segunda-feira, 30 de março de 2009

Mar. 28 - Castelo das Peças, by Fel

O Castelo das Peças contou com uma sala cheia com a galera de Warhammer 40k e outra com várias caras novas. Um animado grupo de alunos do Antônio Marcelo, uma galera que chegou através da Reportagem do JB e as figurinhas carimbadas que estavam sumidas como o Luciano, o González e o Christiano.

Quando eu cheguei o Wykthor estava contando a história dos palácios franceses e toda a linhagem de nobres na França Medieval para o Lúcio em uma partida para 2 jogadores de Royal Palace.


Casa cheia com a mulecada nova e o povo "old-school". Foto Shamou.

O Flávio estava explicando o Wasabi, o Antônio estava jogando Tannhäuser, o Space Hulk comandado pelo Shamou e um Mag Blast com o Leandro Zombie. Jogos leves mas todo mundo se divertindo. O mais pesado mesmo foi o Fire and Axe que o González finalmente conseguiu jogar depois de um ano trazendo pro Castelo sem sucesso.

Eu ia jogar uma partida de Race for the Galaxy com o Warny, aí apareceu um pra aprender e o Christiano perguntou se tinha vaga pra ele e pra Chris. Foi bem legal para testarmos o setup com 5 jogadores. Senti a sorte pesar mais e como a galera tava meio perdida com a expansão rolaram umas escolhas um pouco estranhas mas bem comuns para quem tá encarando o Race pela 1a vez. O Christiano acabou ganhando com uma estratégia militar garantindo pontos importantes de objetivo.


O organizador Antonio Marcelo ensinando Catan. Foto Shamou.

Depois , rolou uma super mesa de Castle for All Seasons. Todo mundo queria conhecer o jogo não só por ter no BSW como pela arte belíssima e o jogo ser bem "promissor". Acabei ensinando o jogo pra 9 pessoas ao mesmo tempo! Apesar de ter a edição alemã, os ícones são bem intuitivos e a galera não teve problema nenhum durante a partida. Agora quero jogar o mapa do Inverno pra ver como funciona. Só não gosto de dizer que é um jogo de worker placement, ele é basicamente um jogo de seleção de papéis em que a escolha de cada jogador vai influenciar bastante na decisão do outro.


O lindo tabuleiro do Castle of All Seasons. Foto Shamou.

Eu acabei puxando o Fruit Fair com o Camilo, o Márcio e o Léo, filho do Camilo. É um jogo bem colorido, com um visual meio infantil mas com uma mecânica bem interessante e decisões difíceis ao longo do jogo. Rola bastante marcação e gerenciamento dos recursos.
Acabou o Márcio vencendo com uma boa jogada na última rodada virando pra cima do Camilo. Com uma temática diferente e a arte do Michael Menzel entraria facilmente no meu top 20.

Nisso tinha rolado Pickomino, Escalation, Settlers of Catan, UNO (!) e Cloud 9. Pra fechar o dia, puxei o Witch's Brew de novo e mostrei pro Márcio, Camilo e Léo. Como a galera é fã de jogo de porrada, todo mundo terminou num pega pra capar e o Léo ganhou de lavada.


Mesa cheia com muitos novatos no Tannhäuser. Foto Shamou.

Saindo de lá, eu, Wykthor e Warny tínhamos planejado jogar mas o Wykthor tava passando mal acabou que eu e Warny decidimos ir pro Bruno. Lá eles me ensinaram o Attika, um joguinho do amigo do Bouzada, o Casasola, com uma dose de sorte boa pra dar rejogabilidade, mponentes agradáveis , tile placement e hand management coisas q eu gosto bastante. A interação é meio destrutiva então eu já comecei botando meu primeiro tile no templo do Warny.

Acabou rolando uma vitória meio mosca morta porque eu tava tentando vencer daquele modo de fazer um caminho juntando dois templos. O Warny ficou a um tile de completar , ele preferiu atacar do que defender e eu tinha dois tiles prontos pra fechar o jogo.


Essa edição bombou tanto que teve gente no chão. Foto Shamou.

Depois, a gente jogou o Fruit Fair de novo. Com a manha que eu peguei na partida do Castelo acabei dosando melhor a questão do "recursos x vp" e ganhei a partida. Aí a gente foi ver a corrida de F1 com o Rubinho largando mal pra variar (hehehehhee).

Saldo bastante positivo, principalmente com a aparição da galera que viu a reportagem do JB, conversei com o pai de um garoto e o filho (de 10 anos) que viu a reportagem e pediu pra jogar Monopoly! Espero que a gente consiga logo uma cópia pra mostrar pra essa galera.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Rolando os dados

À partir dessa semana, toda sexta-feira farei um apanhado das coisas interessantes que por um acaso eu lí ou ví, e também vou começar a fazer as minhas session-reports do Calabouço direto no blog de lá, então dêem uma prestigiada por lá também.

— No blog Dream with Board Games da galera de Portugal essa semana saiu uma entrevista com o Kris Gould, para quem não conhece ele é o cara por trás do Jet Set e Fruit Fair e do selo Wattsalpoag, Inc., vale a lida.


As rotas do bom Jet Set. Foto BGG.

— No Boardgame News rolou o preview de mais um jogo do Martin Wallace, o Waterloo. Pelo que eu lí, parece que o jogo custa um pouco a se entender, mas confesso que isso já era de se espearar em um jogo dele. É esperar pra ver.

— Sábado acontece no SESC-Copacabana mais uma edição do Castelo das Peças, o evento começa as 10:00h e vai até as 18:00h, a entrada é franca e o endereço é Rua Domingos Ferreira, 160 - 5º andar. Apareçam.

— Outra boa novidade é que essa semana já devem ser enviadas a primeira leva das cartas bonus do Dominion ("Envoy" e "Black Market") que são vendidas exclusivamente no site da BGG. E é isso, semana que vem mais coisas.

terça-feira, 24 de março de 2009

Campeonato de Monopoly (ou "ludotrip" à Sampa)

Nesse fim de semana saiu uma caravana composta por mim, Flávio Jandorno (e patroa), Fel, Warny e Simone (e marido) para São Paulo com três objetivos: passar uma noite de sábado na Ludus com os amigos, conhecer a galera de SP e jogar o campeonato de Monopoly.

A viagem de carro foi muito bacana, fomos conversando as quase 5h de trajeto e rimos um bocado com as várias histórias lembradas pelo caminho. Ao chegarmos em SP cada grupo foi pra um canto e mais tarde (já acompanhados de mais amigos) fui cumprir meu primeiro objetivo, conhecer a Ludus.


Casa cheia na Ludus.

O lugar estava lotado, e se não tivéssemos separado nossos lugares com antecedência teríamos que aguardar na fila. Logo de cara posso falar que o lugar é muito bacana, várias mesas animadíssimas jogando os mais diversos jogos, mas o que se nota é que o público está alí pra se divertir e não pra entrar na onda dos jogos modernos, então temos mesas com Jogo da Operação, Jenga, Pula-Pirata e Trivial Pursuit.

Estavam lá para nos recepcionar o Fábio Tola, o Formiga e a Lucy. Os dois primeiros foi um prazer reencontrá-los, pois já estão na categoria de amigos e é sempre muito legal bater papo com eles. Já a Lucy foi uma uma simpatia com a gente, nos sentimos em casa, fizemos todos o tipo de pergunta sobre o funcionamento do bar, expectativas com essa nova parceria da Hasbro, como é o movimento, e ela prontamente nos respondeu. Uma pena que ela e o Tola não puderam ficar até mais tarde (afinal eles iriam "apitar" o torneio no dia seguinte).


Pra não dizer que não conheci nenhum jogo novo, Capitol.

Pra não dizer que não falei dos jogos, na Ludus joguei Crokinole e Pickomino, depois o Tola ensinou o Capitol, um controle de área com "tile-placement" bem bacana e para finalizar fomos arrasados no Amun-Re pelo Flávio. Saímos de lá umas 2:30h e fomos dormir para a maratona de domingo.

Chegamos no Citibank Hall umas 8:30h e depois de pegarmos nossa credecial e o kit do jogador (que vinha com camiseta, botton, um sacola maneira e uns lanchinhos) fomos correndo procurar o Jornal do Brasil para ver como tinha ficado a matéria feita na minha casa sobre o campeonato e o jogos de tabuleiro.

Sobre a matéria, foram 6 páginas na Revista Domingo, super bem ilustrada, falando mais sobre o campeonato e dicas de jogadas, mas isso nem é o mais importante, o legal mesmo foi os caras terem colocado os endereços das jogatinas aqui do Rio, o que pode fazer com que mais gente apareça nos eventos, e é nessa hora que você divulga os jogos.


Luish, Warny, Edu Alpendre, Magoo, Fel, Flávio, eu e Formiga.

Depois começamos a fazer social com a galera, nessa hora tive a oportunidade de conhecer o Magoo, Viviane, Edu Alpendre, Anderson, Daniel e esposa (de SP) e o Luish (de MG), fora o Formiga (CE/SP) que eu já tinha encontrado no sábado, e esse foi certamente o ponto alto do torneio. Conhecer a galera que você só costuma falar via post e mail é muito bacana, principalmente se você confirma que esse povo é ainda mais legal "ao vivo". Por essas e outras que precisamos reviver os eventos nacionais, mas isso fica pra um outro papo.

Como a organização teve que esperar um pouco mais para começar a competição, todo o cronograma foi atrasado, mas esse não foi o problema mais grave que podemos perceber, depois das mesas terem sido sorteadas a surpresa maior, todos as "banqueiras" eram modelos (lindas em sua maioria) que se bobear nunca jogaram o Monopoly na vida, quem deu sorte pegou banqueiros monitores da Ludus, os juízes eram mais bem treinados, mas mesmo eles às vezes se enrolavam com alguma regra, mas eles eram prontamente acessorados por alguém com mais conhecimento.


Salão cheio mesmo com a presença bem abaixo do esperado.

Outra coisa, como não dava para fechar sempre mesa com 4, algumas tiveram 5 jogadores, o que prejudicou pra caramba quem sentou nelas (teve um cara que ganhou as 3 mesas e acabou ficando fora da final por conta disso).

A minha participação foi boa, na primeira mesa fiquei em terceiro lugar (5 pontos) mas a diferença de grana foi muito pequena entre os 3 primeiros, se tivesse mais uma rodada a pontuação final poderia ter sido outra. Já a segunda mesa foi mais pesada, tivemos um falido e se eu não tivesse várias casas no tabuleiro quando caí num terreno verde com 3 casa (1150 de aluguel) acho que iria falir tb, mas mesmo assim terminei em segundo (12 pontos).


O nosso TOP 20 carioca Flávio (e as TOP-Models).

Mas o melhor ficou pra última mesa, éramos 4 sem chances de ir pra final então nos restou a diversão para fechar o campeonato, assim que todas as propriedades tinham sido vendidas ninguém tinha conseguido o monopólio de nada, então o jogo poderia ter se encaminhado para uma partida travada decidida nas migalhinhas, todos decidimos então fazer uma negociação simultânea que deixou todos com o monopólios de alguma coisa no final.

Como não sou bobo, peguei logo o monopólio laranja, e isso foi o que alavancou a minha partida, depois de uma sucessão de rolagens ruins o primeiro jogador caiu, logo depois o segundo e faltando pouquíssimo tempo para fechar a mesa a última participante faliu, me deixando em primeiro de uma mesa limpa (28 pontos). Final de torneio 45 pontos, não foi o suficiente para entrar no TOP 20, mas tivemos o orgulho da caravana, Flávio Jandorno, que terminou em 7º (com 59 pontos).


O campeão, Luis Henrique Baliano.

O grande vencedor do torneio foi um jogador de póker, o Luis Henrique Baliano, que vai representar o Brasil na final do torneio em Las Vegas.

O saldo final foi um fim-de-semana super agradável entre amigos e jogos, não posso deixar aqui de agradecer a Lucy pela recepção na Ludus, ao Léo Freitas pela hospedagem no sábado, à Fernanda (e seus pais) pela hospedagem no domingo.

sexta-feira, 20 de março de 2009

ENTREVISTA : Donald X. Vaccarino (parte 2)

Fiquem agora com a segunda parte da nossa entrevista com o Donald.
Now, the highly anticipated final part of our interview with Donald.

EatJ?: alguns jogadores dizem que a "Capela" eh melhor carta do set inteiro. Sera q podemos esperar mais respostas para o seu atual dominio no jogo-base?

EatJ?: Some players claim that the "Chapel" is the best card in the entire set. Can we expect more answers to its dominance in the current environment?

DV: De fato não, mas com certeza. Nenhuma expansão faz um “esforço” para afetar a "Capela" diretamente. No entanto, todas as expansões terão cartas que, inevitavelmente, irão acabar atrapalhando-a, do mesmo jeito que o set principal faz. E claro, ter mais cartas , significa que você verá menos a "Capela".

Ela é uma carta muito poderosa com um efeito dramático no jogo. No entanto, pode ser vencida. E mesmo os decks baseados na "Capela" não serão idênticos. Ele te dá muito espaço para explorar, desde o “isso é inútil , exceto contra a "Bruxa"?” até o deck de 5 cartas com "Chapel", "Throne Room" e "Remodel". Eu não me arrependo de tê-la no set.


DV: Well not really but sure. None of the expansions make any effort whatsoever to hurt "Chapel". Nevertheless every expansion will have cards that do hurt it, as a matter of course, just as the main set does; and just having more cards means you'll see "Chapel" less often.

"Chapel" is a powerful card that has a dramatic effect on the game. It can be beaten though, and "Chapel-based" decks don't all look identical either. It gives you a lot of space to explore, from the initial "so this is useless except against Witch?" to the 5-card "Chapel" / "Throne Room" / "Remodel" deck. I do not regret having it in the set.



EatJ?: Os melhores jogadores do BSW elaboraram uma estratégia praticamente invencível para o Set Básico recomendado no manual de regras. Você percebeu durante os testes que esse set seria tão poderoso na mão de jogadores muito experientes?

EatJ?: Top-BSW players have elaborated an unbeatable strategy for the Basic Deck itself. Did you realized during playtesting that this set would be such a powerhouse for advanced players?

DV: Qualquer set fixo de 10 cartas, eventualmente, vai ser resolvido. O jogo foi feito para ser jogado com 10 cartas aleatórias. Se as 10 cartas que você distribui tem uma solução, tudo bem, nem todo mundo vai vê-la. Na verdade, para você ter uma visão de toda a interação entre as cartas serão necessárias várias partidas. E quando esse momento chegar, você certamente estará jogando com um novo set de 10 cartas.

Se você jogar, repetidamente, os sets recomendados no manual de regras, você vai “solucioná-los”. Ou você vai ter a melhor estratégia para cada um dos decks ou uma gama de estratégias otimizadas que vão mudar de acordo com o que os outros jogadores estão fazendo. Eu realmente não sei qual é´a melhor estratégia para o set básico, eu quase sempre jogo com sets randômicos. Para o primeiro jogo, eu queria um set simples, rápido e com uma variedade de estratégias óbvias. Como ele seria jogado após dez partidas não era um problema para mim.


DV: If by the "Basic Deck" you mean the "first game" recommended set of 10, well any set of 10 cards is going to be solvable in the long run. The game is intended to be played with random cards. If the random 10 you deal out have a solution, that's fine; not everyone will see it, and in fact it make take several games with the same 10 before you fully see how they work together. By that time you will be playing a different set of 10.

If you do repeatedly play the recommended sets in the rulebook, you'll solve them; you'll end up with either a best strategy for each, or a set of best strategies that depend on what the other players do. I don't actually know what the best strategy is for the "first game" set; I almost always play random sets. For the "first game" we wanted something simple, fast, and with a variety of obvious strategies. How it played after playing it 10 times wasn't an issue.


EatJ?: Entre os jogadores experientes, o "Chanceler" não é uma carta muito popular. Você queria um ambiente de “CCG” com algumas cartas sendo mais populares do que outras após várias partidas?

EatJ?: Among the top players, Chancellor seems to be a low-priority choice. Did you want a TCG-environment with some cards being more popular than others after a lot of plays?
DV: Na verdade não, se as pessoas não estão usando alguma carta, nós deveríamos mudá-la ou substituí-la. Sempre haverá uma carta pior. Em um mundo ideal, o valor das cartas iria variar dependendo das outras nove no set de modo que até a pior carta poderia ser jogada. E eu acho que esse é o caso do "Chanceler". Eu certamente uso ele de vez em quando.

A intenção é que todas as cartas sejam usadas. Se uma carta em particular é admirada por jogadores novatos mas não por veteranos, isso não é necessariamente ruim, dependendo do que essa carta traz para esses novos jogadores. No entanto, se alguma carta parece “morta” nós tiramos ela. Eu não percebi que as pessoas iriam ter uma aversão tão grande ao "Chanceler" como elas têm ou eu teria considerado substituí-lo.


DV: Not really. If people aren't playing a card, we should change it or replace it. Now there will always be a worst card. But ideally the cards change in value depending on what else is out, such that even the worst card sees some play. And I think this is the case with "Chancellor"; I certainly play it sometimes.

The intention is to have all cards be played. If a particular card is admired by new players but not by veterans, that isn't necessarily bad, depending on what the card brings to the game for those new players. But if anything seems to just be a dud, we take it out. I didn't realize people would dislike "Chancellor" as much as they do, or I would have considered replacing it.


Um dos jogos mais acessados no BSW ultimamente.

EatJ?: A “Black Market” já nos apresenta uma novidade (a possibilidade de comprar cartas fora do setup original), o que podemos esperar para as próximas expansões?

EatJ?: "Black Market" showed us a new mechanic (buying cards outside the original setup). What else can we expect for the upcoming expansions?

DV: Ainda é muito cedo para revelar as cartas da primeira expansão, desculpa! Eu acho que os jogadores vão achar a primeira expansão satisfatoriamente renovadora. Várias coisas que os jogadores especificamente citaram como desejo para a expansão estarão lá. Depois, teremos uma segunda expansão, mais exótica e eu acho que os jogadores irão gostar dela também.

DV: It's still too early to spoil cards from the first expansion. Sorry! I think players will find the first expansion satisfyingly fresh. Several things players have specifically cited as wanting, it has. Then the second expansion gets more exotic, and I think players will like that too.

EatJ?: Além do Dominion, já tem algum outro projeto em andamento?

EatJ?: Besides Dominion, do you have any other Project under way?

DV: A Rio Grande está publicando outro jogo meu, um jogo infantil. E existem expansões do Dominion a caminho. Eu não trabalhei em outros jogos ultimamente, mas eu tenho mais de uma década de jogos próprios esperando que eu o mostre para os fabricantes. Eu também estou acumulando notas para jogos novos e vou começar a focar nelas quando eu terminar mais algumas expansões de Dominion.


As cartas bônus vendidas para os usuários do BGG.

DV: Rio Grande Games is publishing another game of mine - a children's game - and there are Dominion expansions on the way. I have not worked on other new games lately, but I have over a decade of games sitting around waiting for me to show them to publishers. I have been piling up notes for new games, and will get to those when I finish up some more of these Dominion expansions.

EatJ?: Obrigado pela entrevista e sucesso nas próximas empreitadas. Dominion tem vários jogadores aqui no Brasil, você quer deixar alguma mensagem para os nossos leitores?

EatJ?: Thank you for the interview and success on your next design. Dominion have a lot of brazilian players, would you leave a message for them and the blog readers?

DV: Sim! Vocês são as únicas pessoas que realmente existem. E vocês só existem realmente enquanto estiverem lendo essa entrevista.

DV: Yes! You are the only person who really exists. And you only exist while you're reading this interview.

Todas as traduções foram feitas pelo grande amigo Fel.

terça-feira, 17 de março de 2009

ENTREVISTA : Donald X. Vaccarino (parte 1)

Depois do reconhecimento da galera que elegeu o blog como o melhor do ano passado pelo JoTa e tendo ficado em seugundo lugar na eleição da JogaSampa fiquei com a obrigação de trazer para o pessoal cada vez mais material interessante. Então tomei coragem e resolvi entrevistar meu primeiro autor estrangeiro (o Thomas é quase brasileiro já, hehehehehe) e nada melhor do que começar com quem ta fazendo um sucesso enorme com o Dominion, então sem mais embromação com vocês Donald X. Vaccarino.

After being acknowledged by the community with the JoTa Award for best blog and runner up blog for JogaSampa election, I found myself obliged to bring more interesting material to you guys. So, I took a deep breath and decided to interview my first foreign designer (Thomas Ewert is definitely brazilian by now). And no one better to kick off the interview series than the author of the very hyped Dominion. So, without further ado, Donald X.Vaccarino.



EatJ?: Fale-nos um pouco de você, como começou a sua história com os board-games e quando você começou a se interessar em criar jogos?

EatJ?: Could you speak a little about yourself? How did you begin into boardgaming? What sparkled your interest in boardgaming?

DV: Eu jogava na minha juventude e criava alguns jogos de vez em quando mas antes dos anos 90 o único jogo que eu realmente passava horas jogando era o Dungeon & Dragons. A maior parte da minha conexão com os jogos modernos e alguns mais antigos como o Cosmic Encounter vieram do Magic: The Gathering. Ao jogá-lo, fiz amigos que jogavam outros jogos de tabuleiro comigo. Antes do Magic, eu tinha mais interesse em fazer jogos para o computador.

DV: I'm some guy. I played games some in my youth, and designed them once in a while, but prior to the 90s the only game I played a ton of was Dungeon & Dragons. Most of my connection with both modern boardgames and also older stuff like Cosmic Encounter stems from Magic: The Gathering. Playing Magic got me gamer friends who played other boardgames with me. Before Magic, I was more interested in making computer games.

EatJ?: Quais são seus autores preferidos e os jogos que você mais gosta?

EatJ?: What are your favourite designers and what games do you like the most?

DV: Eu coloco o Magic muito na frente dos outros jogos. Eu quero rejogabilidade , não quero ter a mesma experiência em todos os jogos. A maioria deles não me dá a variedade que eu quero, então eles só são divertidos uma vez ou outra. O Magic, por outro lado, tem rejogabilidade suficiente para inúmeras partidas, mesmo sem as expansões que permitem a você continuar jogando por anos. Eu também não gosto de jogos políticos, ou seja, jogos que você pode se juntar contra um jogador específico, escolher quem destruir e coisas do gênero. Eu gosto de jogos com pouco downtime, um pouco de aleatoriedade também , não a ponto da habilidade não contar mas também não a ponto do melhor jogador sempre vencer.

Entre os jogos de tabuleiro, eu particularmente admiro o Carcassonne: Hunters & Gatherers. Acho melhor que o original com a pontuação e tipologia melhoradas, além dos tiles especiais.

Reiner Knizia tem muitos jogos, o Richard Garfield, nem tanto. Ainda assim, ambos possuem muitos jogos de alto nível para mim. Eu vou citar dois que considero pouco valorizados pelo público. Clash of Gladiators do Knizia e Filthy Rich do Garfield.

Quando você está criando muitos jogos você acaba sem muito tempo para testar os jogos dos outros, então eu posso dizer que não joguei muitos jogos. Durante anos, eu praticamente só joguei os meus próprios jogos e o Magic e, atualmente, é muito díficil arrumar tempo para outra coisa além das expansões de Dominion.

DV: I put Magic way ahead of the pack. One thing I want out of a game is variety; I don't want to get the same experience every time. Most good games don't actually give me the variety I want, so they're only fun once in a while. Magic has enough variety for tons of gaming, even without expansions, which let you keep playing it for years. Another thing is I don't much like political games - games where you can team up against another player, pick who to hose and so forth. I like games to be low on downtime. I like a decent amount of randomness - not so much that skill doesn't matter, but not so little that the best player always wins. For a board game I particularly admire, I'm going to single out Carcassonne: Hunters and Gatherers. I like it better than the original Carcassonne, as the scoring is better, the topology is better, and you get the special tiles. Reiner Knizia has tons of games, and Richard Garfield not so many, but both have multiple top-notch ones for me. I will single out a good underrated game from each of them: Clash of Gladiators for Knizia and Filthy Rich for Garfield. When you design a lot of games, there isn't so much time left for trying other peoples', so I haven't actually played that many games. For years I mostly played my games and Magic, and these days it's hard to get in time for anything outside of Dominion expansions.


Magic, a maior fonte de inspiração do autor.

EatJ?: Quando surgiu a idéia para a criação do Dominion e quais foram as suas influências além do Magic?

EatJ?: When did you come up with the idea to create Dominion? Did you had any influences besides the afore-mentioned Magic?

DV: A idéia veio no meio de 2006 e o jogo foi criado em Outubro de 2006. Não foi realmente inspirado no Magic. Eu estava trabalhando em um jogo chamado Spirit Warriors II, um jogo de fantasia com heróis lutando em diversas aventuras e com um sistema de combate baseado em cartas. No começo, as cartas seriam algo como “cause 2 de dano por ponto de habilidade com espadas que você tem”. Você iria evoluindo sua habilidade com a espada para fazer a carta melhor. Um dia, no entanto, eu percebi que fazer a conta seria muito difícil. Eu criava uma situação e todo mundo que eu mostrei demorou uma eternidade para acabar me respondendo errado. As cartas tem que ser simples como “cause 2 de dano” mas isso me trazia um problema: Como evoluir o herói? A resposta era, conseguindo mais cartas. Quando eu tive essa idéia eu anotei o conceito de um jogo em que tudo que você faria é construir um deck , sem tabuleiro, monstros , nada. Voltei a trabalhar no Spirit Warriors II. Finalmente, em um final de semana que eu estava desesperado para um novo jogo para jogar naquela segunda e o Spirit Warriors II ainda tinha muito trabalho pela frente decidi focar no Dominion. Só precisava tomar algumas decisões sobre regras, fazer 10 cartas e tentar com elas. Foi assim que ele nasceu.


Algumas cartas traduzidas para o português.

Se você está interessado em apontar algumas semelhanças com outros jogos, você pode notar:

- Magic tem um conceito de dar a cada jogador o seu próprio deck. Quem sabe se eu não chegaria a essa mesma conclusão se não conhecesse o Magic?
- O Conceito de interação entre as cartas eu peguei do Magic. O Magic, por sua vez, pegou do Cosmic Encounter e do Wiz-War.
- Eu já tinha criado um jogo com ações e reações e, no seu turno, você poderia fazer uma ação.
- VP’s como algo ruim não é novidade. Filthy Rich, por exemplo, tem cartas de VP que atrapalham você.
- A maior parte do tempo, meus jogos lutam para serem não-políticos, com ataques que afetam todo mundo ao invés de um jogador específico. Isso remete às noites de reclamações sobre quem foi roubado pelo ladrão do Settlers of Catan.

DV: I thought of the idea in mid-2006, and made the game in October 2006. It wasn't really inspired by Magic. I was working on a game called Spirit Warriors II. It was a game of fantasy heroes going on quests, and had a card-based combat system. At first the cards all would be like "deal 2 damage per point of sword skill you have;" you'd build up your sword skill to make the card better. But I realized one day that doing the math was going to be way too hard. I made a sample situation and everybody I showed it to took forever to get the wrong answer. The cards had to be as simple as "deal 2 damage." But then how do you build up your hero? The answer was, by gaining more cards. Once I had that idea, I jotted down the concept of a game where that was all you did - building a deck by itself, with no board or monsters or whatever - and then went back to working on Spirit Warriors II. Eventually there was a weekend when I was desperate for a new game to play that Monday, and Spirit Warriors II still had tons of work left to be done. Dominion just needed me to make a few decisions about the rules and make up 10 cards to try it with. So I whipped out Dominion.

If you are desperate to point at other games, you could note:

- Magic has the concept of giving each player their own deck. Who knows if I would have thought of that otherwise.

- The concept of rules on cards that interact was something I got from Magic, and Magic got from Cosmic Encounter and WizWar.

- I had previously made a game where there were actions and reactions, and on your turn you could play one action.

- Having victory cards be bad is not new; Filthy Rich for example has victory cards that hurt you.

- For the most part my games struggle to be non-political, with things such as Dominion's attacks that hit everyone else rather than targeting a specific player. This goes back to evenings of whining about who gets the robber in Settlers of Catan.


EatJ?: Você imaginava que o jogo seria um sucesso tão grande em tão pouco tempo?

EatJ?: Did you expected all this hype about Dominion in such a short time?



DV: Eu tinha bastante convicção de que iria dar certo com gamers. Essa certeza veio da minha própria experiência mostrando os jogos pessoalmente para as pessoas. Muitas pessoas gostaram tanto do jogo que acabaram se tornando jogadores de Dominion ao invés de gamers. Eu não sabia que iria atrair namoradas e esposas de gamers, o que parece estar acontecendo.

DV: I was pretty sure it would go over well with gamers. This was just from my experience showing it to people personally. Several people latched onto it hard, to the point of becoming Dominion players rather than gamers. I didn't know it would go over well with gamer's girlfriends and wives, which it seems to be doing.

Todas as traduções foram feitas pelo grande amigo Fel.

Matérias e Treinos

Ontem a pedido do Fel abri minha casa para o pessoal do Jornal do Brasil ir fazer uma matéria sobre o campeonato de Monopoly (que vai acontecer esse domingo lá em SP). Eu já havia sido "entrevistado" pelo Jornal O Globo, mas foram 5 minutos pelo telefone mesmo uma repórter me fazendo as perguntas mais simplórias possíveis.


Partida treino do Monopoly.

Já o pessoal do JB veio com o intúito de entender o jogo, pegar as dicas e o mais importante, conhecer um pouco mais sobre o mundo dos jogos de tabuleiro, resultado, uma noite super agradável onde pudemos além de fazer a matéria, treinar mais um pouco para o campeonato.

Foi a primeira vez que eu joguei com as regras do torneio e o speed-die (com as regras corretas, já que o Fel jogou na Torre e explicou tudo errado), e posso afirmar que o jogo melhora um bocado com eles. O fato limitador de tempo no Monopoly é excencial para passar de um jogo sem fim para um jogo disputado e o dadinho também dá uma dinâmica muito legal.


O sempre bem-vindo Crokinole.

O Ricardo (repórter do JB) fez questão de jogar uma partida completa, várias perguntas pertinentes, e se mostrou muito interessado em entender a ótica gamer dentro do jogo e depois dos 75 minutos de partida fizemos a contagem final, ninguém faliu e o Warny ganhou a partida, comigo em segundo, Fel em terceiro e depois de uma sucessão de pagamentos altos de estadia o Ricardo (que chegou a estar muito na frente momentos antes) ficou em último.

Depois mostramos uma série de outros jogos para o pessoal, e jogamos uma partida divertida e disputada de Crokinole onde eu e o Ricardo vencemos de virada da dupla Warny/Felipe (fotógrafo). No final a equipe do JB já estava enturmada, e prometeram aparecer nos próximos eventos para conhecer mais jogos.

domingo, 15 de março de 2009

Mar. 14 - Torre das Peças

Ontem foi dia de mais uma edição da Torre das Peças, e por conta do maravilhoso show do Iron Maiden (pra quem interessar post sobre o show no outro blog) só consegui chegar no evento depois da meia-noite.


"Cardápio" de jogos no Bob's para a Torre.

Mesmo com a hora já avançada tinham pelo menos umas 12 pessoas jogando em 4 mesas, onde rolava de tudo um pouco, eu aproveitei que uma galera tava terminando um Dominion e pegamos o Hart an der Grenze pra eu ensinar pros caras.

Partida divertida como a maioria de quando esse jogo vai pra mesa, eu ainda estava meio atordoado do show então joguei mal pra cacete e também estava sendo cruelmente perseguido (e estorquido) pelos policiais da fronteira, resultado fiquei no vergonhoso último lugar. A vitória foi do André Amiune, seguido pelo Zé e o Steve.


Minha malinha no Hart.

Depois disso fui comer qualquer coisa com os caras (o evento é dentro do Bob's o que facilita um bocado) e puxamos logo em seguida um Dominion, jogo que está se tornando febre por essas bandas.

Outra vez fiz uma partida vergonhosa, consegui não comprar nenhuma Província e só não tive uma pontuação mais bisonha por conta das Gardens e dos Ducados. No final outra vitória do André Amiune seguido pelo Steve e o Zé comigo em último.


Setup inicial da partida de Dominion.

Ví pelo livro de registros que a galera mais uma vez prestigiou bem o evento com quase 40 participantes durante o dia todo, eu como estava muito cansado aproveitei a carona e fui pra casa dar uma dormida, mas na próxima estarei por lá com força total.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Mar. 12 - Calabouço das Peças

Mais uma quinta animada no Calabouço, e apesar do calor desgraçado que está fazendo por essas bandas deu pra se divertir bastante.

Quando cheguei já tinha uma mesa de Cave Troll então o pessoal da "de fora" (que eram eu, Bouzada e o Fel) puxou um Dominion aproveitando para estrear a minha carta "Black Market" que foi impressa para ver o que ela traz de novo.


Estreia da Black Market no Dominion.

Bem, na prática ela inclui uma outra pilha de compra com uma carta de cada das que ficaram de fora do setup inicial, como só eu dei uma investida nela não dá muito pra ver se ela é bacana ou não, como tinha um "Garden" na mesa, uma compra à mais sempre ajuda, mas minha grana tava curta (e o pessoal do "Laboratory" correu nas compras) e eu fiz uma pontuação ruim ficando em último, com o Fel em segundo e o Bouzada em primeiro.

Depois o Carlão chegou e resolvemos jogar um Blue Moon City. Esse é um joguinho leve do Knizia que eu gosto bastante, a nossa partida foi marcada pelo pessoal fazendo estoque de cristais para depois poder ficar lá no obelisco só fazendo oferendas. No final deu Bouzada de novo, comigo e o Fel em segundo e Carlão em último.


Meu Blue Moon City home-made.

Depois rolou um Starfarers of Catan com a mesma mesa. Eu gosto pra caramba desse jogo, e embora ele quase nunca veja mesa (o que é uma pena) quando rola é sempre uma diversão.

Nessa partida o jogo foi marcado pelos jogadores tentando progredir enquando os piratas espaciais ficavam na cola tirando tudo que podiam, a nave-mãe do Fel encontrava os caras praticamente toda rodada. No final depois de uma manobra inescrupulosa o "muleque" do Bouzada fez uma troca com o Carlão pra ganhar o jogo, ficando o Fel em segundo, eu em terceiro e o Carlão em quarto.


Início das explorações espaciais do Starfarers.

Mesas reorganizadas Carlão e Cadu foram embora uma galera ficou com o Dominion e eu, Bouzada, Fel e Franklin puxamos o Glory to Rome.

Foi minha segunda partida e a primeira que eu consegui terminar. Eu tinha gostado do jogo da primeira vez, ontem deu pra ver que ele realmente é bem bacana. Apesar de alguns prédios "pokémon", a maioria deles é bem equilibrada.


Confusão visual num jogo divertido - Glory to Rome.

Eu e o Franklin ficamos na frente praticamente o tempo todo, e coube a mim fechar o jogo antes dele para poder torcer por uma vitória (ele estava ganhando no tesouro por uma moeda, mas eu tinha uma carta à mais no "vault"). Acabou que eu ganhei mesmo, com o Franklin um ponto atrás, o Bouzada em terceiro e o Fel em último.

terça-feira, 10 de março de 2009

Campeonato de Monopoly



Irá acontecer no dia 22 de março em São Paulo a etapa brasileira de Monopoly (ou o antigo Banco Imobiliário). Esse é um campeonato que acontece desde 1973, mas é a primeira vez que vai acontecer uma etapa brasileira.

Devemos tirar algumas conclusões disso, a primeira é que a Hasbro está conseguindo em pouco mais de um ano o que as outras companhias brasileiras não conseguiram nos últimos trinta, dar uma sacudida no mercado nacional.



Digo isso pois o evento além de ter essa importância mundial ainda está servindo como um pretexto para os jogadores do Rio irem em caravana para São Paulo para no sábado darmos um pulo na Ludus confraternizar com o povo de lá (que temos muito contato virtual mas quase nunca dá pra estar ao vivo).

Isso mostra que os esforços da galera (Ilha, Ludus, Castelo, Trampolim e etc.) tem surtido algum efeito, o que nós jogadores temos que fazer é esquecer um pouco que é um campeonato de Banco Imobiliário, irmos em peso ao evento e colocarmos um gamer em primeiro lugar. As inscrições são grátis e podem ser feitas pelo site do campeonato.

Assim mostraremos aos fabricantes que jogadores interessados é justamente o que não falta por aqui, a falta de interesse vem mais do outro lado mesmo.

domingo, 8 de março de 2009

Blog premiado!!!!!!

Sexta-feira foram anunciados os ganhadores do 1º Prêmio Jogos de Tabuleiro Brasil. A iniciativa do prêmio é do grande amigo Ricardo Kildare juntamente com o grande Ubiratã (do blog Gamers PoA) e do Duda e esses por sua vez tiveram a grande ajuda do Alessandro Caporal da Ilha do Tabuleiro (que concentrou o maior número de votos).

Os critérios de escolha dos jogos, a forma de votação (você podia escolher todos os canditatos) e algumas discrepâncias (o prêmio ser do biênio 2006/2007 e termos um Die Marcher, de 1986, ganhando "monster game") foram coisas que os gamers mais "chatos" (me inclua nessa lista) reclamaram, mas a iniciativa foi tomada e agora é ajustar.



Queria aqui agradecer à todos que votaram em mim na categoria de melhor blog, a concorrência não era fraca, tinha o blog do Formiga, do Edu, do Trois e do Bira. Isso foi realmente motivo de orgulho e certeza de que estou fazendo alguma coisa bacana.

Esperem agora novidades cada vez mais legais, pois se vocês pensam que eu vou me dar por satisfeito com apenas UM prêmio podem tirar o cavalinho da chuva (hehehehheheh).

Aqui vai a lista de todos os ganhadores:
  • Melhor Jogo Pesado - Cuba
  • Melhor Jogo Leve - Thurn & Taxis
  • Melhor Jogo Para 2 Pessoas - Mr. Jack
  • Melhor Jogo Infantil - Zooloretto
  • Melhor Jogo Abstrato - Ingenious
  • Melhor Jogo Lançado no Brasil - Arte Moderna
  • Melhor Card Game - Race for the Galaxy
  • Melhor "Party Game" - Cash and Guns
  • Melhor "Monster Game" - Die Macher New Edition
  • Melhor Jogo de Guerra - Axis and Allies Anniversary Edition
  • Melhor Jogo Cooperativo - Pandemic
  • Melhor Autor - Martin Wallace
  • Melhor Editora - Rio Grande Games
  • Melhor Site - Ilha do Tabuleiro
  • Melhor Site de Jogos On-line - BrettSpielWelt (BSW)
  • Melhor Blog - E ai, tem jogo?
  • Melhor Loja On-line - Boards and Bits
  • Maior Decepção - Transport
  • Destaque - Ilha do Tabuleiro
  • Menção Honrosa - Alessandro Caporal

Mar. 07 - Campo de Batalha das Peças


Mesas cheias de gamers nessa primeira edição.

Ontem tivemos a primeira edição do Campo de Batalha das Peças, que vai ser a nossa reunião trimestral exclusiva para jogos de porrada. O legal foi ver uma galera bem grande para prestigiar (abrimos as duas salas do SESC) e apesar do povo cascudo muita gente nova também.

Assim que cheguei já tinha uma mesa de Axis & Allies : Anniversary Edition, o Shamou montando o seu Space Hulk caseiro que ficou fantástico (primeira linha mesmo), o Zé como sempre e seus cenários absurdamente bem detalhados, ontem inclusive tinham dois montados, uma que era para o teste do Nazi Mekas e outro com uns barcos vikings fodões.


O Space Hulk do Shamou ficou muito bacana.

Eu tratei de montar meu Battlelore assim que cheguei e puxei o Camilo para jogar. Como o cara já tem seu conhecimento nos jogos estilo commands and colours eu só tive que explicar as diferenças dessa versão para ele (a questão das magias basicamente).

A partida foi muito disputada com várias unidades ficando só com uma peça de ambos os lados, mas aí com alguns contra-ataques bem sucedidos comecei a ficar em vantagem e depois de começar a dar muita sorte nas cartas eu finalizei a partida em 6x3.


Disputada partida de Battlelore.

Nisso já tinha chegado mais gente e com isso montamos uma mesa de RISK 2210 A.D. comigo, Camilo, Fel e Zé. Esse é um daqueles jogos que eu entro na mesa sabendo que vou fazer figuração, mas que mesmo assim eu me divirto muito jogando.

Mas até que na partida de ontem eu não tava fazendo tão feio, até o quarto ano, quando o Camilo mostrou que a sua sorte tava toda guardada para os momentos decisivos do RISK, na última rodada ele ficou basicamente administrando todo estrago que ele tinha feito, eu tentei segurar minha segunda colocação mas dei mole em deixar algumas fronteiras desguarnecidas e o Zé entrou rasgando. Já o Fel, bem esse sim fez figuração (hehehheheheh).


Segundo ano no RISK 2210.

O saldo desse primeiro encontro foi super positivo, a galera toda se divertiu um bocado, matou a saudade de vários jogos que ficam mais guardados do que vêem mesa e principalmente demos boas risadas com a sorte (ou a falta dela) dos amigos e o mês tá só começando.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Session Report : Fev.05 - Calabouço das Peças

Depois de uma paradinha por conta do Carnaval ontem tivemos Calabouço e só apareceu nego cascudo (eu, Léo, Bouzada e Zé), por conta disso não pensamos em jogar fillerzinho e estreamos finalmente o Indonesia.

No jogo somos empresários comprando empresas e arrumando rotas entre as cidades para entregar nossos produtos, no final a empresa mais rica ganha. Essa é a historinha.


O bonito (porém ruim de ler) mapa do Indonesia.

Quanto ao jogo ele é um jogo econômico daqueles pesados, muitas decisões a serem tomadas, a cada rodada temos uma série de empresas (tanto de produtos quanto de transporte) abertas que podemos tomar conta, feito isso temos um quadro onde podemos aumentar uma série de benefícios para o nosso jogo (e as vezes até para o adversário, mas isso faz sentido durante a partida) e depois de entregarmos nossos produtos (por nossas rotas ou utilizando as dos adversários) recebemos dinheiro.

As mecânicas são bem interessantes, e o leilão da ordem do turno, o quadro de melhorias e a fusão de empresas são as coisas mais bacanas. Na nossa partidas éramos todos novatos no jogo, mas a galera mais sinistra em jogos econômicos soube bem o que fazer, no final o Bouzada em primeiro, Léo em segundo seguindo do Zé e eu (que investi só em empresas de produtos e gastei uma grana pagando transporte pros outros) em último.

Durante o Indonesia o Fel chegou e depois da partida terminada puxamos o vício do momento, o Dominion. O Bouzada ficou de fora para aprender a jogar e no setup de cartas uma combo das boas Chapel / Laboratory.


Setup dessa mesa do Dominion.

Mesmo com o Fel dando praticamente um tutorial de como jogar de Chapel eu não consigo ter o desapego as cartas, então apesar de ter sido o primeiro a comprar a província não consegui fazer o deck rodar da forma correta e sempre vinha 7 de grana na mão, já o Zé e o Fel travaram um duelo bem interessante e no final terminaram empatados com 30 pontos (Zé ganhou no desempate), comigo em segundo com 18 pontos e o Léo em último zerado.

Pra fechar a noite o Léo nos apresentou duas "versões" do Dungeonville. No jogo somos donos de masmorras e temos por objetivo matar a maior quantidade de heróis, mas os jogadores não sabem qual masmorra é de quem.


As masmorras do Dungeonville.

Na primeira "versão" do jogo o Léo explicou tudo errado, o que era forte ficou fraco, o que era bom ficou ruim e o que dava ponto tirava, resultado, descobrimos a regra correta e desisitimos da primeira partida.

Na segunda, com as regras corretas, percebemos que o jogo não melhora muito, ele é muito caótico e você não consegue controlar nem os seus pontos quanto mais os dos adversário, a única coisa que dá pra fazer é especular, pelo menos ele é rápido, no final o Zé ganhou e eu fiquei em último, entre isso confesso que não prestei muita atenção (hehehehehe).

quarta-feira, 4 de março de 2009

Session Report: Fev. 28 - Nit-Encontro (post by Fel)

No final de fevereiro, rolou mais um Nit-Encontro ou como eu prefiro chamar, Ponte das Peças, lá em Niterói, em um Bob's no 2º andar de uma loja de conveniências. A organização fica por conta do Arnaldo, mais conhecido no meio como "Arnie" ou "My Hobbies". O espaço é ótimo. Bancos corridos, almofadas , dois ambientes, ar-condicionado forte. Fui com o Zé Luís, de carro e chegamos em 20 minutos, saindo da Tijuca, bom sinal para quem acha Niterói muito longe (hehe).


Galera animada em Niterói para mais um Nit-Encontro.

Chegando lá uma mesa de Vila Paletti estava montada com a criançada, o Arnaldo e uma amiga. Eu, Zé, Heloíse e Renata montamos um Ticket to Ride. Eu nunca tinha jogado e enquanto escutava a explicação percebi que meu nêmesis estava diante de mim: visualização espacial. Learning session pra galera, o Zé mega viciado, tendo até o jogo do computador, mas como é um jogo que na sua versão básica (parece) tender para a sorte, ele acabou dando azar, perdeu uma rota importante e o jogo para a Renata. Eu fiquei num longínquo último lugar, como era esperado. Percebi algumas nuances interessantes e achei o jogo ótimo como gateway do estilo.


A criançada aprendendo com o Villa Paletti a gostar dos jogos.

Nesse interim, chegou uma galera da edição passada que estava viciada em Grande Chefão! Um outro grupo, formado pela Simone, Nathan, Caco, Carla e Túlio, jogadores da nova geração de Niterói, montaram um Hart an der Grenze, lançado no Brasil como Jogo da Fronteira. E todos ficaram impressionados com a qualidade dos componentes da Kosmos. Uma pena que eu não levei a versão da Estrela para efeitos de humilhação pública (heheheheh).

A criançada continuou jogando, dessa vez o Zooloretto que tem uma mecânica agradável até para adultos, apesar da temática ser meio bobinha , é ótima para a criançada que se divertiu bastante durante o evento.


Um Ticket to Ride para animar.

A galera do Grande Chefão passou para o Saboteur e nós absorvemos a mesa do Hart para uma partida com 10 jogadores de 6 Nimmt!, do Kramer. O 6 Nimmt! é um ótimo filler que com 4-6 jogadores dá margem para pensar e montar jogadas interessantes. Com 10 ele vira uma farra generalizada e passa a ser um party game caótico e tenso. Basicamente, são 4 colunas que começam com uma carta cada um e quando a 6ª carta é colocada em uma coluna , pega-se as 5 anteriores e a 6ª forma uma nova linha. Como o objetivo do jogo é não pegar carta nenhuma, acaba um querendo deixar a bomba estourar na mão do outro. No fim das contas eu e Carla acabamos sem carta nenhuma e dividimos a vitória.

Separamos as mesas e um lado puxou um Escalation e depois emendou o Rumis, ensinei o Stone Age para outro grupo e até rolou uma discussão saudável sobre o número ideal de jogadores. Confesso, que do ponto de vista gamer, o Stone Age é perfeito para 2. Fácil de marcar estratégias e mais decisões difíceis. Em 3, ele ganha agilidade e um espaço a menos nos três mais oncorridos, dando um dinamismo que em 4 não tem. Além de reduzir bastante o tempo de jogo. Ainda ensinei o Pickomino para outro grupo e sempre ouvia as gargalhadas da galera quando conseguia roubar peças dos outros. É um party game bem legal, só fica arrastado com muita gente.


O Slide 5, uma das muitas versões do 6 Nimmnt!

Um casal apareceu e estavam tentando ler a regra do Cloud 9. Descobri que eram a Juliana e o Henrique e juntaram-se a mim, Zé e Heloíse. Acabou que a Juliana e a Heloíse dispararam na frente e a gente nunca mais as viu. Acabou a Juliana ganhando, um ponto na frente da Heloíse. O Cloud 9 está no topo da cadeia pra mim, em termos de jogo BEM leve para quem NUNCA viu
absolutamente nada, junto com o Escalation e o Pickomino. O casal achou ótimo e decidimos puxar o Felix: The Cat in the Sack logo em seguida.

O Felix é do Friedemann Friese (autor do Power Grid). Um jogo bem leve, com o tema meio bobo mas com decisões interessantes e uma mecânica bem simples. Funciona muito bem com 4 ou 5 jogadores, tem uma dose interessante de blefe e como todo bom jogo de leilão, dosar dinheiro e pontos é importante. Não é um jogo excepcional mas para 30 minutos, gosto do custo-benefício.

A galera montou um Arte Moderna, outra mesa roubou o Escalation e para tortura desse que vos escreve, ainda jogaram UNO.


Os gatos ensacados no Felix.

Para fechar a noite, com a chegada de uma galera retardatária, montamos outra mesa de 6 Nimmt! Dessa vez não tive tanta sorte e acabei levando uma mão. Acabou um amigo do Arnie ganhando sozinho, pegando a explicação no meio e não entendendo muito o que estava fazendo eheh.

Bem, como saldo fica a extremamente gratificante presença de novatos, que correspondia a 90% dos jogadores. Não é um evento recomendado para os heavy-gamers, como se pode ver pelo cardápio, mas é sempre louvável ver o crescimento do hobby no Brasil e o intercâmbio cada vez maior entre os eventos "das Peças" aqui no RJ.