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terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Session Report : Dez. 30 - Aqui em casa

Hoje recebi a visita do amigo Fel para jogarmos umas partidinhas de Memoir'44, que ele conhecia mas ainda não tinha jogado.

Decidi estrear também o exército russo e o mapa de inverno, e peguei um cenário onde os alemães tem que fugir do tabuleiro para ganhar dois pontos. Estrategicamente a posição dos russos já era muito vantajosa, somado a isso uma mão abençoada nos dados fez com que o eixo tomasse uma lição que não vai esquecer nunca mais: 7x3.


Russos vs. Alemães no inverno.

Depois um cenário mais aberto, ainda utilizando os russos vs. alemães, dessa vez o lance era controlar uma cidade (formada por 5 hexágonos), quem tivesse o controle de mais área ganhava 2 pontos.

Dessa vez a parada foi mais disputada, mas com a mão do Fel do jeito que estava fica difícil para qualquer adversário, no final eixo derrotado novamente: 7x5.


A pequena cidade sendo disputada no Memoir'44.

Para terminar a tarde outro jogo que o Fel queria conhecer, o Mr. Jack. Jogamos duas partidas rapidinhas e em ambas o inspetor ganhou, embora na primeira eu (jogando de Jack) tenha cismado que o assassino era um enquanto era outro completamente diferente. Bem, pelo menos serviu como explicação e na segunda partida (jogando direito) eu acabei ganhando de inspetor.


Suspeitos e inocentes andando no Mr.Jack.

Foi isso por esse ano. Fica aqui para todos os amigos que passam pelo blog o desejo de um 2009 cheio de paz, saúde, sucesso e muita jogatina. Abraços e até ano que vem.

domingo, 28 de dezembro de 2008

Festas Natalinas... com joguinhos!

Uma das coisas boas desse período do ano é poder estar com a família mais tempo e aproveitar para passar bons momentos com eles relembrando a infância e tempos que não voltam mais, e nada melhor para isso do que reunir o povo em volta da mesa e colocar um joguinho nela.

Comecei essa maratona de jogos só com a patroa, aproveitando o soninho da tarde do Arthur resolvemos jogar alguma coisa. Começamos com uma melhor de 3 de Factory Fun, usando as máquinas novas disponíveis no BGG, e apesar de ter sido massacrado na primeira partida, dei o troco e ganhei por 2x1.


Zoom nas máquinas do Factory Fun. Foto BGG.

Depois apresentei pra ela o Rumis, a intenção também era uma melhor de 3, mas na segunda partida o Arthur acabou acordando e ficamos no 1x1.

Dias depois meu irmão, junto com a patroa e a minha sobrinha, que moram em Teresópolis vieram passar uns dias comigo. Eles adoram os meus jogos, então foi fácil. Jogamos Rumis pra apresentar a eles (minha sobrinha adorou empilhar as peças), Pickomino (duas partidas, apanhei em uma e ganhei a outra), Cloud 9 e Rat-a-tat Cat (onde fui devidamente humilhado pela minha sobrinha e cunhada).


Diversão com a mulecada o Rat-a-tat Cat. Foto BGG.

Passado o natal (onde pude abrir meu Dominion) rolou uma jogatina com os irmãos da Ana, a idéia era levar jogos e o video-game e quem o pessoa ficava espalhado onde quisesse.

Eu comandei a galera dos tabuleiros onde novamente o astro foi o Rumis (jogamos 4 partidas com cenários diferentes), Pickomino e Factory Fun. Para fechar a noite estreamos o meu Clue dos Simpsons, vale aqui o comentário sobre a qualidade do jogo.


A grande "vedete" o Rumis. Foto BGG.

A Hasbro entrou com o pé na porta no mercado nacional, a qualidade dos compontentes (miniaturas pintadas dos personagens, as armas são de metal, tabuleiro rígido que não enverga e cartas de padrão internacional) fazem Grow e Estrela ficarem com cara de bunda. Espero com todas as forças que eles tragam outros títulos que são comuns lá fora (principalmente a linha RISK).

E foi isso, agora é separar os jogos para o reveillon e começar 2009 lúdico com o pé-direito.

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Como é natal muitos títulos novos entraram para as prateleiras. O primeiro chegou no início de dezembro, mas a patroa só deixou abrir no natal, foi o meu presente do Secret Santa que me mandou um Dominion.

Outro presente, como já comentei, foi o Clue dos Simpsons. Os outros três foram trazidos por um amigo que mora no Texas e chegaram dia 26. O Gloom é um card game muito interessante, estou muito na pilha de estrear, Android e The Princes of Machu Pichu foram comprados em parceria com o Fel (e aumenta a ludoteca que já conta com o Starfarers of Catan) .

Os dois são muito bonitos, cheios de peças, com destaque pro Android que parece ser daqueles "ameritrashes" de primeira linha, enquanto o Princes vai pela linha euro, mas também promete.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Session Report : Dez. 18 - Calabouço das Peças

Ontem rolou o que pra mim deve ser o último Calabouço do ano, e acabou que foi um dos mais vazios dos que eu já participei, mas isso não quer dizer que não foi divertido.

A noite começa comigo, Cadu e André Boné jogando uma boa partida de Kingsburg. Eu já tinha gostado do jogo, então foi só uma afirmação, a partida foi indo disputada até quase as últimas rodadas quando o Cadu abriu uma boa vantagem e acabou ganhando me deixando em segundo e o André a poucos pontos atrás.


Foto do tabuleiro do Kingsburg. Foto BGG.

Depois disso chegaram o Carlão e o Arthur, com o André tendo que ir embora começamos uma partida de RISK Express para pensar no que jogar depois. A partida foi bem mais marcada que a primeira e acabou que depois de umas dicas e de umas roladas muito ruim dos adversários o Carlão levou a partida, eu fiquei em segundo, Cadu em terceiro e Arthur em último (mas que fique bem claro que ele conquistou um território).

Com a substituição do Arthur pelo Franklin na mesa rolou uma partida do Red Novemver, outro jogo que foi afirmação de diversão. Por mais que a gente tentasse correr para apagar os incêndios (acreditem, foram muitos) acabou que sempre um dos gnomos ficava com a mão podre (Gnomo BURRO!) e estragava tudo, o resultado foi um sufocamento perto da chegada do resgate. Vida ruim.


Gnomos atrapalhados no Red November. Foto BGG.

Aí chegaram o Bouzada e o Camilo e decidimos jogar um jogo sério, aí puxou-se o Die Macher. Foi meu primeiro contato com o jogo, e tenho que confessar que depois de quase duas horas de explicação de regras definitivamente ele é o jogo mais complexo que eu já joguei.

Bem, o jogo é uma corrida atrás de votos em 7 cidades alemãs, mas cada cidade é decidida uma por uma, e você pode ir interferindo nas votações futuras manipulando a mídia ("meu partido só tem 5 segundos... É POOOOOOCO!"), comprando votos, aumentando sua bancada, pensando nas coligações e planejando sua plataforma de campanha.


Politicagem alemã no Die Macher. Foto BGG.

Na nossa partidas as eleições eram bem disputadas, e as coligações em duas (das 4 votações) foi determinante para vitória, o Cadu tava conseguindo manipular as pesquisas, graças as altas doações que eram feitas e que ninguém do partido desconfiava de nada e com isso, mesmo não ganhando as eleições, conseguia muitas cadeiras nos estados e estava na frente quando decidimos parar, mas como foi dito o jogo muda muito e existem uma série de pontuações no final então essa vez serviu para aprender o jogo (o que reduz em duas horas a próxima partida).

Enfim, é um jogo muito bem planejado e pesado, com uma mecânica super bem amarrada ao tema. Tem que se levar em consideração que jogamos até 4:30 e só fizemos eleições em 4 estados. Mas eu gostei muito do jogo, apesar do tema, jogarei ele outras vezes.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

ENTREVISTA : Thomas Ewert

Começando as comemorações do primeiro ano do blog, tive a oportunidade de entrevistar o co-autor do Container, membro do forum BG-BR (junto com a sua esposa Sheila) e um cara super gente boa. Um pouco mais agora de Thomas Ewert.



[E aí tem jogo]: Fale-nos um pouco de você, como começou a sua história com os board-games e quando você começou a se interessar em criar jogos?

[Thomas]: Meu nome é Thomas Ewert, nasci em 1973, em Magdeburg, na Alemanha Oriental de onde consegui, juntamente com minha família, fugir em 1989 (5 meses antes da queda do muro de Berlim) chegando na Alemanha Ocidental fomos morar em Düsseldorf e desde 2006 moramos, eu e minha esposa, em Munique. Sou casado há oito anos com uma brasileira, Sheila Alessandra Rizzato Ewert.

Eu trabalho como engenheiro em uma firma de aparelhos de refrigeração industrial baseados no princípio Peltier.

Eu sempre adorei jogos de tabuleiro. Mas, depois de 1995 com o lançamento de "Die Siedler von Catan" aprofundei-me neste universo de jogos, visitei pela primeira vez a Spielemesse em Essen (feira de jogos em Essen).


Foto da capa do seu primeiro lançamento, o Container.

Minha primeira idéia para um jogo foi em 2001 enquanto comia no refeitório da universidade. Imediatamente desenvolvi esta idéia e montei um protótipo, logo conseguindo uma empresa que se propôs a publicar este jogo, infelizmente a empresa faliu antes que o jogo saísse. Desde então tenho regularmente novas idéias de jogos.

[EatJ?]: Na hora de pensar em um jogo novo, em que você pensa primeiro a mecânica ou o tema?

[TE]: É variado, algumas vezes penso primeiro no tema, algumas vezes na mecânica e até já desenvolvi um jogo cuja primeira idéia foi o nome do mesmo.

[EatJ?]: Quais são seus autores preferidos e os jogos que você mais gosta?

[TE]: São muitos, mas posso citar alguns.

Autores:

Franz-Benno Delonge, Michael Schacht, Alan Moon, Klaus Teuber, Bruno Faidutti, Alex Randolph, Sid Sackson, Leo Colovini, Wolfgang Kramer, Urs Hostettler, Rüdiger Dorn, Andreas Seyfarth, Klaus-Jürgen Wrede, Dirk Henn e algum outro de quem talvez eu tenha me esquecido.

Jogos:

Die Siedler Von Catan, Zug um Zug (Ticket to Ride), Big City, Carcassone, Die Säulen Der Erde (The Pillars Of The Earth), Manila, Eufrat & Tigris (chama-se assim mesmo em Alemão), El Grande, Goldbräu, Dos Rios, Borneo, Im 80 Tagen um die Welt, Blokus, Union Pacific, Kleopatra, Caylus, Die Sieben Siegel, Lost Cities, Entdecker, Thurn und Taxis, Coloretto, Junta e muitos mais...

[EatJ?]: Atualmente você tem tido tempo para jogar coisas novas ou apenas testar seus protótipos?

[TE]: Temos pouco tempo para jogar, mas nos esforçamos para ter mais tempo e jogamos sim, vários outros jogos, além dos meus protótipos.

[EatJ?]: Quais foram suas inspirações para criar o Container? E você esperava um sucesso tão grande?

[TE]: Minha idéia inicial era criar um jogo onde os jogadores teriam influência direta nas regras deste. Sendo assim, desenvolvi um jogo de comércio e neste havia políticos que através de embargos limitavam os produtos que seriam produzidos ou comercializados em diferentes fases do jogo.

Durante um encontro de autores de jogos conheci o Franz-Benno, fizemos amizade rápido e ele interessou-se pelo jogo propondo algumas mudanças e uma parceria neste.

Depois de um tempo percebemos que esse fator dos políticos só atrapalhava. E depois de 4 anos e meio de trabalho e alterações, saiu o Container. A idéia inicial do jogo permaneceu, mesmo assim.


Foto do Container. Foto BGG.

[EatJ?]: Como foi a parceria com o Franz-Benno Delonge? E qual a diferença entre criar sozinho ou em dupla?

[TE]: A parceria foi ótima, éramos bons amigos, e o desenvolvimento do jogo ocorreu sem problema algum. Em quase todos os jogos-teste estávamos presentes, eu e ele. Infelizmente, ele viu apenas a caixa do jogo pronta pela internet, ele faleceu em setembro e o jogo saiu em outubro em Essen. Ele estava muito feliz com o lançamento do jogo e lutou muito contra sua doença pois queria de todo jeito ir a Essen para o lançamento, lamentavelmente ele não conseguiu.
A principal diferença de criar sozinho ou em dupla, é na minha opinião, que estando em dupla, encontra-se soluções para eventuais problemas que apareçam durante o desenvolvimento do jogo muito mais rapidamente do que estando sozinho, pois o parceiro vê as coisas de uma maneira diferente da sua. Além disso, quando se está sozinho, mesmo testando muito o jogo, sempre resta uma dúvida se o jogo funcionará ou se o jogo não possui uma estratégia que leva sempre à vitória, pois nem sempre enxerga-se todas as possibilidades. Quando dois atentam para isso fica muito mais fácil de reconhecer qualquer problema.

[EatJ?]: Quanto aos próximos projetos, já tem alguma coisa encaminhada?

[TE]: Eu geralmente tenho protótipos sendo testados em diversas empresas. No momento há duas empresas que estão concretamente interessadas em dois jogos, mas por questões contratuais, não posso fornecer mais detalhes, assim que me for permitido, falarei mais sobre estes projetos.

Aqui em casa há muitos protótipos meus que estão sendo testados e desenvolvidos. É claro que o meu objetivo é colocar mais jogos no mercado e que as pessoas divirtam-se muito com eles.

[EatJ?]: Você que tem contato tanto com o mercado brasileiro quanto o alemão, nos fale um pouco sobre as diferenças entre os dois.

[TE]: Sinceramente, não dá para comparar. Aqui na Alemanha é um paraíso, mesmo havendo um problema na distribuição de alguns jogos devido à burocracia e à falta de informação de alguns compradores dos sortimentos de lojas de jogos em relação aos lançamentos de empresas pequenas. No Brasil encontra-se pouquíssimo nas lojas. Compra-se pela internet, o que encarece tremendamente já que paga-se em euros ou dólares além do correio e impostos. Essa é a principal diferença: o acesso aos jogos.

Eu já joguei com brasileiros também e minha impressão é a de que são tão entusiasmados no jogar quanto os alemães. E os fãs brasileiros de jogos estão extremamente bem-informados acerca das novidades. Mas há uma diferença: uma rodada de Siedler von Catan com minha família no Brasil (sogros, cunhados, cunhadas, etc) é duas vezes mais barulhenta e animada do que uma rodada com alemães (risos).


Thomas ensinando o jogo na Ludus. Foto Ludus.

[EatJ?]: Obrigado pela entrevista e sucesso nas próximas empreitadas.

[TE]: Eu que agradeço pela oportunidade de falar um pouco sobre mim, Benno e sobre nosso jogo. Estamos, eu e minha esposa, muito felizes em saber que os brasileiros também jogam e com tanto entusiasmo. Também por saber que o Container leva alegria e diversão a muitas pessoas.

Esperamos que o mercado brasileiro abra-se cada vez mais para esse maravilhoso universo que é o dos jogos de tabuleiro. Estou aberto para quaisquer perguntas ou dúvidas sobre jogos e claro, sobre o Container.

Obrigado e abraços

Thomas Ewert

Session Report : Dez.11 - Calabouço das Peças

Ontem fui ao Calabouço com o intúito de estrear o meu Liberté home-made, mas ao chegar por lá acabei conhecendo outro Wallace, o Perikles.

O Arthur estava começando as explicações então peguei minha cor e começamos a montar o setup, enquanto montávamos chegou ainda o Bouzada para fechar a mesa com 5 jogadores (ainda tinham o Leonardo e o André Boné).


Partida do Perikles ainda no início.

O jogo é um misto de controle de área e porrada para conseguir pontos. Temos 6 territórios no jogo que são disputados politicamente numa primeira fase, quando essa termina, os jogadores que assumiram o controle pegam os exércitos desses territórios para disputar os pontos que estão abertos, existem um "prêmio de consolação" para quem não consegue controlar território nenhum.

Depois de colocados os exércitos nos campos a serem disputados são contados os valores deles e conforme uma tabelinha rolam as batalhas. Feito isso por 3 rounds quem tiver mais pontos ganha.

Na nossa partida só o Arthur e o Bouzada já tinham jogado, então os outros 3 ficaram meio perdidos no início, depois de um início arrasador (conseguindo dois territórios e três pontuações nas batalhas) o Bouzada decretou minha derrota dizendo que eu iria ganhar, daí em diante foi uma sucessão de rolagens bisonhas de dado, enquanto isso Arthur ia fazendo a festa e acabou ganhando com o Bouzada "dedo podre" em segundo, André Boné em terceiro, Léo em quarto e eu (que já tinha ganho o jogo) em último.


Zoom nos carinhas minúsculos do La Cittá.

Depois disso reorganizamos as mesas, Bouzada, Carlão, Paulo e Arthur ficaram no Manila, eu, Camilo e Franklin partimos para um La Cittá.

A partida foi boa, e embora eu tenha feito uma cagada perto do final do jogo deixando morrer 5 cubras de fome, ainda consegui fazer uma boa pontuação, não o suficiente para ganhar do Franklin, mas deu pra ficar em segundo com o Camilo em terceiro.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Session Report : Dez. 04 - Calabouço das Peças

Depois de ter faltado semana passada, ontem fui para o Calabouço com fome de jogos, e tive sorte de encontrar uma galera grande e com muitas novidades para ver mesa.

Cheguei 19:00h em ponto e já estavam lá o Fel, Arthur (esse não conta, ele mora lá) e o Léo Rossi, resolvemos estrear o meu Rumis. Jogamos a primeira partida dele na mesa torta, o que me fez ter a primeira reclamação sobre o jogo, as peças escorregam umas nas outras, então nem por decreto conseguimos colocar elas em pé. Desistimos (isso depois d'eu ter sido eliminado só tendo colocado UMA peça).

Nisso já tinham chegado Cadu e André Boné, aí partimos para a segunda estreia da noite, o Red November.

Nesse jogos somos gnomos marinheiros à bordo de um submarino em frangalhos. O jogo é cooperativo e todos temos que nos virar para tentar esperar o resgate que chega em uma hora, o problema é que de cinco em cinco minutos as desgraças aumentam.


Gnomos alucinados no Red November.

O jogo é bem divertido, uma correria de "apaga esse incêndio", "destranca essa porta", "tira água dessa sala" e "PUTA QUE PARIU UMA LULA GIGANTE!!!!". No final acabamos todos morrendo asfixiados, o que por um lado foi bom, pois se tivéssemos ar veríamos a lula gigante comendo a gente.

Mais farra e mais estreias. Dessa vez o Léo nos apresentou um jogo que entrará pros anais "Léo Rossianos" (com trocadilho por favor), o Perudo. O jogo simplesmente é uma purrinha com dados, um tabuleiro para marcar o avanço das "apostas" e barulho, MUUUUUITO barulho.


Jogo doido e muito barulhento esse Perudo.

Desistimos depois de meia hora jogando, pois o jogo se encaminhava a transformar-se num Twilight Perudo, o que definitivamente não é uma boa (e já tava rolando uma mesa de Twilight... Twilight Citadels).

Refizemos as mesas, enquanto uma galera foi jogar o Zendo (jogo bonito pra caramba), eu, Cadu e Carlão resolvemos dar mais uma chance para o Rumis.


Rumis ainda nas primeiras peças.

Dessa vez a coisa funcionou melhor, primeiro por que a mesa estava mais plana e segundo por que escolhemos um cenário que não desse para empilhar muito as peças. O jogo para quem não conhece é um Blokus em 3D, visualmente muito bonito, e muito desafiador no encaixe das peças. Apesar de ainda achar que as peças escorregam mais do que deviam (se fossem de madeira talvez fosse melhor) ele mostrou-se ser um grande jogo. Duas partidas seguidas, uma eu ganhei a outra o Cadu.

Noite avançando e mais estreias, dessa vez eu, Léo, Cadu e Fel pegamos o Toledo. Era para mim a grande espectativa da noite, e o jogo realmente é muito bacana.

Somos comerciantes que estão tentando forjar as espadas mais bonitas para levar a Alcazar. Para isso temos 5 trabalhadores que vão passeando pelo tabuleiro coletando metal e pedras preciosas. Temos também que colocar as nossas "barraquinhas" que fornecem os materiais, forjam as espadas e ensinam ao jogadores a duelar. E o jogo segue até que 3 peões da mesma cor cheguem a Alcazar.


Todos correndo atrás das espadas no Toledo.

Muito bom jogo, como era um "learning-session" para todos a colocação das "barraquinhas" foi crucial para definir a vitória, os mais fominhas (como eu) prefiriram deixar seus serviços nos lugares mais caros, se deram mal, que ficou na "uruguaiana" vendendo "pedlinhas piciôsas" (tipo o Léo Chinês) se deu bem e ganhou a partida, com o Fel em segundo, Cadu em terceiro e eu com uma pontuação ridícula em último.

A noite ainda tava boa, e pra variar um pouco, mais estreias. Dessa vez saquei um home-made do Knizia, o RISK Express. O joguinho é bem simples, temos 5 continentes (divididos em 14 territórios), cada território tem pré-requisitos para serem conquistados e para conquistá-los rolamos 7 dados.


Conquistando territórios no RISK Express.

Divertido, com marcação em cima dos outros jogadores e aquela dose de sorte que eu particularmente gosto muito, a partida foi boa e acabei ganhando depois de conquistar a europa e mais um território de 3 pontos, o Léo ficou em segundo, seguido do Carlão e Cadu com o Fel em último (jogando de starvation).

Para terminar a noite finalmente um jogo conhecido, o Container. Ainda não consigo jogar ele direito, ele é confuso de se perceber o que devemos fazer para pontuar bem, o Léo odiou o jogo, o Cadu não sei bem eu e o Arthur gostamos dele. Acabou que o Cadu ganhou, com o Arthur em segundo, Léo em terceiro e eu em último.


Ninguém entregou nada nas ilhas ainda no Container.

sábado, 29 de novembro de 2008

Session Report : Nov. 29 - Castelo das Peças

Hoje aconteceu o último Castelo das Peças de 2008, e como tem sido constância lotou. O Antonio como é precavido dessa vez separou duas salas do SESC para o evento, o que fez com que as 53 pessoas que lá estiveram pudessem se acomodar de forma perfeita sem atrapalhar as mesas vizinhas.

Dessa vez consegui jogar algumas novidades e um jogo que a muito tempo tenho vontade de conhecer e ainda não tinha tido a oportunidade, o To Court the King.


As cartas do To Court the King.

Ele é basicamente um jogo de administração de dados e poderes de cartas. Começamos com apenas 3 dados, e numa "malha" de cartas na mesa temos uma série de poderes que vão aumentar suas possibilidades dentro do jogo. Tudo isso para finalmente pegarmos o Rei e vermos no final que consegue a maior sequência direta de dados.

Jogamos eu, Flávio, Camilo e Fel e como apenas o Camilo já tinha jogado foi basicamente um tutorial para todos, além de ensinar as regras ainda deu os "pulos-do-gato" para os novatos. Resultado, acabou ganhando com uma combinação imbatível. Bom jogo.

Depois eu, Camilo, Rogério e Fel passamos para a grande expectativa do Castelo, o Cavum. E para mim o jogo foi exatamente o que eu esperava, mais uma fantástica criação da dupla Kramer/Kiesling (a mesma dupla do Tikal, Torres, Vikings e outros).


Tabuleiro do Cavum.

No jogo somos prospectores em busca de pedras preciosas dentro das minas. Em cada rodada temos 12 ações possíveis (dentre colocar caminhos, dinamites, veios de diamantes, acampamentos e finalmente prospectar), sendo que por vez podemos realizar até 4 ações.

Depois de adquirir as pedras preciosas, os jogadores podem vender ou usá-las para realizar missões que são compradas no início de cada rodada. Depois de 3 rodadas quem tiver mais pontos é o vencedor.

A nossa partida foi bem pra aprender o jogo, então ficamos pensando muito o que fazer em cada ação o que fez o jogo ficar meio arrastado, no final o Camilo deu uma disparada na venda das pedras e nas missões e ganhou, comigo em segundo, Rogério em terceiro e Fel em último.

Depois dessa experiência queimando neurônios, nada melhor que uma corrida de patos de borracha no Duck! Duck! Go!. A mesa ficou formada comigo, Warny, Zé, Pandora, Bispo e Paulo Ricardo.


Setup inicial do Duck! Duck! Go!.

No jogo somos patos de borracha (de verdade) correndo para pegar as 3 boias e chegar no "ralo-final". A mecânica é bem parecida com o Robo Rally, escolhemos simultanêamente as cartas de movimento, abrimos e andamos com os patos, caso haja uma colisão muda-se a trajetória 180º do pato que bateu no que já estava parado. Ainda temos o pato-cachorro que vai atrás dos corredores para atrapalhar a vida.

A partida foi muito divertida e cheia das pernadas, acabou que a Pandora ganhou e levou de brinde um patinho de borracha de duas cabeças.


Aliados "pancando" no Memoir'44.

Depois eu o Zé abrimos um Memoir'44 para ver se ele conseguia me devolver a derrota do nosso último confronto, mas foi pior pra ele. Jogando de eixo ele tentou uma estratégia mais agressiva e acabou pagando pela ousadia, um massacre, 6x1 para os aliados.

Ainda deu tempo de apresentar para ele o Carcassonne: The Castle, e na primeira partida acabei ganhando com uma diferença bem grande, não conseguimos terminar a segunda, mas o Zé já estava jogando bem melhor e estava ganhando quando tivemos que parar. Agora Castelo, só ano que vem.


Carcassonne: The Castle na metade.

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Esses dias a coleção ficou maior com a aquisição do Memoir'44 - Operation Overlord e o mapa Hedgerow Hell, Toledo e Rumis. Já na produção de caseiros, terminei o Liberté e o Battle-Line versão bicho-papão, que até já estreei semana passada no Calabouço.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Session Report : Nov. 25 - Laboratório das Peças

Ontem rolou o primeiro Laboratório das Peças, e o que seria isso? Bom, na tarde em que passamos lá no Camilo confeccionando home-mades, basicamente mexemos no jogo que ele está planejando, daí surgiu a idéia de fazermos laboratórios para play-testes, já que nos eventos fica muito complicado dar atenção aos protótipos, pois na maioria das vezes queremos é jogar coisas novas.

Pois bem, a proposta então foi que o designer interessado em testar seu jogo, combinaria um dia, ficaria responsável pela pizza e refrigerante e as "cobaias" iriam lá para testar, discutir, dar idéias, efim ajudar ao máximo a colocar o jogo na linha.


A área de cada jogador.

E ontem eu, Camilo, Shamou e Fel tivemos a tarefa de testar o CEO - The Business Boardgame do Camilo. No jogo somos empresários que estão tentando fazer com que sua marca cresça no mercado, para isso investimos em produtos, aumentamos nossa produção para atender a demanda e é claro, tentamos pegar uma fatia do mercado concorrente.

A mecânica do jogo está já bem desenvolvida, com um plano de ação que serve de base para a rodada de cada jogador, e em termos de balanceamento faltam ainda ajustes, principalmente em relação a valores (e isso é realmente muito difícil de se conseguir, só jogando mesmo).


Os três tipos de produtos disponíveis no jogo.


Os componentes do protótipo estão bem bacanas e podem facilmente funcionar para o produto final (só alguns ajustes para não ficar tão trombolhudo).

O jogo é sí (fizemos 3 rodadas testando, parando, conversando) é um heavy-game onde você tem que planejar bem suas ações, pois a grana é curta e você sempre fica pedindo dinheiro aos bancos (e fica pagando juros cada rodada, muito "vida ruim"). O tema está muito bem encaixado e você realmente tem a idéia de mercado que o Camilo pretende passar. Nessa primeira seção ficamos todos com vontade de jogar uma partida inteira, mas o Fel tinha que ir pra casa e paramos antes (o jogo demora entre 9 e 12 rodadas).


Olhem só que final bizarro no Pickomino.

Para não dizer que o povo se reuniu só para o protótipo, já que tinha um Pickomino dando mole jogamos a partida mais bizarra de todas. Para vocês terem uma idéia o Fel ganhou com 3 minhocas, eu fiquei em segundo com duas, Camilo e Shamou sem nenhuma. Agora é esperar os próximos convites, afinal ganhamos até pirulito como prêmio pela ajuda.


O nosso prêmio de participação.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Recorte, monte e jogue

A maioria dos que me conhecem sabem que eu sou adepto a confecção de jogos caseiros, as vezes para poupar uma grana, outras vezes para conseguir jogar um jogo fora de catálogo, mas sempre pela diversão que isso proporciona.

Então junto com um companheiro dos home-made, o Shamou, nós resolvemos criar um blog onde disponibilizamos material para outros loucos que assim como nós gostam desse hobby-além-do-hobby o Print and Play Brasil.



A idéia não é colocar as paradas indiscriminadamente, e sim colocar apenas os jogos grátis, remakes e jogos fora de catálogo e sempre tentando colocar o máximo possível em português.

Espero que a galera que passa por aqui goste dessa novidade e passe a curtir não apenas o prazer de jogar mas sim toda a graça no processo de montar o jogo.

sábado, 22 de novembro de 2008

Session Report : Calabouço e Sapateiros das Peças

Esse vai ser um report dois em um, pois como não escrevi logo na quinta, acabou acontecendo outro evento e vou fazer o report dos dois em um post só.

Quinta, dia 20 rolou um Calabouço especial de feriado, e como não podia deixar de ser uma presença maciça da galera. Não chegou a lotar, mas teve movimento desde as duas da tarde até sabe Deus que horas (eu saí as 4:30 e ainda tinha uma mesa com Through the Ages rolando).


Bouzada no DOG "adorando" o jogo.

Eu cheguei já eram quase 21:00h da noite, e apesar disso consegui jogar bastante coisa. Logo de cara ensinei para o Rodrigo, Guilherme e Bouzada o DOG. As duplas eram eu/Bouzada e Guilherme/Rodrigo e apesar das minhas defesas ao jogo ele não agradou. Na partida ouve uma reviravolta no placar e a "boca-maldita" do Bouzada que já tinha cantado a nossa vitoria foi crucial para que a outra dupla ganhasse.

Depois com a chegada do Carlão pegamos um Manila para jogar. Confesso que o jogo me agrada mais a cada partida, mas não faz muito meu tipo. Ele basicamente é um jogo de apostas e controle de risco, onde temos 4 tipos de produtos que vão se valorizando durante o jogo, para isso eles tem que sair do cais em barcos e chegar ao seu destino.


Os barcos do Manila chegando no cais.

O problema é que só existem 3 barcos, então a cada rodada um dos produtos fica de fora, outro fator determinante no jogo é a rolagem dos dados que movimentam o barco, fora o ataque dos piratas. A partida foi meio cada um por sí, quando todos resolveram correr para prejudicar o líder já era tarde demais, acabou que o Rodrigo ganhou com o Carlão em segundo, eu em terceiro seguido pelo Bouzada e Guilherme.

Houve uma reformulação das mesas e fiquei eu, Carlão e Rodrigo para minha primeira estreia da noite, o Thebes. Esse foi um jogo que sempre me deu vontade de jogar pelo tema. Somos arqueólogos que vão adquirindo conhecimento sobre determinadas civilizações (quanto maior o seu conhecimento, mais chances de pegar mais tesouros), então vamos "cavucar" seus territórios atrás de tesouros para depois expo-los.

O grande barato é a contagem de tempo do jogo, temos tipo um scoring-track onde marcamos as semanas que demoramos para realizar determinadas ações, então o primeiro jogador é sempre quem está mais atrás nessa contagem. Outra parte bacana são as escavações, cada lugar tem um saquinho onde são colocados os tiles a serem sorteados, caso você tire um tesouro parabéns ele fica pra você, se tirar areia ele volta para o saquinho dificultando a vida do próximo jogador.


Muitos tesouros achados no Thebes.

A nossa partida foi bem basicamente eu escavando com conhecimento médio sobre os lugares (exceto na Palestina, onde reza a lenda eu sou o tal), o Rodrigo ficando especialista em determinados lugares e só tirando areia e o Carlão meio perdido no que fazer. Resultado, eu em primeiro, Rodrigo em segundo e Carlão em último.

Depois o Carlão foi embora e como as mesas que sobraram iam demorar um bocado para terminar (tava rolando um Twilight Starfarers of Catan e um Through the Ages) resolvemos jogar umas paradinhas para dois.

Primeiro duas partidas de Battleline (versão dos monstrinhos). Foi a minha segunda estreia da noite, e o jogo é bem bacaninha. Temos 9 peões a serem disputados entre os jogadores, um deck com cartas que variam de 1 a 10 e umas cartas táticas especiais.


A versão dos monstrinhos no Battleline.

Em cada peão podemos colocar até 3 cartas fazendo determinadas formações que sejam melhores que a do adversário, quem ganhar 3 peões adjacentes ou cinco quaisquer leva. As duas partidas só foram decididas nos 5 peões e eu ganhei ambas, sendo a segunda bem mais disputada.

Depois ensinei para o Rodrigo o Carcassonne: The Castle e levei porrada. Finalmente para terminar a minha noite o pessoal do Starfarers (Cadu, Camilo, Zé e o amigo do Zé) se juntou a nós para rolar um Pickomino. Cadu como grande comedor de minhoca alheia acabou ganhando com sobra dos outros jogadores, e acabamos a noite assim.

Já hoje rolou a tarde do home-made (ou Sapateiros das Peças) na casa do Camilo. A intenção era nos juntarmos para finalizar alguns projetos que estivessem pendentes e tals, mas no final o que aconteceu foi uma grande farra onde passamos a tarde jogando conversa fora.

Para não dizer que não trabalhamos eu usei a canteadeira para terminar as cartas do meu Goldbräu Brazil e ajudei o Camilo a cortar as peças do protótipo do jogo dele (que ele me explicou e parece ser bem bacana).


O Pickomino mais bem produzido de todos.

O destaque da tarde ficou para o Pickomino feito pelo Glauco, que basicamente são peças de dominó, esuma EVA e canetinha, o resultado não é lá essas coisas, mas depois de devidamente testado (panquei geral dessa vez na "minhocada") percebeu-se que dá pra jogar na boa.

E como toda reunião de gamer não pode ficar só em um joguinho, jogamos outro, o Reiner Knizia's Flea Circus. Não vou tentar explicar o tema nem nada, por que cá pra nós, não existe tema. A mecânica é, baixa carta, pega ponto, se a carta for diferente pega do banco, se for igual a alguma da mesa pega do adversário, quando terminarem os pontos da mesa o jogo acaba quem tiver mais ganha.


O circo de pulgas do tio Knizia.

Visualmente o jogo é muito bacana, os pontos são cachorros e gatos em plástico muito bem feitinhos e pelo menos o jogo diverte. Quem ganhou foi o Rogério, mas não lembro a pontuação dos outros.

Depois que o Rogério e o Glauco foram embora ainda descemos para tomar um chopp no que acabou sendo uma tarde bem agradável, com certeza teremos outras tardes de home-made, aliás, possivelmente teremos as tardes dos beta-testers, fiquem ligados.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Session Report : Nov. 15 - Torre das Peças

Sábado fui prestigiar o mais novo evento no calendário lúdico carioca, a Torre das Peças. Como é um dia em que dedico meu tempo maior à família, só pude chegar lá no Bob's (ex-NotreDame) depois das 22:00h e não pude conhecer as novidades levadas pelo Rogério.

Comecei a noite ensinando para o Léo Rossi, Shamou e Fabio Formiga o DOG. Os times ficaram divididos comigo/Formiga e Léo/Shamou e a partida foi bem divertida com o Léo se irritando muito com as "shamouzadas" do próprio. O Léo teve que dar uma saída no meio do jogo e o Fel entrou no lugar dele, mas não mudou muito o panorama, acabamos ganhando por 8x5.


O tabuleiro do DOG versão Cacá.

Depois numa mesa comigo, Fel, Léo e Paulo jogamos um Stone Age. A partida já estava ganha antes mesmo de começar, afinal o Fel "ih, esqueci da comida" na mesa a disputa ficava pela segunda colocação. E o Léo fez bonito na primeira partida dele e se soubesse das malandragens do jogo poderia até quem sabe ter ganho, eu fiz minha maior pontuação e fiquei em terceiro com o Paulo em último.


O Stone Age é um dos tabuleiros mais bonitos. Foto BGG.

Hora de conhecer jogos novos, e uma mesa capitaneada pelo Cadu e que ainda contava comigo, Zé e Fel jogamos um Cave Troll. O jogo tem cara de RPG mas na verdade é um controle de área muito bacaninha. Temos 4 heróis fodões, 3 monstros, 1 tesouro e 9 cubras para colocar no tabuleiro e pontuar as salas, a colocação deles no tabuleiro se faz através de cartas que são sorteadas (você sempre tem duas opções de escolha) e temos 4 pontos de ação para isso e para mover a galera ou executar um poder especial.

A partida foi equilibrada, e como os trolls (que é o monstro mais sinistro) sairam logo no início as combos que dão uma pontuação alta ficaram meio intáctas para mim e para o Zé. Um descuido meu na hora de finalizar o jogo acabou fazendo com que o Zé fizesse mais uma pontuação e ganhasse o jogo, comigo em segundo, Cadu um ponto atrás e Fel em último.


A masmorra do Cave Troll. Foto BGG.

A segunda novidade da noite, o Fjords, foi apresentada pelo novo amigo (e parceiro de blog) Fábio Formiga. O joguinho é super rápido de explicar e muito interessante. Somos Vikings fazendeiros que querem ter terras maiores que os vizinhos.

Para isso jogamos com pequenos tiles hexagonais que vão formando uma ilha Viking, conforme colocamos eles (esquema Carcassonne) podemos optar em colocar uma das nossas fazendas até que todos os tiles acabem. Aí começa a segunda etapa do jogo, que é a demarcação do território, essa parte é bem corrida e interessante, pois rolam umas cubreadas para fechar o caminho do adversário. Essas duas fases acontecem 3 vezes, no final somam-se os pontos e quem tiver a maior ganha.


Pequenas fazendas vikings no Fjords. Foto BGG.

A nossa partida foi disputadíssima palmo-a-palmo nas duas primeiras rodadas, mas por uma colocação ruim na terceira etapa eu acabei ferrando meu jogo, mas mesmo assim a diferença final foi de 3 ou 4 pontos.

Depois retribuí a cortesia e ensinei para ele o Glik. O problema dos jogos abstratos é que você tem que entender a mecânica e só, como não tem tema e historinha isso as vezes afasta um pouco os jogadores, então acho que o Formiga não curtiu muito o jogo, uma pena pois acho ele bastante interessante e tenho jogado ele bastante até.


Mais uma versão do GLIK. Foto BGG.

Acabei não ficando até de manhã, mas saí um pouco antes disso só (hehehehheh) e o saldo foi super positivo, parabéns ao novo evento (valeu Fel e Warny) e que as coisas continuem animadas por essas bandas.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Session Report : Nov. 13 - Calabouço das Peças

Cheguei tipo 22:00h e já tinham três mesas rolando, uma com Shear Panic, outra com Age of Empires III (jogo do momento na BG-RJ e na BG-BR) e uma terceira com o Dungeon & Dragons Minis.

O Franklin chegou pouco depois de mim e trouxe o Torres. Acabando a mesa do Age recrutamos o Fel e o Bouzada e fechamos essa mesa, enquanto o resto da galera sacou um Manila.



O Torres é um jogo abstrato do Kramer que a muito tempo eu queria experimentar. O jogo é basicamente um controle-de-área 3D, temos umas torres (dã!) que vão sendo empilhadas e colocadas adjacentes formando castelos, a pontuação é feita pelo sistema altura x base e ela acontece em 3 momentos do jogo, depois da terceira pontuação quem estiver na frente ganha.

A mecânica é relativamente simples, você tem 5 pontos de ação e pode usar de maneiras diferentes (colocando cubras no tabuleiro, colocando torres, comprando cartas, movendo cubras), as cartas são bem poderosas, mas todos os jogadores tem exatamente as mesmas, então não é desbalanceado.

Nessa partida, éramos todos novatos e estávamos numa noite light, então o nível de cubreagem foi bem baixo, o que fez com que o jogo na segunda e na terceira pontuação a diferença de pontos entre os jogadores tenha sido muito pouca e as jogadas tenham ficado um tanto óbvias.


O tabuleiro fica bonito pra caramba no Torres. Foto BGG.

Mas eu gostei do jogo que além de bacana tem um visual bastante interessante. O Franklin ganhou com o Bouzada logo atrás, eu fiquei em terceiro e o Fel em último.

Depois começou a chover pra caralho (tipo MUITA CHUVA) e o pessoal acabou ficando preso no Calabouço, o pessoal que tava no Torres sacou um Race for the Galaxy.


Race for the Galaxy em andamento. Foto BGG.

Depois do Dominion realmente o Race perdeu boa parte da graça pra mim, mas mesmo assim a partida foi boa, sem grandes surpresas. Fel em primeiro seguido de perto pelo Bouzada, Franklin em terceiro e eu em último.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Weekend Report: Conservatória... das Peças

Esse fim-de-semana acabei indo para Conservatória com a família da Ana e a cidade (apesar de ter praticamente apenas duas ruas) é bem simpática e agradável, boa pra descançar... e pra jogar.

Levei umas paradas light pois só tinham não-gamers e era uma parada mais pra discontrair e passar o tempo do que para competir ou queimar a mufa.


Glik home-made. Foto BGG.

No sábado depois do café rolou uma partida de Glik com 4 pessoas, e o jogo assim fica muito bacana e congestionado, tenho gostado bem dele, e para os interessados ele é grátis (é só baixar e imprimir).

Depois à tardinha, enquanto Arthur tirava a soneca dele, eu e a patroa jogamos duas de Pickomino à dois, com mais gente é mais divertido, mas com dois fica bem interessante a marcação, ela me deu uma lavada nas duas partidas.


Minha versão do Pickomino.

Para devolver na mesma moeda saquei um Carcassonne. Jogamos com a Inns & Cathedral que pra mim é a configuração mínima, e a partida foi bem parelha até a metade, de lá para frente eu assumi a dianteira e não dei mais sopa, acabei ganhando por uns 40 pontos de diferença.


Close no meeple do Carcassonne. Foto BGG.

Mas o mais legal da viagem foi ver um novo gamer carioca pegando gosto pelas jogatinas. Quando voltamos para o quarto flagramos o pequeno Arthur numa partida emocionante de Pickomino com seu amigo galo.


Arthur e o Galo jogando Pickomino.

O grande problema é que ele ainda entende as paradas de forma muito literal, e quando ele leu que teria que rolar os dados para comer as minhocas da grelha não pensou duas vezes e mordeu a pecinha (que ficou meio prejudicada). Mas ele vai pegar o jeito.