sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Quinta-feira de Antiquity em casa

Ontem eu reuni uma galera da pesada (Bouzada, Gonzalez e Original) para tentarmos aprender e jogar o Republic of Rome, resultado? Depois de hora e meia sem sair do lugar resolvemos jogar um Antiquity.


Essa é a caixa da primeira versão, a que eu tenho.

Primeiro vou escrever um pouco sobre o jogo. Esse é um jogo de desenvolvimento, onde cada um de nós é responsável por uma cidade e tem que colher recursos para construir os prédios, catar comida para saciar a fome do povo e ainda por cima para ganhar, temos que ser fieis a um santo que nos dará a condição de vitória a ser atingida.

O jogo tem dois tabuleiros distintos, um é um mapão onde estão as montanhas, campos, rios e onde temos representado de maneira macro a nossa cidade, e o outro tabuleir é como um zoom na nossa cidade, onde encontramos uma matriz para irmos construindo os prédios.


Visão geral da mesa durante o jogo.

Uma rodada se desenvolve da seguinte forma, primeiro na fase da cidade é onde nós fazemos nossas construções na cidade, depois disso rola a fase das ações, que é a ida dos nossos trabalhadores pro campo e afins, depois fazemos uma checagem de sobre de recusos (caso você não tenha um storage) e há uma nova colheita.

Essas são as fases boas do jogo, depois disso é hora da fome e da poluição. Na fome caso você não tenha comida suficiente começa a pipocar covas pela sua cidade, e a fome aumenta a cada rodada. Mas se você acha isso cruel, depois temos a poluição, que vai deixando o mapão cada vez com menos recursos, caso você não consiga poluir sua área mais covas para você.


Olha só quantos marcadores de poluição em volta da minha cidade.

Depois dessa desgraceira toda vem a checagem da vitória baseada no santo que cada jogador escolher no momento da construção da sua catedral, caso alguém tenha cumprido o objetivo o jogo acaba.

Enfim, esse é o jogo mais cruel que eu já joguei, na partida de ontem comigo e o Original jogando pela primeira vez nós dois passamos grande parte do tempo tentando sobreviver, ignorando os nossos objetivos (inclusive colocando covas na nossa catedral, o que inutiliza o prédio até que ele seja limpo).


No zoom é ainda pior, vejam quantas covas.

Já o Gonzalez, como bom seguidor de São Cristovão, ficou juntando 3 bens de cada para vencer a partida, mas faltando apenas um recurso o Bouzada, que era seguidor de São Nicolas, deu um "boom da virada" e destruiu sua catedral, construiu outra e se tornou seguidor de Santa Bárbara, e construíndo todos os prédios venceu a partida.

O jogo é um dos melhores que eu já joguei, foi parar com méritos no meu Top 10. Agora nós quatro ficamos com a incumbência de ler as regras do Republic para tentar novamente jogá-lo.

5 comentários:

Fel disse...

Fiz esse lance de mudar de Catedral na minha primeira partida também. Se não me engano, mudei do santo que guardava comida para o que constrói todos os prédios.

Ninguém arriscou Santa Maria?

Um dia quero jogar de novo, só pra tentar o São Jorge :p

Carlos disse...

Fala Fel... ninguém foi de Sta Maria não... Mas acho que depois dela o São Jorge deve ser o mais difícil mesmo de ganhar...

Espero jogar outras vezes ele, achei fantástico o jogo... O Quico viu a gente jogando e se amarrou tb, vou jogar um vs. com ele... =)

Luish Coelho disse...

ei Cacá,
faltou dizer quanto tempo durou a partida!
Esse jogo tá nos meus planos de previdência (incluindo fazer o homemade, já que não há previsão de reedição).

Carlos disse...

Grande Luish... Cara, a partida deve ter demorado um pouco menos de 3h...

Mas até pra mim que sou adepto aos home-mades não indicaria essa empreitada... hehehehehehe...

Abraços...

Luish Coelho disse...

imagino, é plano de previdência mesmo. Aposentado, ouvindo um joguinho de futebol no radinho (vai ser um stream de um clássico carioca gravado dos anos sessenta narrado pelo Valdir Amaral, jorge Kuri, Loureiro Neto, João Saldanha e Mario Vianna), cortando tile por tile e contando histórias pros netos (ou ensinando regras de algum outro jogo).