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segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Session Report : Set. 28 - CastelCON (dia 2)

Esse fim de semana rolou CastelCON, que na verdade foi um Castelo das Peças de dois dias, para quem fica reclamando de tempo, acho que deu pra matar a vontade de jogar.

Como eu tinha um casório no sábado só consegui ir no domingo, e deu pra jogar bastante coisa.


Como sempre uma boa variedade de jogos.

Comecei o dia ensinando o El Grande para uns amigos do Shamou, éramos 4 na mesa e como eu era o único a saber as manhas do jogo ganhei por muita diferença de pontos, mas acho que o pessoal conseguiu pegar qualé a do jogo.


Partida do El Grande já caminhando para metade.

Depois juntei-me ao Roger, Fel e Warny e jogamos um Tribune, cada vez gosto mais desse jogo, muito bom mesmo. A partida foi bem disputada, não tinha nenhum objetivo obrigatório, mas os outros eram mais difíceis de se alcançar do que o de costume.

Tava pra ganhar quando o Warny e o Fel resolveram "tirar" minha vitória, resultado, Roger em primeiro, eu em segundo, Fel e Warny empatados em último.


Início dos trabalhos no Tribune.

Enquanto o Fel ensinava o próximo jogo ao Roger e ao Flávio, o Warny me ensinou a jogar o Carcassonne : The Castle, para os que não conhecem é um Carcassonne que tem co-autoria do Knizia. Tem todos os elementos do original, mas umas pontuações extras que você tem que literalmente correr atrás e o tabuleiro que é limitado pelos muros do castelo.


Um Carcassonne diferente e muito bom.

A partida foi bem boa, mas como o Warny tem mais de um milhão delas eu perdi feio, mas com certeza vou jogar outras vezes para ser um adversário melhor. hehehehehhe.

Terminada a explicação, fomos para uma mesa de Notre Dame, eu, Roger, Fel, Warny e Flávio. Estou começando a jogar melhor esse jogo, mas ainda não sou páreo pro "mosca-morta" do Fel, que ganhou fácil com uma boa vantagem pro Flávio que ficou em segundo, eu fiquei em terceiro, Roger em quarto e Warny supreendentemente em último.


Notre Dame em andamento.

Já estava quase no fim da festa e resolvemos estrear o meu DOG. Esse é um joguinho que entrou por agora no BrettSpielWelt e é viciante e divertido. Explicando rapidinho, jogamos em dupla num tabuleiro que lembra muito o do Ludo, o objetivo também é similar, chegar com as suas quatro peças no espaço determinado, a dupla que fizer isso primeiro ganha.

Só que no DOG usamos cartas ao invés de dados, então o jogo fica mais estratégico, e fora que o jogo é super aberto a pernadas pela dupla adversária.


DOG já com a partida em 3 x 2.

A partida em sí foi bem divertida, eu e Fel abrimos vantagem, mas não soubemos fechar o jogo (culpa do Fel), e o Warny e o Roger empataram em 7x7 (com a ajuda do Flávio), e acabou que não conseguimos terminar o jogo e declaramos empate.


Casa cheia, mesas em movimento e galera se divertindo.

Destaque para a presença de mais de 40 pessoas nos dois dias, o que mostra que o evento é realmente um sucesso já com mais de um ano de estrada. Tinham sempre pelo menos umas 5 mesas simultâneas e dos mais variados jogos. E ainda temos mais duas edições até o final do ano.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Session Report : Set. 25 - Calabouço das Peças

Ontem foi dia de diversão, e ao contrário da semana passada o Calabouço bombou. Tivemos sempre 3 mesas simultâneas, e vários jogos bacanas nelas.


Dia de casa cheia no Calabouço.

Na minha mesa começamos os trabalhos com o Agricola. Nem vou me estender falando do jogo por que se você ainda não leu nada sobre ele é por que caiu de para-quedas no mundo dos games agora, hehehehehhe.

Então me atendo a partida, a mesa era formada por mim, Bouzada, Fel e André Amiúne e apenas o Fel nunca tinha jogado o Agricola. A partida foi bem boa, e nessa especialmente tivemos muitas minor impovement e ocupations baixadas, o que garantiu muitos espaços vagos nos terrenos da galera. Eu dei mole numa ocupation que era bem bacana, que impedia os jogadores que usar um dos "herdeiros" durante as rodadas 10, 11 e 12. Só que por um erro de leitura meu eu só podia usar ela até a rodada 9 e eu tentei usar ela na 10, resultado uma ocupation de cubreagem sem uso.


O Agricola com certeza precisa de uma mesa maior.

No final o Bouzada ganhou, eu fiquei em segundo com o André em terceiro e o Fel em último. Foi uma boa partida e como todas fica a vontade de jogar de novo outra logo em seguida.

Mas todas as mesas terminaram ao mesmo tempo praticamente e fizemos uma redistribuição, acabou que eu, Bouzada e Americano partimos para um La Cittá.


Visão geral do tabuleiro do La Cittá.

O jogo é um controle de área, acho a mecânica dele muito bacana, você começa com 2 cidades no tabuleiro, em cada cidade 4 pessoas. Em cada início de turno ganha um carinha novo por cidade. Aí você tem 5 ações para serem feitas através de cartas, 3 são disponíveis para você sempre, as outras duas você pode escolher entre uma gama de cartas abertas no tabuleiro.

Basicamente você tem que crescer sua cidade, para ganhar mais carinhas. Então depois de fazer suas ações a gente vê o que o povo deseja, nessa hora é que rola os conflitos, se as cidades oponentes estivem vizinhas quem tiver a maioria da necessidade do povo, rouba um carinha, se couber na sua cidade beleza, não cabendo o cara morre.

Depois é hora de alimentar o povo. Verificamos se as cidades produzem comida suficiente para galera toda, se sim beleza, vida que segue, se não, abraço você mata quem ficar com fome e perde uma ação pro próximo turno.

O jogo se desenvolve em 6 rodadas, no final delas quem tiver mais carinhas ganha, essa partida até que foi bem equilibrada, o Bouzada ganhou, mas foi por uma margem menor do que eu imaginava, eu fiquei em segundo e Americano em último.

E foi isso, agora é esperar o fim de semana para o CastelCON.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Session Report : Set. 18 - Calabouço das Peças

Finalmente estou conseguindo manter uma regularide no Calabouço, e ontem, mesmo numa noite vazia (só éramos 7) deu para jogar alguma coisinha.

Começamos eu, Fel, Bouzada e André Amiúne estreando o Tribune. O jogo foi criado pelo mesmo autor do Die Macher, o Karl-Heinz Schmiel e o jogo tem um tipo de mecânica meio "em moda" atualmente, que é a de colocação de carinhas nos espaços para ativar a parada (tipo Agricola e Stone Age), mas também é um jogo de coleção de cartas, que na verdade é o que vai ser responsável por conseguirmos completar os objetivos.



O jogo é da Fantasy Flight, então nem precisa falar que ele é bem bonito, o tabuleiro é dividido em duas áreas distintas, uma onde colocaremos cartas e outro são as facções que já vou falar mais adiante.

No jogo temos 5 fases distintas, na primeira preenchemos com cartas os campos onde mais tarde entrarão os carinhas, esses espaços tem valores de compra e efeitos diferentes . Em seguida cada jogador vai colocando seus trabalhados nos espaços que deseja. Depois resolvemos os espaços.


Visão geral do tabuleiro. Foto BGG.

Aí o jogo começa a ficar interessante, depois de termos as cartas vamos resolver a situação das 7 facções do tabuleiro. Essas facções é que vão ajudar a cumprirmos os requisitos para fecharmos o jogo. Para ganhar uma delas você tem que estar com seu carinha lá, e usar um "set" de cartas, se duas pessoas estiverem disputando a mesma facção (é o máximo de disputa por facção, dois jogadores) quem colocou o carinha por último escolhe primeiro as cartas e quem tiver o set maior ou com mais cartas leva.

Outra parada legal é que o jogo pode ser resolvido de duas formas, através de pontos ou de objetivos cumpridos, nós jogamos com os objetivos, nesse caso recebemos uma lista com objetivos e quem completasse 4 primeiro ganhava. Bem a partida foi teve poucos confrontos diretos, ficou meio que cada um tentando fazer seus objetivos sem atrapalhar (demais) a vida dos outros, eu dei uma corrida em uns objetivos no início e acabei ganhando. Achei o jogo muito bom, melhor que o Stone Age que segue a mesma linha.


Visão geral do tabuleiro. Foto BGG.

Depois com a chegada do Franklin jogamos uma partida do El Grande, clássico. Não preciso falar muito sobre o jogo, já a partida foi desastroza para mim, comecei com uma estratégia furada de pontuar rápido e deixei passar uma carta de esvaziar a corte logo na primeira rodada, resultado, passei o resto do jogo contando o prejuízo. Enquanto isso a disputa lá na frente foi apertada até o início da segunda pontuação, quando o Franklin abriu uma boa vantagem e conseguiu manter nos 3 turnos finais e levou o jogo, com o Bouzada em segundo um ponto na frente do André, bem mais atrás ficou o Fel e bem atrás dele (hehehehehe) fiquei eu.


Visão geral do tabuleiro. Foto BGG.

André foi para casa, já eram uma e pouco pegamos um "light" pra fechar a noite e atacamos de Notre Dame. Grande jogo, classudo, rápido e que funciona direitinho. A partida foi disputada pelo Bouzada e pelo Fel que já tem mais de "800" partidas dele, eu e o Franklin ficamos chutando ratos e passeando de charrete crente que isso ia fazer a gente ganhar o jogo. Resultado, empate entre o Fel e o Bouzada, que acabou levando no desempate, o Franklin em terceiro e eu amargando outro último lugar.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

O que esperar da Essen 2008?

Com uma das maiores feiras de jogos chegando, acomeçam as expectativas para os lançamentos que vão fazer com que nossas carteiras esvaziem até o final do ano. Então com fiz uma seleção das coisas que estão mais me chamando atenção (até o momento) :



Cavum : Wolfgang Kramer & Michal Kiesling — qualquer coisa que eles lancem merece ser no mínimo olhada com atenção, ainda mais com a arte a cargo do excelente Mike Doyle.



After the Flood : Martin Wallace — promessa de lançamento ainda esse mês, mas parece que vai sair só na Essen mesmo, e é a promessa da Warfrog para esse ano.



Bump in the Night : Twilight Creations — os jogadores são os monstros que tem que aterrorizar as pessoas em uma casa para fazê-las fugir, enfim diversão da Twilight Games que é a criadora do Zombies!!!.



Cosmic Encounter : Fantasy Flight — não preciso falar do jogo, o que eu quero ver é o que a FF fez por ele, comenta-se que ele virá completinho com 50 raças e mais bonito do que nunca.



Cthulhu Rising : Reiner Knizia — o que esperar de um jogo da Twilight Games, usando a grande entidade Cthulhu e criado pelo Knizia?? Bem eu não sei, mas com certeza tenho que ver.



Formula D : Asmodée — é uma re-edição do ótimo Formula Dé, mas pelo que ví das cartas e da arte parece que virou "Speed Racer", tomara que não tenham acabado com o jogo, hehehehehe.



Ghost Stories : Asmodée — mais um dessa fabricante, o jogo me chamou a atenção pelo tema e pela arte, e parece mais uma opção para quem curte jogos cooperativos.



New World : A Carcassonne Game — mais um Carcassonne, mas parece que esse tem umas paradas interessantes e diferentes dos seus primos/irmãos - para fãs da série, ou talvez um gate-way melhor que o Carcassonne básicão.



Snow Tails : Fragor Games — corrida de trenós, já lí as regras e o jogo parece bem divertido, com uma arte caprichada, para quem gosta de "race-games".



Sylla : Dominique Ehrhard — qualquer coisa da Ystari sempre me chama atenção, os caras tem mantido um nível de bom pra cima nos jogos.



The Name of the Rose : Stefan Feld — enfim, um dos livros que eu mais gosto, que tem uma das adaptações pro cinema mais iradas, e pros velhos um dos jogos de MSX mais maneiros, agora em tabuleiro e feito por um autor que eu respeito, é esperar pra ver.

Fora as expansões do Galaxy Trucker, Kingsburg, Memoir '44, Race for the Galaxy, mais mapas do Age of Steam e Powergrid e é claro as surpresas que a gente sempre espera que apareçam.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Session Report : Ago. 11 - Calabouço das Peças

Ontem teve Calabouço e eu já tinha ido com o intúito de estrear um jogo e me concentrar nele, e chegando cedo comecei a montar o Roads & Boats.

Pra início de conversa esse post vai servir de resenha para esse jogo, pois acho que vale a pena me apronfundar um pouco mais nele e com o que deu para jogar já dá para falar alguma coisa dele.



Fato curioso, eu levei a minha versão caseira que depois de quase um ano finalmente ficou pronta, mas curiosamente o Bouzada também conseguiu emprestado o jogo original, então deve ter sido o primeiro grupo de jogatina a ter 2 Roads & Boats disponíveis para jogar.

Decidimos jogar o meu (que modéstia à parte é muito mais bonito que o original) e montamos um cenário para 4 pessoas, eu, Bouzada, Guilherme e Franklin. Mesa boa, com jogadores cascudos.

Agora vamos ao jogo. O Roads & Boats é um jogo de administração de recursos e desenvolvimento, com tabuleiro modular e regras detalhadas. Cada jogador começa com poucos recursos (5 tábuas e 1 pedra), 3 burricos para levar seus recursos e 2 gansos. Temos então com isso que montar uma estrutura que nos renda mais material para irmos evoluindo até chegarmos ao momento de conseguir pontos de vitória pesados.


Visão geral do tabuleiro bem no início do jogo.

Para isso o jogo caminha da seguinte forma, primeiro temos a produção. Vale aqui dizer que no jogo você é dono apenas dos seus transportes e dos bens que eles estão carregando. Dito isso vamos a primeira parte do turno, nela você tem a produção de bens primários (toras de madeira, combustível, pedras, barro e ouro/ferro) no prédios já construídos, você pode transformar esses bens em bens secundários, para isso você usa um determinado prédio fornecendo o material necessário para fazer outro (ex: uma tora de madeira na serralheria te rende 2 tábuas). Os bens primários não tem dono, o primeiro que passar pelo tile e quiser pegar para ele pega, mesmo que o jogador que construiu o prédio tenha sido outro.

Depois os bichos vivos (ganso e burrico) podem reproduzir, é a única maneira de aumentar a quantidade deles, mas eles só se reproduzem se estivem em dupla num terreno vazio. Depois você tem as pesquisas, são 7 tipos e servem para dar uma turbinada no seu jogo e serve também para você pode melhorar alguma fábrica de transportes que você tenha.


Um zoom nas estradas desenhadas e nos prédios.

Passada essa fase começa e de movimentação. No início é tudo muito amarrado, pois os burricos só andam um terreno sem estrada (ou 2 com estrada), os gansos não tem dono, mas se você quiser pode carregá-los nos seus transportes ou então fazer com que eles acompanhem um transporte seu. Mais tarde no jogo temos outros tipos de transportes a serem usados, que carregam mais material e andam mais terrenos e atravessam mares e rios.

Na terceira parte do turno começa a fase de construção. Existe uma quantidade grande de prédios que você pode construir, mas o jogo meio que te mostra um caminho, tipo você não vai costruir uma serralheria se não tiver uma madeireira pra te dar a matéria prima. Você so pode construir um prédio por tile de terreno, alguns prédios tem pré-requisitos (ex: madeireira só pode construir nas florestas). Pode também nessa hora dar um "refill" nas suas minas de extração (as minas quando construídas tem um número limitado de material disponível).

Outra coisa a se fazer é construir estradas, isso é uma coisa curiosa dentro do jogo. Na hora do setup, depois de colocar todos os tiles você coloca uma folha de acetato por cima deles, na hora de construir as estradas você simplesmente pega uma caneta e marca o caminho do centro de um determinado tile a um adjacente.

Existem também a construção de pontes entre os rios e a construção de muros, que servem para evitar que algum prédio mais interessante fique a mercê dos transportes de outros jogadores.


Um zoom nas minas já com o jogo bem avançado.

Acabou a fase de construção, o turno termina com a colocação de peças para construção das maravilhas. Essa construção é o que dá pontos no início do jogo, se no desenrolar da partida por algum motivo não se conseguir os pontos mais altos (que são ouro, dinheiro e ações) essa é a única forma de pontução. É nessa fase também que é definida o final do jogo, quando for colocado a peça referente a quantidade de jogadores, acaba-se o jogo e conta-se os pontos, quem tiver mais ganha.

Explicado isso tudo, vamos a nossa partida. O cenário que nós jogamos era bem dividido, três ilhas, as ilhas mais aos flancos foi aonde começamos (dois em cada lado), a ilha do meio era onde tinham as montanhas (único lugar onde podemos construir minas). Então no início é uma corrida para produção de bens necessário para começarmos a expansão marítima, para chegarmos no meio do tabuleiro e começar a fazer ouro.

Na ilha do Bouzada e do Franklin houve uma convivência pacífica, já na minha ilha e do Guilherme houve uma série de cubreagens e construção de muros pra lá e pra cá. O jogo estava indo bem, mas não é o tipo de jogo para se jogar à noite, é daqueles "monster-games" que você tem que marcar um dia só pra ele.

Não foi o caso, depois de umas 4 ou 5 horas de partidas, vendo que teríamos pelo menos mais umas duas ou três (e já eram 3 da matina) decidimos parar a partida naquele ponto. Todos gostaram muito do jogo e com certeza teremos partidas bem legais dele.

Resumindo, é um jogo pesado, com muuuuuita logísitca envolvida, planejamento a curto e longo prazo e definitivamente não é pra qualquer grupo de jogadores. A mim agradou muito, fui dormir pensando em como seria a melhor estratégia de construções e tals e isso com certeza é um ponto positivo pro jogo.

Fatos inusitados : Por ter entendido duas paradas erradas o Bouzada teve dois momentos divertidos no jogo, o primeiro foi acompanhar com curiosidade seus burricos tentando atravessar o mar à nado (explica-se, os transportes são terrestres e marítimos e um não usa o tile do outro) corrigido isso (ele construiu jangadas), foi curioso ver as jangadinhas dele tentando construir muros em alto mar (muros só são construidos em tiles terrestres). Demos boas risadas perturbando ele.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Session Report : Ago. 04 - Calabouço das Peças

Depois de ter ganho a alcunha de furão pelo pessoal, tive que dar as caras por lá, e aproveitar para tentar estrear alguns jogos que eu ainda não tinha conseguido jogar. E a noite foi bem proveitosa.

Começamos estreando o Airships, última criação do Andreas "Puerto Rico" Seyfarth. Na mesa eu, Fel, Bouzada e André Amiúne.


Tabuleiros do Airships. Foto BGG.

Primeiro vale frizar que eu até posso escrever direitinho, posso conhecer o jogo, mas didaticamente sou uma merda pra ensinar os jogos, então depois de explicar, a mesa estava meio desesperançosa com o jogo. Mas ele é bacana e tem potencial.

Nele somos empreendedores representando seus paises na construção dos primeiros dirigíveis, para isso precisamos adquirir bens e material para conseguir montá-los. Isso é a história, na pratica temos cartas de 6 cores diferentes que nos dão dados para rolar e comprar as cartas de dirigível para poder ganhar pontos de vitória.

Apesar dos dados a sorte no jogo é bem balanceada, e conforme a configuração das cartas você traça a sua estratégia para ir aumentando a quantidade de dados rolados e a qualidade deles. A partida foi legal, Bouzada ganhou com o Fel em segundo eu em terceiro e o André em último. Acho que as próximas partidas dele serão mais interessantes e estratégicas.

Mantivemos a mesma mesa e pegamos o Khronos. A premissa do jogo é bacana, viagem no tempo e a mecânica lembra um pouco a do Tigris e Euphrates, mas o jogo em sí é mais bacana (pelo menos na minha opinião).

O jogo é dividido em três tabuleiros que representam 3 eras distintas (era da guerra, da religião e da razão) e nós somos viajantes do tempo que passam por elas deixando nossa marca, construido prédios e ganhando dinheiro. A grande sacada do jogo é justamente essa questão da passagem do tempo, quando você constrói um prédio na primeira era ele reflete nas outras eras, chegando como ruína na terceira.


As três eras do Khronos. Foto BGG.

Trocando em miúdos é um jogo de controle de área diferenciado. Boa partida, com várias "bouzadas" inclusive a última ação do Fel (que fez ele ganhar o jogo) demorou mais de 20 minutos. Depois dele ficou o Bouzada em segundo, eu em terceiro e o André em último.

Enquanto as outras mesas continuavam suas partidas (foi um Calabouço cheio, acho que tinham 3 mesas jogando a noite toda), mantivemos a nossa e eu consegui finalmente estrear o Vikings.

Promissor jogo de colocação de tiles do Michael "Tikal" Kiesling. Bem, como fica bem claro no nome do jogo, somo vikings recrutando gente especializada (tem 6 tipos) e descobrindo novos territórios, como se faz isso? Comprando conjuntos de tiles e vikings que são previamente colocados no mercado.


O mercado do Vikings e seu disco de preço. Foto BGG.

Aí o diferencial do jogo, ele usa um sistema de venda interessante, os vikings são separados pelas suas cores e variam de valor entre zero e 12, mas você só pode "comprar" o de zero quando só existir apenas um da cor dele. E quando isso acontece giramos o disco de valores levando o zero até o próximo viking de outra cor (fazendo baratear os demais conjuntos).

Depois de arrumados no seu tabuleiro os vikings dão uma série de benefícios (dinheiro, pontos, proteção contra ataques e comida). A partida foi light, acho que a próxima vai ser mais interessante. Bouzada ganhou, com Fel em segundo eu em terceiro e André em último.

Com a saída do André ficamos jogamos o In the Year of the Dragon. Esse eu não preciso falar muito, badalado ano passado e adorado por muitos, foi a minha segunda partida (a primeira depois de entender as regras direito) e o jogo é realmente bem bacana.


Tabuleiro do In the Year. Foto BGG.

Apesar de estar jogando com dois caras que usam expressões como "learning-curve" e "combo-isso, combo-aquilo" eu consegui fazer uma partida decente e não fiquei em último, por incrível que pareça essa foi a posição do Bouzada, deixando pra mim a segunda colocação e o Fel em primeiro.

Nisso já era 4 e porrada, a patroa já tinha ligado pra saber se eu "estava bem" e decidimos que já que eu ia dormir (pouco) no sofá mesmo, podia jogar mais alguma coisa, dessa vez entraram na mesa o Cadu e o Victor e escolhemos um jogo "light", o RA.


Tiles a serem leiloados no RA. Foto BGG.

A partida foi boa, cheia de torcida por tiles e secações. Resultado final vitória do Victor, eu e o Fel empatados em segundo (embora pelo critério de desempate da noite no Calabouço eu tenha ficado em terceiro pra manter a posição em TODOS os jogos), Bouzada em quarto e Cadu em quinto.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Battlelore x Memoir '44

Nesse último Castelo tive a oportunidade de, entre outras coisas, jogar o Battlelore e agora posso fazer um comparativo ele e o Memoir '44. Com isso espero ajudar a quem está em dúvida em qual dos dois comprar, ou até mesmo se deve ter os dois na coleção.



COMPONENTES:

Ambos tem um cuidado digno de nota. As minis do Memoir são super detalhadas e representam bem as nações envolvidas na 2ª Guerra e todo seu aparato bélico (não são canhões e soldadinhos genéricos).

No caso do Battlelore o que diferencia um lado do outro são as bandeirinhas, as minis apesar de serem maneiríssimas e representarem bem os setores (arqueiros, espadas e cavaleiros) são genéricos.

Pra mim ponto pro MEMOIR.


As peças do Memoir e Battlelore em destaque.

MECÂNICA:

Os dois usam o sistema commands & colors, pra quem não conhece, o tabuleiro é setorizado e as unidades são "nomeadas" então você para mover as unidades usa as cartas de setor e na hora do combate acerta as unidades quando a face representando ela aparece.

A diferença entre os dois é a inclusão das magias no Battlelore. As magias são cartas e em cada cenário é indicado até que nível você pode usar, no dado tem uma face onde você ganha "manas" que servem para usar essas cartas.

Tem algumas bem poderosas, mas o deck é limitado, então ele acaba rápido e acaba dando a oportunidade de ambos jogadores pegarem as cartas boas pelo menos uma vez.

Outro diferencial são os níveis das unidades, enquanto no Memoir você tem infantaria, artilharia e tanques num nível igual de rolagem de dados e movimento (excetuando alguns cenários, mas isso é excessão a regra), no Battlelore as unidades tem diferenças sempre, tipo, um arqueiro pode ser verde (básico), azul (médio) e vermelho (sinistro) e isso influencia tanto na movimentação quanto nos dados.


Memoir e Battlelore em formação de ataque.

Usando esse diferencial os dados tem nas faces as cores, então a Days of Wonder fica livre para incluir um número ilimitado de unidades, já no Memoir pelas faces terem o desenho das unidades eles ficam presos a elas (agora que entraram os aviões e logo vão entrar os caminhões de transporte eles vão ter que se virar usando as faces de "miss" e "granada" para causar hit).

Nesse quesito, ponto pro BATTLELORE.

CENÁRIOS:

A criação de cenários pro Battlelore é muito mais livre do que pro Memoir, pois não tem a responsabilidade de se apegar a fatos históricos. Em contra-partida os cenários do Memoir por serem mais "fieis", são bem mais interessantes e desafiadores, incluisive por terem um "desequilíbrio" inerente as grandes batalhas da 2ª guerra.

Nesse ponto por só ter jogado um cenário do Battlelore acho até injusto escolher entre os dois, mas sou muito mais propenso a dar um ponto pro MEMOIR.

EXPANSÕES:

A Days of Wonder trata com muito carinho as duas "marcas" e agora que eles vão passar o Battlelore pra Fanstasy Flight acho que vamos ter expansões interessantíssimas pra ele.

Já o Memoir já tem tido expansões bacanas a muito tempo, com diferenciais de regras, e inclusões de peças de terreno, novas unidades e novas nações. E já estão para sair duas expansões que vão dar uma agitada nos sistemas "overlord" (que são dois tabuleiros juntos e pondendo juntar até 8 jogadores) e mais uma nação, os britânicos.

Nesse quesito, EMPATE.


As expansões Eastern Front (Memoir) e Epic Battle (Battlelore).

Enfim, respondendo a questão se você deve ou não ter os dois? Eu darei um sonoro SIM. Acho que os dois tem sua hora pra jogar e ambos tem sua graça em colecionar (afinal já vamos completar 7 expansões do Memoir e já temos umas 5 ou 6 pro Battlelore).

Já se você está interessado em ter apenas um dos dois, vai ficar realmente ao seu critério, pois ambos são muito bacanas e exceto as poucas variações citadas acimas, são muito parecidos enquanto mecânica. Então é só escolher seu tema preferido e cair dentro, pois com certeza eles são diversão garantida.