sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Session Report : Ago. 04 - Calabouço das Peças

Depois de ter ganho a alcunha de furão pelo pessoal, tive que dar as caras por lá, e aproveitar para tentar estrear alguns jogos que eu ainda não tinha conseguido jogar. E a noite foi bem proveitosa.

Começamos estreando o Airships, última criação do Andreas "Puerto Rico" Seyfarth. Na mesa eu, Fel, Bouzada e André Amiúne.


Tabuleiros do Airships. Foto BGG.

Primeiro vale frizar que eu até posso escrever direitinho, posso conhecer o jogo, mas didaticamente sou uma merda pra ensinar os jogos, então depois de explicar, a mesa estava meio desesperançosa com o jogo. Mas ele é bacana e tem potencial.

Nele somos empreendedores representando seus paises na construção dos primeiros dirigíveis, para isso precisamos adquirir bens e material para conseguir montá-los. Isso é a história, na pratica temos cartas de 6 cores diferentes que nos dão dados para rolar e comprar as cartas de dirigível para poder ganhar pontos de vitória.

Apesar dos dados a sorte no jogo é bem balanceada, e conforme a configuração das cartas você traça a sua estratégia para ir aumentando a quantidade de dados rolados e a qualidade deles. A partida foi legal, Bouzada ganhou com o Fel em segundo eu em terceiro e o André em último. Acho que as próximas partidas dele serão mais interessantes e estratégicas.

Mantivemos a mesma mesa e pegamos o Khronos. A premissa do jogo é bacana, viagem no tempo e a mecânica lembra um pouco a do Tigris e Euphrates, mas o jogo em sí é mais bacana (pelo menos na minha opinião).

O jogo é dividido em três tabuleiros que representam 3 eras distintas (era da guerra, da religião e da razão) e nós somos viajantes do tempo que passam por elas deixando nossa marca, construido prédios e ganhando dinheiro. A grande sacada do jogo é justamente essa questão da passagem do tempo, quando você constrói um prédio na primeira era ele reflete nas outras eras, chegando como ruína na terceira.


As três eras do Khronos. Foto BGG.

Trocando em miúdos é um jogo de controle de área diferenciado. Boa partida, com várias "bouzadas" inclusive a última ação do Fel (que fez ele ganhar o jogo) demorou mais de 20 minutos. Depois dele ficou o Bouzada em segundo, eu em terceiro e o André em último.

Enquanto as outras mesas continuavam suas partidas (foi um Calabouço cheio, acho que tinham 3 mesas jogando a noite toda), mantivemos a nossa e eu consegui finalmente estrear o Vikings.

Promissor jogo de colocação de tiles do Michael "Tikal" Kiesling. Bem, como fica bem claro no nome do jogo, somo vikings recrutando gente especializada (tem 6 tipos) e descobrindo novos territórios, como se faz isso? Comprando conjuntos de tiles e vikings que são previamente colocados no mercado.


O mercado do Vikings e seu disco de preço. Foto BGG.

Aí o diferencial do jogo, ele usa um sistema de venda interessante, os vikings são separados pelas suas cores e variam de valor entre zero e 12, mas você só pode "comprar" o de zero quando só existir apenas um da cor dele. E quando isso acontece giramos o disco de valores levando o zero até o próximo viking de outra cor (fazendo baratear os demais conjuntos).

Depois de arrumados no seu tabuleiro os vikings dão uma série de benefícios (dinheiro, pontos, proteção contra ataques e comida). A partida foi light, acho que a próxima vai ser mais interessante. Bouzada ganhou, com Fel em segundo eu em terceiro e André em último.

Com a saída do André ficamos jogamos o In the Year of the Dragon. Esse eu não preciso falar muito, badalado ano passado e adorado por muitos, foi a minha segunda partida (a primeira depois de entender as regras direito) e o jogo é realmente bem bacana.


Tabuleiro do In the Year. Foto BGG.

Apesar de estar jogando com dois caras que usam expressões como "learning-curve" e "combo-isso, combo-aquilo" eu consegui fazer uma partida decente e não fiquei em último, por incrível que pareça essa foi a posição do Bouzada, deixando pra mim a segunda colocação e o Fel em primeiro.

Nisso já era 4 e porrada, a patroa já tinha ligado pra saber se eu "estava bem" e decidimos que já que eu ia dormir (pouco) no sofá mesmo, podia jogar mais alguma coisa, dessa vez entraram na mesa o Cadu e o Victor e escolhemos um jogo "light", o RA.


Tiles a serem leiloados no RA. Foto BGG.

A partida foi boa, cheia de torcida por tiles e secações. Resultado final vitória do Victor, eu e o Fel empatados em segundo (embora pelo critério de desempate da noite no Calabouço eu tenha ficado em terceiro pra manter a posição em TODOS os jogos), Bouzada em quarto e Cadu em quinto.

8 comentários:

soledade disse...

Sempre tive muita curiosidade em experimentar o Khronos mas depois começaram a dizer que tinha muitos defeitos, nomeadamente, o downtime. Verdade?

Quanto ao Year of the Dragon gosto. Acho que o jogo joga-nos mais que nós a ele (se me faço entender) mas gosto. Prefiro o Notre Dame, ainda assim.

abraços
PS

Cacá disse...

Fala Soledade,

Realmente o downtime do Khronos é muito grande, pois os movimentos todos se afetam nos três tabuleiros, e tem que se pensar bastante para deixar nada preparado pro adversário, mas ainda assim o jogo é muito bom.. Vale experimentar...

Gosto do Notredame, acho que ele e o InY são bem bacanas, mas pra jogar de vez em quando... O jogo é quase um tutorial mesmo (agora você compra o cara do arroz se não quiser morrer de fome mês que vem)... =)

Victor disse...

Grande Cacá!

Imaginei que o Khronos tinha analysis paralysis, mas ainda assim está na minha lista de "a conhecer" (El Grande em primeiro lugar nesta lista).

Quanto ao Notre Dame x In The Year, a minha opinião é a oposta. Não fiquei impressionado quanto ao ND (talvez porque na época que conheci ainda tinha um certo "hype" quanto a ele e as minhas expectativas aumentaram) mas adoro o In the Year. Mas essa é uma divergência saudável, assim como há gente que prefira o Railroad Tycoon sobre o Age of Steam e vice-versa.

Fel disse...

Boa Cacá, um dia eu tomo vergonha na cara e coloco fotos no report.

Quanto ao In the Year, eu acho o design muito bom mas essa "tensão" permanente às vezes me dá a sensação laboral qd tô jogando ao invés da diversão.

Ainda assim, prefiro ele que o ND, apesar de ter um carinho especial pelo ND.

Cacá disse...

Pois é Fel.. é só o que tá faltando no blog do Calabouço, dar uma ilustrada melhor... Tá na hora de nego começar a tirar foto de lá...

Abraços...

Cadu disse...

E aí Cacá, blz?! Muito bom o report e com as fotos realmente fica melhor ainda.

[]s,

Cadu.

Carlos Abrunhosa disse...

Boa Cacá!

Ontem já joguei o Stone Age! Eu já gostava mesmo antes de jogá-lo "live", pois tinha a experiência via BSW, mas o mais interessante é que os meus comparsas de jogatina também ficaram fãs (à maneira deles, claro!)

Agora esse Airships anda-me a seduzir, acho que vou ter que lhe corresponder... O que me dizes? Vale o investimento? Darjeeling também está no mesmo patamar de assédio lúdico! Não sei que faça!?... hehe

Adora ler as tuas sessões! Simples e esclarecedoras! Continua o teu bom trabalho. Espero que haja jogo durante muito tempo.

Cacá disse...

Olá Carlos,

O Stone Age realmente é um jogo cativante, além de muito bom ele tem uma arte caprichada e pecinhas lindas, tá entre os HOT 5 aqui no Rio...

O Airships temos que jogar mais, mas parece ser um jogo que vai ganhar muito com a experiência dos jogadores, a princípio digo que vale dar uma chance a ele, com grande potencial futuro...

O Darjeeling já não me chama atenção, mas também não lí nada mais profundamente sobre ele, agora que ví que está na sua wishlist darei uma pesquisada melhor...

Quanto as jogas por aqui e os reports, fique tranquilo, do que depender da galera do Rio ainda temos muito a escrever...

Abraços do Brasil... =)