quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Mercado Nacional : Passado, Presente e Futuro (parte 2)


RISK, a versão revisada da Hasbro, umas das novidades. Foto BGG.

MUDANÇA DO CENÁRIO


Com a chegada da Hasbro ao Brasil o mercado finalmente sofreu uma mexida e as grandes empresas (leia-se GROW e Estrela) tiveram que mudar a sua linha de jogos e mesmo que a Hasbro não tenha trazido nada de realmente novo, marcas originais como RISK, Monopoly e Clue finalmente chegaram com a qualidade e padrão de importados.


Angus, primeiras tentativas da GROW de modernizar. Foto BGG.

Essa mexida no mercado fez com que as pequenas e médias editoras nacionais também começassem a investir nos autores nacionais, e nomes como os de André Zatz e Sérgio Halaban, pioneiros nessas empreitadas, começaram a ser cada vez mais cogitados, agora também fora das grandes editoras.

Como bem explica Sérgio Halaban: ‘Essas empresas focadas em jogos de tabuleiros são dirigidas por gente que entende do assunto. Que está empenhada em “revolucionar” esse mercado. Então, ter um jogo publicado por qualquer uma delas é ter a certeza de que seu filinho vai receber o carinho que merece’.


O Pega o Pingüim! da dupla Zatz/Halaban saindo pela Game Office. Foto BGG.

ESTAR PERTO DO SEU PÚBLICO, A CHAVE DO SUCESSO

Esse surgimento de empresas como a Bico de Lacre, Galápagos Jogos, Ceilikan, Hidra Games entre outras também serviu para aproximar os autores do seu público alvo, os gamers.

Utilizando os diversos eventos que foram surgindo pelo país, os autores começaram a realizar testes de seus jogos ainda em estágio embrionário, perceber o que precisava ser mudado e o que o pessoal estava procurando de novo.


YN do Vince Vader, nos primeiros estágios de play-teste. Foto BGG.

Era fácil encontrar pelos eventos no Rio e pelo resto do país (como na Ludus Luderia e na FunBox) mesas fechadas especialmente para que os autores pudessem mostrar seus projetos e fazer suas observações a respeito.

4 comentários:

Rodrigo disse...

Opa!

Já chegamos no presente?

É... como sou novo nesse mundo... ainda estou desenvolvendo conhecimento sobre os grandes clássicos do exterior. Porém, esses nacionais despertaram meu interesse, ainda mais com as recomendações do pessoal e suas também.

Já vem o futuro?

Luish Coelho disse...

bacana demais fazer esta matéria, Cacá. Registra um momento de grande mudança no cenário brasileiro, parabéns. (coincidência ou não, a palavra que tive que digitar aí embaixo para liberar o coment foi "scret", Escrete, um jogo que joguei muuuuuito nos anos 80).

Cacá disse...

Que bom que o pessoal gostou da matéria, foi bem legal fazê-la... =)

jp_limac disse...

Gostei porque colocou os pingos nos "Is" de quem não está tão bem informado sobre o que está acontecendo quanto aos jogos de tabuleiro.

Acho, até, que essa matéria poderia ser divulgada em outros locais, tal como a Ludo Magazine e na Ilha, com os devidos créditos ao Cacá, claro!