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quarta-feira, 14 de julho de 2010

Resenha : Heroscape



Criado em 2004 pela Hasbro, o Heroscape é um sistema de jogo que engloba miniaturas bacanas, tabuleiro modular, dados, exércitos com diferentes características e muitas expansões. Enfim, um prato cheio para os ameritrashers e para os fãs de colecionáveis.

O grande barato do Heroscape é a forma como tudo é composto. Os autores (Craig Van Ness / Rob Daviau / Stephen Baker) partiram da premissa em que tudo é permitido, então temos orcs, elfos, samurais, soldados da guerra civíl, da 2ª guerra, dinossauros, super-herois, demônios, anjos todos juntos numa batalha pela sobrevivência.


Você não tem limites na hora da criação dos cenários. Foto BGG.

O sistema do jogo é extremamente simples e funcional. A primeira coisa a ser feita é montar o cenário, para isso contamos com peças plásticas que encaixam e formam lindos mapas 3D. O mais bacana nisso é que você não tem limites para suas criações podendo fazer mapas gigantes ou apertados dependendo da sua idéia pro jogo.

Depois temos os personagens, a montagem dos exércitos pode ser por setups pré-determinados ou através de draft de peças. Nesse segundo caso escolhe-se um máximo de pontos a serem utilizados e os jogadores alternam na escolha das figuras.


Cada unidade tem sua "status-card" com tudo que você precisa. Foto BGG.

Exércitos e mapa prontos, vamos ao jogo. Cada jogador tem 3 ações por turno, todos colocam marcadores nas cartas de status da unidade que você quer mover (temos 3 marcadores e um de engodo), e vamos abrindo na ordem.

As unidades movem e atacam. Simples assim. Os detalhes ficam por conta de elevação de terreno, habilidades especiais, linha de tiro e afins. E essa é uma das graças do jogo, saber montar legal seus exércitos conhecendo as habilidades que cada unidade pode te proporcionar.


As minis são de um detalhamento impressionante. Foto BGG.

Ganha aquele que cumprir o objetivo primeiro (geralmente o de detonar o adversário).

As partidas costumam ser bem dinâmicas e a diversão é garantida. Fora a beleza de todo o conjunto, com certeza quem vê as miniaturas fica bobo com a qualidade delas. Enfim, um tiro certo pra quem curte o que eu chamo de "vício dentro do vício", pois à partir do momento que você começar a jogar Heroscape, vai querer sempre mais unidades e mais elementos para seu novo "brinquedinho".

5 comentários:

Leandro Zombie disse...

Excelente resenha, Cacá. Como sempre.

Apesar de ainda não ter jogado, a matéria tirou algumas de minhas dúvidas.

Vou cuidar de encomendar uma cópia com o Fel.

abrax.

Flávio Moreno disse...

Show de bola mesmo...
E como funciona o sistema de dados do jogo? li em algum lugar que o nível de ataque e de defesa tem a ver com a quantidade de dados jogados? como assim? quantos dados vem no jogo?
Grande abraço e saudações rubro-negras!

Cacá disse...

Grande Flávio... os dados funcionam no seguinte esquema, são d6 onde 3 faces são ataque, duas defesa e uma em branco...

No satus-card da unidade diz a quantidade de dados a serem rolados, tanto para ataque, quanto pra defesa...

No combate confrontam-se essas rolagens, para cada "caveirinha" que aparecer tem que ter um "escudo" pra defender, não tendo, toma dano... Simples assim...

Fala Leandro, no Castelo eu vou levar e montar uma mesa bacana de Heroscape pra mostrar à galera...

Abraços a todos...

Rafael disse...

Esse jogo tá numa wishList, e como, comentou um colega em sua resenha, remete aos tempos de Forte Apache!

Abraço!

Cacá disse...

Fala Rafael...

Cara, é verdade, você fica montando os cenários, lendo as fichas das unidades, separando as paradas...

É tudo muito "quando eu era muleque"... O problema é saber a hora de parar de gastar dinheiro com ele... hehehehheh...

Abraços,