quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Shamouzão com estréia

Ontem rolou um Shamouzão clássico com o povo "old-school". Cheguei cedo e fiquei vendo as novas aquisições (via Secret Santa) do Camilo, dois RISK o Godstorm (que parece ser foda) e o Clone Wars.

Enquanto a galera ia chegando comecei a montar o setup do Rise of Empires, novo jogo de civilização do Martin Wallace.



Jogamos uma partida com 5 pessoas (que é o máximo permitido) e a partida demorou umas 5h (contando aí regras e paradas para pizza), mas acredito que dê pra jogar numas 3h ou 4h dependendeo do foco dos jogadores.

Bem, o jogo é dividido em três Eras e cada Era tem turno e returno. Temos um tabuleiro central com o mapa do mundo dividido também pelas Eras e um box onde são definidas as ações. E um tabuleiro separado onde temos uma série de tiles (cidades, progresso, terrenos e impérios) que são comprados durante a fase de ações.

Durante o turno temos as seguintes ações a serem definidas : abrir os tiles, realizar as ações, reduzir/aumentar a comida, receber coisas e pontos de vitória e redefinir a ordem do turno.


O mapa com os territórios e o box de ações.

A grande sacada desse jogo é justamente a parte da realização das ações. Cada jogador tem 6 ações a serem realizadas dentre 5 possíveis. Cada um na sua vez coloca um marcador no box de ações e faz o que se deseja e no final do turno esse box está recheado com os marcadores.

No returno o que acontece é justamente o jogador pegar de volta esses marcadores, então você vai realizar as mesmas ações do turno, só que na ordem invertida. Você até pode alterar a forma de fazer as ações (isso vai te custar alguma coisa), mas não vai poder, por exemplo, realizar alguma coisa no returno que você não tenha feito no turno. Muito bem sacado.

No returno além disso os jogadores optam por manter suas cidades e os tiles de progressos previamente adquiridos (tudo com algum custo) e perdem metade dos cubos em cada território conquistado.


O tabuleiro onde ficam os tiles a serem comprados.

O lance dos territórios é bem El Grande, rola maioria (que tem direito além dos pontos a benefícios) e pontos para o segundo. Mas o legal do jogo é que ele pode ser vencido de várias formas. Tanto pela pontuação do mapa, quanto investir em cidades e maravilhas.

Achei ele um grande jogo, com um tema que sempre me agrada e é jogável mais rápido que os jogos de civilização mais pesados (tipo Through the Ages ou o Advanced Civilization). Nessa partida o Camilo ganhou com uma diferença absurda (uns 70 pontos) pra mim que fui o segundo, seguido do Márcio, Rogério e Shamou.

A galera que chegou mais tarde (Rodrigo, Léo Rossi e Fel) ficaram em outra mesa jogando o Fresh Fish, um jogo Friedmann Friese (do qual o Léo é fã).

3 comentários:

Carlos Eduardo disse...

Grande Cacá!

Lendo a sua resenha já fiquei interessado em conhecer o jogo. Parece ser muito bom mesmo e também gosto do tema de civilização. O que achei meio inesperado foi o jogo ser lançado pela Phalanx, que geralmente lança jogos bem menos badalados ou muito estratégicos.

Agora perder para o Camilo por essa diferença toda? Com certeza deixaram ele a vontade não?

Feliz ano novo e muitas jogatinas.

Abraços,

Cadu.

Cacá disse...

Grande Cadu,

Na verdade, embora o Camilo discorde, na primeiro turno da primeira Era jogamos com uma regra errada que rendeu um efeito cascata bem bom para o Camilo (não se pode ter dois progressos iguais da mesma Era, e o Camilo tinha dois "sets" errados)...

Mas acho que a pontuação tende a ficar mais "parelha" com as regras corretas...

Felipe disse...

Valeu pela social.

Fresh Fish entrou na seleta lista de jogos como Lost: The Boardgame, Candamir, Wow: Adventure Game, Carruagem para Realengo e um pedaço da coleção do Cadu :)