quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

A brincadeira é para todos

Quantas vezes já falamos sobre divulgar os jogos de tabuleiro, mostrar o quanto eles são legais e essas coisas, mas aí eu me pergunto, será que todo mundo consegue ter acesso a esses jogos?



As cartas do Colloretto pelos olhos de uma pessoa daltônica. Foto BGG.

Muito além das questões economico/sociais temos a questão das pessoas especiais. Sempre achei que poderia mostrar qualquer jogo para qualquer pessoa, aí derrepente conheci um jogador daltônico, que mesmo com essa diferença é um excelente jogador (apesar de "bouzar" um pouco nas jogadas... hehehehehhe) e aí, você consegue apresentar qualquer jogo pra ele?

Outra barreira, como apresentar os jogos para pessoas completamente cegas por exemplo? Acabei fazendo esse tópico pois nos meus passeios pelos blogs ví no Blog de Brinquedo o lançamento de um Rubik's Cube com texturas, e achei a idéia bem interessante.


O Rubik's Cube texturizado para pessoas cegas.

Procurando mais pelo BGG ví algumas geek-lists falando à respeito, inclusive explicando formas de adaptar alguns jogos para serem mais acessíveis aos portadores de necessidades especiais. Acho que esse é uma das barreiras a ser quebrada, e pensando em formas criativas de se adaptar os jogos (sem estragar a essência) podemos fazer isso com mais facilidade.

5 comentários:

Carlos Abrunhosa disse...

A questão da acessibilidade é muito importante para abrir as portas dos jogos a todos. Muito bem Cacá!

Edu disse...

Grande Cacá,

Uma vez, na Ludus, tinha um grupo de umas 6 pessoas, e uma delas era cega, eles estavam jogando mais os party games, um que eu lembro que jogaram, foi o Tabu.
O Alhambra eu sei que vem preparado pra ser jogados por pessoas daltônicas.

abs,
Edu

Cacá disse...

Pois é Carlos e Edu...

Acho essa questão de acessibilidade muito importante, já que tratamos de um hobby tão restrito, se restringirmos mais ainda não vamos conseguir melhoras nenhuma de mercado e etc.

Abraços a todos...

soledade disse...

Esse é um bom tema. Eu também já me havia perguntado se haveria algum jogo para invisuais, por exemplo. Não deverá ser fácil a adaptação, embora bem mais plausível (digo eu) que em jogos de vídeo, aí, quase impossível (acho eu, também).

Confesso que não estou muito por dentro dessa temática mas conheço alguns jogadores daltónicos. Aliás, no meu grupo, há uns dois daltónicos, embora não hardcore. Só têm alguma dificuldade em distinguir o vermelho do verde ou o castanho (marron :)) também do verde e do vermelho.

Algumas nuances de cores são mais complicadas para eles, mas nada de especial. Tenho um outro que tem mesmo um set de coisas para jogar, em cores neutras, que é para não se baralhar com cores. Esse, já é daltónico à séria. Diria que só distingue o Flamengo do Vasco porque estão em divisões diferentes porque, pelas cores, não ia lá :)

Abraços
PS

Cacá disse...

Grande Soledade,

Pois é, nosso amigo daltonico tá mais pra linha light, mas El Grande pra ele é complicado (com marrom, vermelho, verde e azul)...

E realmente agora fica fácil pra qualquer um distinguir o Fla do Vasco... Um é elite o outro "é-lixo"...

Abraços do Brasil...