa com dor de cabeça).

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Tabuleiro Virtual : Abalone

Estava "passeando" pela Apple Store atrás de algum app oriundo dos tabuleiros e me deparei com o Abalone Free, que é a adaptação de um dos jogos abstratos mais legais que tem.

Baixei sem pensar duas vezes, e apaguei quase na mesma velocidade. O app é muito cru, apesar da jogabilidade ser bem próxima a experiência real do jogo, mas além do tutorial fraco ele só tem a opção de jogar on-line ou multi-jogadores.

Tem um "puzzles" para jogar sozinho, mas apesar de terem uns desafios bem difíceis, fogem um pouco da diversão de "jogar o jogo".

Poderia ter sido um app bem bacana, mas infelizmente foi mal desenvolvido e não vale o download (nem da versão grátis).

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Ludolocadores a alternativa para os jogadores

Com o crescimento do mercado nacional e como consequência o número de jogadores crescendo cada vez mais, fica mais difícil acompanhar o ritmo e manter as finanças em dia.

Só para se ter uma ideia, essa semana a Galápagos Jogos lançou quatro jogos e prometeu duas expansões que somadas chegam quase aos mil reais em jogos.

Na FunBox além de alugar, ainda rolam playtestes dos futuros
lançamentos da FunBox Jogos.

A alternativa para "filtrar" o que vale a pena ou não comprar, na minha opinião, são as ludolocadoras que te dão a chance de alugar um jogo e levá-lo pra casa por quanto tempo você quiser.

A pioneira nesse ramo, e hoje a de maior acervo, foi a FunBox de São Paulo, que hoje conta com um acervo de mais de 1000 títulos e atende na loja física onde o associado pode até mesmo jogar um jogo e levar outro pra casa.

Aqui no Rio funcionando nos mesmos moldes, mas ainda engatinhando, temos o Clube RedBox, contando com um acervo ainda em expansão, eles tem colocado sempre uma cópia do que sai de mais novo no mercado nacional.

O Clube RedBox ainda está crescendo, mas os
eventos tem ajudado a divulgar a locadora.

Finalizando temos a opção para quem não está nem no Rio nem em São Paulo, para esses jogadores a Board Game em Casa é a melhor solução.

Os jogos são enviados pelo correio, super bem acomodados e chegam rapidinho na sua casa, diferente das outras duas, na Board Game em Casa você tem um tempo mínimo para ficar com o jogo.

Contando agora com uma loja física em Brasília, o acervo deles ultrapassa os 400 títulos e também está sempre em expansão.

A loja física da Board Game em Casa é novinha,
mas já está atraindo muitos jogadores.

O mais bacana é que apesar das três serem do mesmo segmento, por serem de regiões diferentes e por terem como donos as pessoas que também jogam, todos são amigos e trocam ideias sobre como melhorar o atendimento, ajudam nas dificuldades (principalmente da galera que está começando) e torcem pelo sucesso um do outro.

Então se você quer conhecer os jogos e não está com aquela disponibilidade de grana para comprar tudo que sai, junte os amigos, se associe em um (ou mais) desses clubes e comece a experimentar as novidades e os jogos clássicos (que ainda não chegaram ao mercado nacional).

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Resenha : Origin


Ontem fui a Segunda Sem Lei da RedBox Store para jogar o Origin, jogo da ludolocadora da loja que eu peguei a algum tempinho e só consegui jogar agora.

Os jogadores tem como objetivo pontuar, e os pontinhos são conseguidos através de cartas de objetivo, pecinhas de caça e conseguindo o domínio dos estreitos do mapa.

O mundo ainda com pouca gente povoando ele.

O tema central do Origin é a evolução do homem e sua descoberta de novos territórios. Mas tudo isso muito superficialmente, o jogo mesmo é um abstrato bem interessante.

Na rodada dos jogadores temos que fazer uma entre três ações disponíveis (Expandir, Migrar ou Trocar de Lugar) e depois ainda podemos usar uma das cartas de ação.

Quando um dos gatilhos de final de jogo é disparado, cada jogador tem mais uma rodada e contam-se os pontos.

Tabuleiro com as cartas de ação e os tokens de avanço.

O jogo não é bobo, tem bastante estratégia e é visualmente muito bonito com suas peças em madeira lembrando totens. Valeu ter conhecido ele.

Se você é do Rio e ficou curioso com ele, recomendo entrar de sócio no Clube RedBox, para poder alugar o Origin e mais uma centena de outros jogos modernos disponíveis.

Os totens com raças e características diferentes.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Resenha : Belfort


Belfort é um worker placement onde elfos, anões e gnomos trabalham em conjunto para o crescimento da cidade em questão.

Temos cinco distritos distintos, liderados por determinadas guildas e os jogadores tem que pegar recursos, para construir prédios e em três momentos o pontua-se os distritos.

As regras são simples, o jogo é dividido em sete turnos, nesses turnos temos três rodadas bem definidas.

Mesão com todos os componentes do jogo.

Uma serve para colocarmos nossos elfos ou anões nos prédios, depois a rodada para recolhermos os recursos e finalmente realizamos as ações dos prédios. Ao final das rodadas 3, 5 e 7 pontuamos os distritos vendo quem tem a maioria de prédios construídos.

Belfort é um jogo bem interessante, graficamente bonito e com bastante estratégia envolvida. Foi uma grata surpresa.

Uma vista aproximada dos distritos de Belfort.