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terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Session Report : Dez. 30 - Aqui em casa

Hoje recebi a visita do amigo Fel para jogarmos umas partidinhas de Memoir'44, que ele conhecia mas ainda não tinha jogado.

Decidi estrear também o exército russo e o mapa de inverno, e peguei um cenário onde os alemães tem que fugir do tabuleiro para ganhar dois pontos. Estrategicamente a posição dos russos já era muito vantajosa, somado a isso uma mão abençoada nos dados fez com que o eixo tomasse uma lição que não vai esquecer nunca mais: 7x3.


Russos vs. Alemães no inverno.

Depois um cenário mais aberto, ainda utilizando os russos vs. alemães, dessa vez o lance era controlar uma cidade (formada por 5 hexágonos), quem tivesse o controle de mais área ganhava 2 pontos.

Dessa vez a parada foi mais disputada, mas com a mão do Fel do jeito que estava fica difícil para qualquer adversário, no final eixo derrotado novamente: 7x5.


A pequena cidade sendo disputada no Memoir'44.

Para terminar a tarde outro jogo que o Fel queria conhecer, o Mr. Jack. Jogamos duas partidas rapidinhas e em ambas o inspetor ganhou, embora na primeira eu (jogando de Jack) tenha cismado que o assassino era um enquanto era outro completamente diferente. Bem, pelo menos serviu como explicação e na segunda partida (jogando direito) eu acabei ganhando de inspetor.


Suspeitos e inocentes andando no Mr.Jack.

Foi isso por esse ano. Fica aqui para todos os amigos que passam pelo blog o desejo de um 2009 cheio de paz, saúde, sucesso e muita jogatina. Abraços e até ano que vem.

domingo, 28 de dezembro de 2008

Festas Natalinas... com joguinhos!

Uma das coisas boas desse período do ano é poder estar com a família mais tempo e aproveitar para passar bons momentos com eles relembrando a infância e tempos que não voltam mais, e nada melhor para isso do que reunir o povo em volta da mesa e colocar um joguinho nela.

Comecei essa maratona de jogos só com a patroa, aproveitando o soninho da tarde do Arthur resolvemos jogar alguma coisa. Começamos com uma melhor de 3 de Factory Fun, usando as máquinas novas disponíveis no BGG, e apesar de ter sido massacrado na primeira partida, dei o troco e ganhei por 2x1.


Zoom nas máquinas do Factory Fun. Foto BGG.

Depois apresentei pra ela o Rumis, a intenção também era uma melhor de 3, mas na segunda partida o Arthur acabou acordando e ficamos no 1x1.

Dias depois meu irmão, junto com a patroa e a minha sobrinha, que moram em Teresópolis vieram passar uns dias comigo. Eles adoram os meus jogos, então foi fácil. Jogamos Rumis pra apresentar a eles (minha sobrinha adorou empilhar as peças), Pickomino (duas partidas, apanhei em uma e ganhei a outra), Cloud 9 e Rat-a-tat Cat (onde fui devidamente humilhado pela minha sobrinha e cunhada).


Diversão com a mulecada o Rat-a-tat Cat. Foto BGG.

Passado o natal (onde pude abrir meu Dominion) rolou uma jogatina com os irmãos da Ana, a idéia era levar jogos e o video-game e quem o pessoa ficava espalhado onde quisesse.

Eu comandei a galera dos tabuleiros onde novamente o astro foi o Rumis (jogamos 4 partidas com cenários diferentes), Pickomino e Factory Fun. Para fechar a noite estreamos o meu Clue dos Simpsons, vale aqui o comentário sobre a qualidade do jogo.


A grande "vedete" o Rumis. Foto BGG.

A Hasbro entrou com o pé na porta no mercado nacional, a qualidade dos compontentes (miniaturas pintadas dos personagens, as armas são de metal, tabuleiro rígido que não enverga e cartas de padrão internacional) fazem Grow e Estrela ficarem com cara de bunda. Espero com todas as forças que eles tragam outros títulos que são comuns lá fora (principalmente a linha RISK).

E foi isso, agora é separar os jogos para o reveillon e começar 2009 lúdico com o pé-direito.

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Como é natal muitos títulos novos entraram para as prateleiras. O primeiro chegou no início de dezembro, mas a patroa só deixou abrir no natal, foi o meu presente do Secret Santa que me mandou um Dominion.

Outro presente, como já comentei, foi o Clue dos Simpsons. Os outros três foram trazidos por um amigo que mora no Texas e chegaram dia 26. O Gloom é um card game muito interessante, estou muito na pilha de estrear, Android e The Princes of Machu Pichu foram comprados em parceria com o Fel (e aumenta a ludoteca que já conta com o Starfarers of Catan) .

Os dois são muito bonitos, cheios de peças, com destaque pro Android que parece ser daqueles "ameritrashes" de primeira linha, enquanto o Princes vai pela linha euro, mas também promete.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Session Report : Dez. 18 - Calabouço das Peças

Ontem rolou o que pra mim deve ser o último Calabouço do ano, e acabou que foi um dos mais vazios dos que eu já participei, mas isso não quer dizer que não foi divertido.

A noite começa comigo, Cadu e André Boné jogando uma boa partida de Kingsburg. Eu já tinha gostado do jogo, então foi só uma afirmação, a partida foi indo disputada até quase as últimas rodadas quando o Cadu abriu uma boa vantagem e acabou ganhando me deixando em segundo e o André a poucos pontos atrás.


Foto do tabuleiro do Kingsburg. Foto BGG.

Depois disso chegaram o Carlão e o Arthur, com o André tendo que ir embora começamos uma partida de RISK Express para pensar no que jogar depois. A partida foi bem mais marcada que a primeira e acabou que depois de umas dicas e de umas roladas muito ruim dos adversários o Carlão levou a partida, eu fiquei em segundo, Cadu em terceiro e Arthur em último (mas que fique bem claro que ele conquistou um território).

Com a substituição do Arthur pelo Franklin na mesa rolou uma partida do Red Novemver, outro jogo que foi afirmação de diversão. Por mais que a gente tentasse correr para apagar os incêndios (acreditem, foram muitos) acabou que sempre um dos gnomos ficava com a mão podre (Gnomo BURRO!) e estragava tudo, o resultado foi um sufocamento perto da chegada do resgate. Vida ruim.


Gnomos atrapalhados no Red November. Foto BGG.

Aí chegaram o Bouzada e o Camilo e decidimos jogar um jogo sério, aí puxou-se o Die Macher. Foi meu primeiro contato com o jogo, e tenho que confessar que depois de quase duas horas de explicação de regras definitivamente ele é o jogo mais complexo que eu já joguei.

Bem, o jogo é uma corrida atrás de votos em 7 cidades alemãs, mas cada cidade é decidida uma por uma, e você pode ir interferindo nas votações futuras manipulando a mídia ("meu partido só tem 5 segundos... É POOOOOOCO!"), comprando votos, aumentando sua bancada, pensando nas coligações e planejando sua plataforma de campanha.


Politicagem alemã no Die Macher. Foto BGG.

Na nossa partidas as eleições eram bem disputadas, e as coligações em duas (das 4 votações) foi determinante para vitória, o Cadu tava conseguindo manipular as pesquisas, graças as altas doações que eram feitas e que ninguém do partido desconfiava de nada e com isso, mesmo não ganhando as eleições, conseguia muitas cadeiras nos estados e estava na frente quando decidimos parar, mas como foi dito o jogo muda muito e existem uma série de pontuações no final então essa vez serviu para aprender o jogo (o que reduz em duas horas a próxima partida).

Enfim, é um jogo muito bem planejado e pesado, com uma mecânica super bem amarrada ao tema. Tem que se levar em consideração que jogamos até 4:30 e só fizemos eleições em 4 estados. Mas eu gostei muito do jogo, apesar do tema, jogarei ele outras vezes.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

ENTREVISTA : Thomas Ewert

Começando as comemorações do primeiro ano do blog, tive a oportunidade de entrevistar o co-autor do Container, membro do forum BG-BR (junto com a sua esposa Sheila) e um cara super gente boa. Um pouco mais agora de Thomas Ewert.



[E aí tem jogo]: Fale-nos um pouco de você, como começou a sua história com os board-games e quando você começou a se interessar em criar jogos?

[Thomas]: Meu nome é Thomas Ewert, nasci em 1973, em Magdeburg, na Alemanha Oriental de onde consegui, juntamente com minha família, fugir em 1989 (5 meses antes da queda do muro de Berlim) chegando na Alemanha Ocidental fomos morar em Düsseldorf e desde 2006 moramos, eu e minha esposa, em Munique. Sou casado há oito anos com uma brasileira, Sheila Alessandra Rizzato Ewert.

Eu trabalho como engenheiro em uma firma de aparelhos de refrigeração industrial baseados no princípio Peltier.

Eu sempre adorei jogos de tabuleiro. Mas, depois de 1995 com o lançamento de "Die Siedler von Catan" aprofundei-me neste universo de jogos, visitei pela primeira vez a Spielemesse em Essen (feira de jogos em Essen).


Foto da capa do seu primeiro lançamento, o Container.

Minha primeira idéia para um jogo foi em 2001 enquanto comia no refeitório da universidade. Imediatamente desenvolvi esta idéia e montei um protótipo, logo conseguindo uma empresa que se propôs a publicar este jogo, infelizmente a empresa faliu antes que o jogo saísse. Desde então tenho regularmente novas idéias de jogos.

[EatJ?]: Na hora de pensar em um jogo novo, em que você pensa primeiro a mecânica ou o tema?

[TE]: É variado, algumas vezes penso primeiro no tema, algumas vezes na mecânica e até já desenvolvi um jogo cuja primeira idéia foi o nome do mesmo.

[EatJ?]: Quais são seus autores preferidos e os jogos que você mais gosta?

[TE]: São muitos, mas posso citar alguns.

Autores:

Franz-Benno Delonge, Michael Schacht, Alan Moon, Klaus Teuber, Bruno Faidutti, Alex Randolph, Sid Sackson, Leo Colovini, Wolfgang Kramer, Urs Hostettler, Rüdiger Dorn, Andreas Seyfarth, Klaus-Jürgen Wrede, Dirk Henn e algum outro de quem talvez eu tenha me esquecido.

Jogos:

Die Siedler Von Catan, Zug um Zug (Ticket to Ride), Big City, Carcassone, Die Säulen Der Erde (The Pillars Of The Earth), Manila, Eufrat & Tigris (chama-se assim mesmo em Alemão), El Grande, Goldbräu, Dos Rios, Borneo, Im 80 Tagen um die Welt, Blokus, Union Pacific, Kleopatra, Caylus, Die Sieben Siegel, Lost Cities, Entdecker, Thurn und Taxis, Coloretto, Junta e muitos mais...

[EatJ?]: Atualmente você tem tido tempo para jogar coisas novas ou apenas testar seus protótipos?

[TE]: Temos pouco tempo para jogar, mas nos esforçamos para ter mais tempo e jogamos sim, vários outros jogos, além dos meus protótipos.

[EatJ?]: Quais foram suas inspirações para criar o Container? E você esperava um sucesso tão grande?

[TE]: Minha idéia inicial era criar um jogo onde os jogadores teriam influência direta nas regras deste. Sendo assim, desenvolvi um jogo de comércio e neste havia políticos que através de embargos limitavam os produtos que seriam produzidos ou comercializados em diferentes fases do jogo.

Durante um encontro de autores de jogos conheci o Franz-Benno, fizemos amizade rápido e ele interessou-se pelo jogo propondo algumas mudanças e uma parceria neste.

Depois de um tempo percebemos que esse fator dos políticos só atrapalhava. E depois de 4 anos e meio de trabalho e alterações, saiu o Container. A idéia inicial do jogo permaneceu, mesmo assim.


Foto do Container. Foto BGG.

[EatJ?]: Como foi a parceria com o Franz-Benno Delonge? E qual a diferença entre criar sozinho ou em dupla?

[TE]: A parceria foi ótima, éramos bons amigos, e o desenvolvimento do jogo ocorreu sem problema algum. Em quase todos os jogos-teste estávamos presentes, eu e ele. Infelizmente, ele viu apenas a caixa do jogo pronta pela internet, ele faleceu em setembro e o jogo saiu em outubro em Essen. Ele estava muito feliz com o lançamento do jogo e lutou muito contra sua doença pois queria de todo jeito ir a Essen para o lançamento, lamentavelmente ele não conseguiu.
A principal diferença de criar sozinho ou em dupla, é na minha opinião, que estando em dupla, encontra-se soluções para eventuais problemas que apareçam durante o desenvolvimento do jogo muito mais rapidamente do que estando sozinho, pois o parceiro vê as coisas de uma maneira diferente da sua. Além disso, quando se está sozinho, mesmo testando muito o jogo, sempre resta uma dúvida se o jogo funcionará ou se o jogo não possui uma estratégia que leva sempre à vitória, pois nem sempre enxerga-se todas as possibilidades. Quando dois atentam para isso fica muito mais fácil de reconhecer qualquer problema.

[EatJ?]: Quanto aos próximos projetos, já tem alguma coisa encaminhada?

[TE]: Eu geralmente tenho protótipos sendo testados em diversas empresas. No momento há duas empresas que estão concretamente interessadas em dois jogos, mas por questões contratuais, não posso fornecer mais detalhes, assim que me for permitido, falarei mais sobre estes projetos.

Aqui em casa há muitos protótipos meus que estão sendo testados e desenvolvidos. É claro que o meu objetivo é colocar mais jogos no mercado e que as pessoas divirtam-se muito com eles.

[EatJ?]: Você que tem contato tanto com o mercado brasileiro quanto o alemão, nos fale um pouco sobre as diferenças entre os dois.

[TE]: Sinceramente, não dá para comparar. Aqui na Alemanha é um paraíso, mesmo havendo um problema na distribuição de alguns jogos devido à burocracia e à falta de informação de alguns compradores dos sortimentos de lojas de jogos em relação aos lançamentos de empresas pequenas. No Brasil encontra-se pouquíssimo nas lojas. Compra-se pela internet, o que encarece tremendamente já que paga-se em euros ou dólares além do correio e impostos. Essa é a principal diferença: o acesso aos jogos.

Eu já joguei com brasileiros também e minha impressão é a de que são tão entusiasmados no jogar quanto os alemães. E os fãs brasileiros de jogos estão extremamente bem-informados acerca das novidades. Mas há uma diferença: uma rodada de Siedler von Catan com minha família no Brasil (sogros, cunhados, cunhadas, etc) é duas vezes mais barulhenta e animada do que uma rodada com alemães (risos).


Thomas ensinando o jogo na Ludus. Foto Ludus.

[EatJ?]: Obrigado pela entrevista e sucesso nas próximas empreitadas.

[TE]: Eu que agradeço pela oportunidade de falar um pouco sobre mim, Benno e sobre nosso jogo. Estamos, eu e minha esposa, muito felizes em saber que os brasileiros também jogam e com tanto entusiasmo. Também por saber que o Container leva alegria e diversão a muitas pessoas.

Esperamos que o mercado brasileiro abra-se cada vez mais para esse maravilhoso universo que é o dos jogos de tabuleiro. Estou aberto para quaisquer perguntas ou dúvidas sobre jogos e claro, sobre o Container.

Obrigado e abraços

Thomas Ewert

Session Report : Dez.11 - Calabouço das Peças

Ontem fui ao Calabouço com o intúito de estrear o meu Liberté home-made, mas ao chegar por lá acabei conhecendo outro Wallace, o Perikles.

O Arthur estava começando as explicações então peguei minha cor e começamos a montar o setup, enquanto montávamos chegou ainda o Bouzada para fechar a mesa com 5 jogadores (ainda tinham o Leonardo e o André Boné).


Partida do Perikles ainda no início.

O jogo é um misto de controle de área e porrada para conseguir pontos. Temos 6 territórios no jogo que são disputados politicamente numa primeira fase, quando essa termina, os jogadores que assumiram o controle pegam os exércitos desses territórios para disputar os pontos que estão abertos, existem um "prêmio de consolação" para quem não consegue controlar território nenhum.

Depois de colocados os exércitos nos campos a serem disputados são contados os valores deles e conforme uma tabelinha rolam as batalhas. Feito isso por 3 rounds quem tiver mais pontos ganha.

Na nossa partida só o Arthur e o Bouzada já tinham jogado, então os outros 3 ficaram meio perdidos no início, depois de um início arrasador (conseguindo dois territórios e três pontuações nas batalhas) o Bouzada decretou minha derrota dizendo que eu iria ganhar, daí em diante foi uma sucessão de rolagens bisonhas de dado, enquanto isso Arthur ia fazendo a festa e acabou ganhando com o Bouzada "dedo podre" em segundo, André Boné em terceiro, Léo em quarto e eu (que já tinha ganho o jogo) em último.


Zoom nos carinhas minúsculos do La Cittá.

Depois disso reorganizamos as mesas, Bouzada, Carlão, Paulo e Arthur ficaram no Manila, eu, Camilo e Franklin partimos para um La Cittá.

A partida foi boa, e embora eu tenha feito uma cagada perto do final do jogo deixando morrer 5 cubras de fome, ainda consegui fazer uma boa pontuação, não o suficiente para ganhar do Franklin, mas deu pra ficar em segundo com o Camilo em terceiro.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Session Report : Dez. 04 - Calabouço das Peças

Depois de ter faltado semana passada, ontem fui para o Calabouço com fome de jogos, e tive sorte de encontrar uma galera grande e com muitas novidades para ver mesa.

Cheguei 19:00h em ponto e já estavam lá o Fel, Arthur (esse não conta, ele mora lá) e o Léo Rossi, resolvemos estrear o meu Rumis. Jogamos a primeira partida dele na mesa torta, o que me fez ter a primeira reclamação sobre o jogo, as peças escorregam umas nas outras, então nem por decreto conseguimos colocar elas em pé. Desistimos (isso depois d'eu ter sido eliminado só tendo colocado UMA peça).

Nisso já tinham chegado Cadu e André Boné, aí partimos para a segunda estreia da noite, o Red November.

Nesse jogos somos gnomos marinheiros à bordo de um submarino em frangalhos. O jogo é cooperativo e todos temos que nos virar para tentar esperar o resgate que chega em uma hora, o problema é que de cinco em cinco minutos as desgraças aumentam.


Gnomos alucinados no Red November.

O jogo é bem divertido, uma correria de "apaga esse incêndio", "destranca essa porta", "tira água dessa sala" e "PUTA QUE PARIU UMA LULA GIGANTE!!!!". No final acabamos todos morrendo asfixiados, o que por um lado foi bom, pois se tivéssemos ar veríamos a lula gigante comendo a gente.

Mais farra e mais estreias. Dessa vez o Léo nos apresentou um jogo que entrará pros anais "Léo Rossianos" (com trocadilho por favor), o Perudo. O jogo simplesmente é uma purrinha com dados, um tabuleiro para marcar o avanço das "apostas" e barulho, MUUUUUITO barulho.


Jogo doido e muito barulhento esse Perudo.

Desistimos depois de meia hora jogando, pois o jogo se encaminhava a transformar-se num Twilight Perudo, o que definitivamente não é uma boa (e já tava rolando uma mesa de Twilight... Twilight Citadels).

Refizemos as mesas, enquanto uma galera foi jogar o Zendo (jogo bonito pra caramba), eu, Cadu e Carlão resolvemos dar mais uma chance para o Rumis.


Rumis ainda nas primeiras peças.

Dessa vez a coisa funcionou melhor, primeiro por que a mesa estava mais plana e segundo por que escolhemos um cenário que não desse para empilhar muito as peças. O jogo para quem não conhece é um Blokus em 3D, visualmente muito bonito, e muito desafiador no encaixe das peças. Apesar de ainda achar que as peças escorregam mais do que deviam (se fossem de madeira talvez fosse melhor) ele mostrou-se ser um grande jogo. Duas partidas seguidas, uma eu ganhei a outra o Cadu.

Noite avançando e mais estreias, dessa vez eu, Léo, Cadu e Fel pegamos o Toledo. Era para mim a grande espectativa da noite, e o jogo realmente é muito bacana.

Somos comerciantes que estão tentando forjar as espadas mais bonitas para levar a Alcazar. Para isso temos 5 trabalhadores que vão passeando pelo tabuleiro coletando metal e pedras preciosas. Temos também que colocar as nossas "barraquinhas" que fornecem os materiais, forjam as espadas e ensinam ao jogadores a duelar. E o jogo segue até que 3 peões da mesma cor cheguem a Alcazar.


Todos correndo atrás das espadas no Toledo.

Muito bom jogo, como era um "learning-session" para todos a colocação das "barraquinhas" foi crucial para definir a vitória, os mais fominhas (como eu) prefiriram deixar seus serviços nos lugares mais caros, se deram mal, que ficou na "uruguaiana" vendendo "pedlinhas piciôsas" (tipo o Léo Chinês) se deu bem e ganhou a partida, com o Fel em segundo, Cadu em terceiro e eu com uma pontuação ridícula em último.

A noite ainda tava boa, e pra variar um pouco, mais estreias. Dessa vez saquei um home-made do Knizia, o RISK Express. O joguinho é bem simples, temos 5 continentes (divididos em 14 territórios), cada território tem pré-requisitos para serem conquistados e para conquistá-los rolamos 7 dados.


Conquistando territórios no RISK Express.

Divertido, com marcação em cima dos outros jogadores e aquela dose de sorte que eu particularmente gosto muito, a partida foi boa e acabei ganhando depois de conquistar a europa e mais um território de 3 pontos, o Léo ficou em segundo, seguido do Carlão e Cadu com o Fel em último (jogando de starvation).

Para terminar a noite finalmente um jogo conhecido, o Container. Ainda não consigo jogar ele direito, ele é confuso de se perceber o que devemos fazer para pontuar bem, o Léo odiou o jogo, o Cadu não sei bem eu e o Arthur gostamos dele. Acabou que o Cadu ganhou, com o Arthur em segundo, Léo em terceiro e eu em último.


Ninguém entregou nada nas ilhas ainda no Container.