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sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Session Report : Out. 02 - Calabouço das Peças

Mais uma quinta, mais um Calabouço, mas esse podemos chamar de "Calabouço dos Mortos-Vivos", visto que deram as caras uma galera que só aparece por lá uma vez na vida outra na pós-morte.



Foi também uma noite de estreias para mim. Começando por um jogo que eu tenho a quase um ano e ainda não tinha conseguido jogar, o Colosseum.

Primeiramente vale ressaltar dois aspectos, o primeiro é a beleza do material do jogo, isso é um cuidado que a Days of Wonder tem que é digno de nota, o outro aspecto é que é um jogo do Kramer, que por sí só já teria feito eu sentar na mesa para jogá-lo. Agora vamos ao jogo, ele tem 4 fases distintas, duas são "solitárias" e 2 tem bastante interação...


Caesar visitando um Colisseum. Foto BGG.

Nas fases "solo", você tem que investir no seu coliseu (aumentando ele, colocando as cadeiras numeradas, comprando shows melhores) e na outra você rola um(ou dois) dado(s) para mover o publico bom pro seu coliseu, ou dando uma pernada nos adversários...

Nas fases de interação, a primeira é o leilão dos tiles necessários para realizar os shows, e o segundo são as negociações entre os jogadores para o intercâmbio desses tiles...

O jogo flui bem, é divertido e é bem estratégico. Jogamos eu, André Boné, Rodrigo (valeu pela explicação do jogo), Arthur e o Carlão e a partida foi bem disputada na compra dos tiles e na realização dos melhores espetáculos. Acabou dando Rodrigo na frente, comigo e Arthur em segundo, Carlão em terceiro e André Boné em último.


Zoom no Carcassone: H&G. Foto BGG.

Depois enquanto eu esperava a dissolução das outras mesas, eu e o Rodrigo jogamos uma partida rapidinha do Carcassonne: Hunters & Gatherers. O jogo foi apertado, mas a minha vitória se deu mais pela desatenção do Rodrigo do que por minha vantagem na pontuação, foi apertado, coisa de 7 ou 8 pontos de diferença.

Acabada essa partida, começamos uma de In The Year of the Dragon. Jogamos eu, Bouzada, Arthur, Nobre e o amigo dele (que eu esqueci o nome). A partida foi disputada até os últimos meses, quando o Arthur e o Bouzada abriram vantagem para os demais. Bouzada ganhou por pouca diferença, Arthur em segundo, o amigo do Nobre em terceiro fazendo uma excelente partida (para a primeira vez), eu em quarto (ainda não peguei o espirito do jogo) e o Nobre em último.


Trabalhadores do In the Year. Foto BGG.

Aí chegou a hora da segunda estréia da noite, o Leonardo da Vinci. No jogo somos "inventores" tentando ser os primeiros a recriar as obras do mestre Leonardo, para isso temos os recursos necessários e as obras disponíveis dispostos num tabuleiro.

O esquema para pegar as paradas é no estilo "work-placement" (leia-se Tribune e Stone Age). O barato do jogo é que o setup inicial é diferente para cada jogador, então as pessoas começam com estratégias bem distintas. Como éramos 4 jogadores de primeira viagem, mais o Bouzada que já tinha jogado, a partida foi meio "o que estamos fazendo ao certo".


Ajudantes sendo colocados no tabuleiro do
Leonardo
da Vinci. Foto BGG.

No final, devido ao sono, não tenho muita certeza de como ficou a pontuação, mas se não me engando o Nobre ganhou, com o Bouzada em segundo (ou isso invertido), o amigo do Nobre em terceiro, o Paulo em quarto e eu em vergonhoso último lugar com uma pontuação pífia. Mas valeu para conhecer o jogo, que é bacana.

5 comentários:

soledade disse...

Nada como passar os dias a jogar... :)

Estão aí dois jogos com os quais eu tenho uma relação menos boa. O Colosseum que, embora a produção seja magnífica (eu não partilho esse teu entusiasmo em relação ao Kramer) e haja coisa interessantes para fazer durante o jogo, acho que quase tudo (demasiado) se resolve com sorte. A aleatoriedade do display de tiles é confrangedora!

O Leonardo acho melhor. Muito esquisito mas melhor. Tem umas mecânicas muito engraçadas, a forma como o jogo está amarrado é curiosa mas, e porque há sempre um mas, aqueles dois últimos turnos são demasiado esquisitos e nada, mas mesmo nada, pelo menos para mim, intuitivos. Foi das coisas mais estranhas que já me aconteceram a jogar um jogo e, como até já o joguei algumas vezes, acontece-me sempre. Aquilo é estranho. Tenho sempre de ir ler as regras para ver se estamos a fazer tudo bem (novamente) e depois saio da mesa com uma sensação de que "não deve ser assim".

O Year of the Dragon é giro (expressão tuga ;))

Abraços
PS

Guilherme Rodrigues disse...

Bah, eu ainda tenho fé que um dia vocês vão falar de worker placement e dar como exemplo o Caylus e o Age ao invés do Tribune e do Stone Age.

Cacá disse...

Fala Soledade, pois é, eu realmente sou um entusiasta do Kramer, acho que o cara manda muito bem nos jogos dele, embora ache o Princes of Florence (um dos mais aclamados dele) um saco... hehehehhe...

Realmente os dois últimos turnos do Leonardo são esquisitos, eu particularmente fiquei vendo os outros jogarem (por falta total de planejamento), mas darei outra chance a ele...

Coé Guilherme, cara eu não consigo gostar do Caylus e realmente sempre me foge o Age, que tipo acho um jogo classudo, bonitão, mas não me dá vontade de jogar... Curioso isso até, pois ele tem todo o tipo de elemento que eu gosto num jogo... Vai entender... =)

Abraços aos amigos..

Carlos Abrunhosa disse...

Curioso como YotD anda à imenso tempo a fugir-me das minhas encomendas, tendo tudo de antemão para estar nelas! É o destino... hehe
Quanto ao Leonardo nunca joguei e não me puxa muito para ver como é !

O Princes é outro caso, o meu amigo tem só que ainda não deu para o jogar. Mas agora que dizes que não gostas gostaria de saber qual é a razão!

Faltou-me dizer que gosto muito do Notre Dame do Feld, e por isso penso que o YotD só confirma a excelência em criar euros puro sangue!

Abraços

Cacá disse...

Grande Carlos, cara o YotD e o Notre são realmente duas pérolas, são dois jogos cheios de possibilidades, relativamente rápidos e extremamente classudos. A cada partida acho mais difícil dizer qual me agrada mais...

Já o PoF meu problema é que achei ele extremamente arrastado, só joguei ele uma vez, num final de jogatina (lá pras 3 da manhã), mas depois disso peguei implicância e nunca mais dei uma chance a ele...

Aliás, são dois clássicos que eu impliquei, o PoF e o Tigris... Tem os dois lá no Calabouço, quem sabe dê uma chance a eles, hehehehhe...

Abraços do Brasil...