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sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Resenha : Cartagena



Nesse natal apresentei alguns jogos a "não-gamers" e um dos que mais chamou atenção de todos foi o Cartagena. Esse é um jogo do Léo Colovini (mesmo autor de outros jogos interessantes como o Clans e o Inkognito), e tem como tema a fuga em massa dos piratas da prisão de Cartagena.

A mecânica do jogo é teoricamente bem simples. Temos 6 peças que formam o caminho dos piratas (esse tabuleiro muda a cada partida, um dos grandes pontos positivos dos jogos modernos), em cada uma dessas peças são impressos 6 símbolos (chave, caveira, chapeu, adaga, pistola e rum), cada jogador controla 6 piratas e recebe cartas com os símbolos para movê-los até o final, onde tem um barco esperando por eles, quem chegar primeiro com todos os piratas ganha.

Agora vamos ao grande barato do jogo. Você começa com 6 cartas, para mover os seus piratas você gasta uma delas e move ele para o primeiro espaço vazio da figura que você gastou (ex. usou uma carta de chapeu, vai direto pro primeiro chapeu vago do tabuleiro).



Até aí tudo bem, o lance é que você não repõe a mão, para isso você tem que retornar com um dos seus piratas para o primeiro espaço ocupado, ao fazer isso você recebe a quantidade de cartas referente ao número de piratas nessa casa (cada casa pode ter no máximo 3 deles).

Isso faz com que os jogadores andem relativamente próximos e torna o jogo bem estratégico. Eu o acho um ótimo "gateway" pois apesar das regras não serem muito complicadas, tem nuances que o fazem um jogo mais pensado do que os habituais.

Apesar de não ser um jogo novo (ele é de 2000) continua a ser bastante jogado pelo meu grupo de "não-gamers", e para quem ficou interessado, a Rio Grande fez um reprint dele com gráficos mais bonitos e com meeples que lembram mais os piratas do que os primeiros peões originais.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Session Report : Dez. 19 - Minha casa

Hoje aproveitei meu recesso de fim de ano e chamei os amigos para uma jogatina, a princípio seria para jogar apenas o Age of Steam, mas rolou também um El Grande.

Agora vamos as partidas. Começamos com um Age of Steam com 3 jogadores (eu, Bouzada e Guilherme), usamos a expansão da Alemanha, que além de ter um mapa diferente, tem alguns diferenciais na regra.

Primeiro temos umas cidades na borda do mapa que funcionam como portos e não tem cor definida, durante o setup se sorteia a cor que elas vão receber produtos durante o jogo (ao contrário das cidades normais, essas não produzem bens nenhum). Outra diferença é no papel do Engenheiro, ele agora ao invés de construir 4 trechos de ferrovia, pode reduzir pela metade o custo de um dos 3 a serem construídos. Finalmente, como as cidades são muito próximas entre sí, os trechos não podem ser deixados em aberto, tem que começar num ponto e ir até o seu destino.


Bouzada (amarelo), Cacá (azul) e Guilherme (branco)

Explicado tudo isso, começamos a partida, eu e o Bouzada já tínhamos jogado outras vezes, por isso estávamos mais tranquilos no que íamos fazer durante o jogo. O Guilherme começou meio perdido nas ações, mas logo já estava entendendo o que se passava e fez uma boa partida.

Ficamos com a impressão de que o jogo com 3 perde um pouco da graça, pois os momentos de desespero pela falta de dinheiro, por não conseguir entregar bens, quase não acontecem, como também em nenhum momento houve reposição de bens na tabela, o que com 5 ou 6 geralmente acontece.

Eu como estava dividido entre pensar no jogo e cuidar do Arthur, fiz uma partida fraca, e acabei em último lugar. Como era de se esperar o Bouzada ganhou disparado, com o Guilherme em segundo.

Durante a partida chegou o Flávio (que trouxe o meu Factory Fun) com a esposa e mais tarde o Antônio Marcelo. Assim que terminamos a partida do Age, os 5 rapazes começaram uma emocionante partida de El Grande.

Dos 5 na mesa, apenas eu e o Bouzada já havíamos jogado ele, mas esse é um jogo tranquilo de aprender e você já sabe o que tem que fazer rápido.

Logo de cara o Flávio deu uma arrancada de mais de 20 pontos, coisa que faz com que os outros fiquem na cola, mas que no final foi crucial para a vitória dele.


Antônio (vermelho), Cacá (azul), Flávio (marrom),
Bouzada (verde) e Guilherme (amarelo)


Foi uma partida bem disputada, e até a última contagem de pontos não dava pra chutar quem ganharia. A diferença final foi bem pouca e ficou com o Flávio ganhando seguido do Bouzada, eu, Antônio e mais distanciado o Guilherme.

Definitivamente, é um dos melhores jogos modernos, e pra 5 pessoas ele é perfeito, fico até receoso de jogar alguma das expansões (até agora só joguei uma e gostei mais ou menos) e acabar estragando o jogo.

Jogamos de 15:00 às 21:30, e só não estendemos mais por que já era hora do neném dormir, aí não dá pra ficar fazendo barulho.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Resenha : Arkadia



Vamos falar um pouco desse que foi a minha grande aquisição desse ano, o Arkadia. Nele cada jogador é um arquiteto trabalhando no crescimento da cidade de Arkadia, para isso usamos trabalhadores para construir prédios (com formatos que lembram o Tetris e o Prince of Florence) e o castelo (que usa umas pecinhas iguais ao do Torres).

A mecânica do jogo é bem simples, cada jogador na sua fase tem 3 tipos de ação possível. Começar a construção de um prédio OU colocar trabalhadores em jogo, e uma ação bonus que é vender suas bandeiras (que servem para pontuar e receber novos trabalhadores da sua cor).

Existem 4 "famílias" que pagam pela construção da cidade, essas "famílias" são representadas por selos de cores distintas e são o que dão os pontos no jogo. Cada vez que você fecha um prédio (entenda-se "fechar um prédio" como não deixar espaços ortogonais à ele desocupados) ganha-se o selo indicado, mais a quantidade de trabalhadores da sua cor que estiverem ortogonais à ele, incluindo aí os trabalhadores de outros jogadores. Nesse momento coloca-se uma das torres no castelo.


Victor, Warny e Eu numa partida no Calabouço.

Para pontuar os jogadores "vendem" suas bandeiras (cada um tem apenas 4 para o jogo todo). Nesse momento o jogador escolhe quantos selos quer vender e ganha os pontos multiplicando-os pelo número de selos que estão no topo das torres do castelo.

O jogo termina quando fecha-se o segundo andar do castelo, aí rola mais uma rodada para cada jogador, vende-se o restante dos selos e quem tiver mais grana ganha.

O jogo é muito bom e a cada partida eu gosto mais dele, tem uma grande rejogabilidade e com regras rápidas de se aprender você consegue colocar novos jogadores na mesa sempre. E para quem jogou mais vezes é sempre um bom desafio.

Mais natal!!

Qual não foi minha surpresa agora ao receber agora mais dois card-games do meu Secret Santa. Esse natal vai ser em volta da mesa, jogando cartinhas.



Loot é um joguinho de cartas do Knizia para 2 a 8 jogadores, onde cada um comanda um navio e tem que trocar piratas entre os barcos, e ficar mais forte para suportar os ataques inimigos.

Parece divertido, e dos 4 que eu recebi era o único que estava na minha "wish-list", portanto foi o que me fez ficar mais animado.




Já o Moby Pick eu não tinha nenhuma referência prévia, mas também é um joguinho para várias pessoas, 3 a 8 jogadores, e deve seguir a linha do Rat-a-Tat Cat no que diz respeito a temática mais infantil. É bom por que agora não vou ficar jogando só Cloud 9 com as minhas sobrinhas.

Maiores informaçõs de todos os jogos conforme forem indo para as mesas.

O que esperar do Natal??

Bem, nesse natal eu já tenho pelo menos 3 jogos debaixo da árvore, dois vieram através do Secret Santa (ou amigo-oculto) realizado no site do Board Game Geek e o outro, bem, esse eu comprei pra mim mesmo.



Dos três, esse parece ser o mais bobinho, chama-se Rat-a-Tat Cat é um card-game de mémoria e tem uma temática mais infantil, ainda não lí legal as regras, mas tem tudo pra ser daqueles joguinhos pra brincar com as sobrinhas.




O Mister Bill, já parece mais interessante, é também um card-game mas pelas regras mostra-se um jogo mais legal. É um filler de 3 a 8 jogadores, onde formam-se duplas que vão juntando pares de cartas para pontuar (cartas que são pratos da cozinha universal tipo, sushi, pizza, wurst), outras que tem efeitos dentro do jogo (os garçons) e uma terceira que é a carta do Bill, o dono do restaurante.

A mecânica parece interessante, depois que jogar umas partidas falo mais sobre ele.



E por último o jogo que eu "me dei" de natal, o Factory Fun parece ser um jogo muito bacana, nele cada jogador é responsável por criar sua fábrica melhor do que seu adversários, para isso todas as engrenagens tem que estar conectadas casando as cores e todas tem que terminar nos reservatórios corretos.

O jogo tem um sistema de escolha de peças diferente, onde todos escolhem simultaneamente, o que deve gerar um corre-corre interessante, e a montagem da fábrica também parece ser legal, tem um pouco de quebra-cabeça.

Também falo mais dele quando jogá-lo. Por enquanto é isso, se eu ganhar mais jogos, conto para vocês.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Resenha: Settlers of Catan



Vou começar com aquele que abriu meus olhos para os jogos além do WAR, Detetive e Banco Imobiliário... Settlers of Catan...

Esse jogo foi criado pelo alemão Klaus Teuber em 1995 e é até hoje, mesmo depois de conhecer uma centena de outros, é um dos jogos que eu mais gosto e uma referência em matéria de jogos modernos... Nele cada jogador é um colono tentando se desenvolver e ficar mais forte na ilha de Catan, para isso ele depende da produção das suas vilas e cidades nos diversos tipos de terrenos... Com a produção desses terrenos você pode desenvolver outras vilas e cidades, construir estradas para ligá-las, negociar com os outros colonos... Isso tudo num tabuleiro que é sempre diferente de um jogo para o outro, pois ele é modular, você monta ele sorteando os terrenos... O jogo tem uma dose forte de sorte, pois depende muito do valor dos dados para saber qual terreno vai produzir durante a rodada, mas é também um jogo de estratégia, pois você sabendo da dependência dos dados pensa melhor onde vai construir suas vilas e para onde vai expandí-las no decorrer do jogo... No final ganha o primeiro colono a atingir 10 pontos, esse pontos vem das cidades, vilas, estradas e cartas especiais...


Minha versão caseira do Catan.

No mercado brasileiro ele foi lançado pela Devir,e já saiu de circulação... Mas se você tem um amigo vindo da Europa ou dos EUA peça ele que vale muito a pena...

Você pode experimentá-lo jogando on-line em dois sites: o S3D Connector (em inglês) e o Brettspielwelt (em alemão)... Esse segundo tem uma série de outros jogos de tabuleiro modernos para jogar on-line, e tem uma galera grande de brasileiros que estão sempre dispostos a ensinar aos novos jogadores...

Apresentação

Olá para todos que por acaso pararam por aqui. Nesse blog estarei falando um pouco desse incrível universo dos jogos de tabuleiro. Contando um pouco de história, fazendo resenhas de jogos novos (e antigos) e falando dos encontros lúdicos da galera.

Espero que você que passou por aqui goste do conteúdo do blog, e espero suas sugestões, críticas e que se você veio aqui uma vez, tenha vontade de voltar.